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Verdadicídio (ou nem toda omissão é mentira e nem toda verdade pode ser dita)

E eu, que prezo tanto a verdade nas relações, venho aqui dizer que quado o assunto é relacionamento amoroso, nem sempre a verdade é a melhor saída. Estou dizendo isso, pois neste final de semana lembrei-me de um caso clássico ao conversar com um amigo. Um fato onde tudo poderia ser aceito, até mesmo a omissão, mas nunca a verdade.

Há anos convivendo neste universo fetichista, que outrora foi um gueto, mas atualmente é citado até na Revista de Domingo do Jornal O Globo, costumo brincar que todo fetichista necessita de um Porto Seguro (até mesmo para não esquecer que é tão normal apesar dos seus desejos anormais), mas também de um Porto Alegre (alguém ou algum lugar onde possa realizar as suas fantasias, senão endoidece). Acredito que todos têm direito à cabeça nas nuvens e os pés no chão. Desde que saibam conviver com esta dualidade.

Entendam, não quero incentivar a infidelidade, mas a verdade é que conheço (mas conheço) pouquíssimos casais que conseguiram unir relacionamento amoroso e fetiche. Principalmente os que desconheciam completamente a tal faceta revelada do seu parceiro. Muitos me perguntam como fazê-lo, qual o melhor momento, se deve contar da sua Vida Secreta ou não… No entanto, sempre respondo evasiva, pois cada um sabe o parceiro que tem.

A questão é que quando o assunto é fetiche ou qualquer outro desejo mais secreto, nem sempre a fantasia do outro coincide com a nossa e aí entra o conflito. Chega-se então a um impasse.

• Vivo no meu Porto Seguro sem realizar minhas fantasias secretas ou ouso buscar um Porto Alegre?
• Estou traindo meu parceiro realizando com outro o que, definitivamente, não consigo vivenciar com ele?
• Até que ponto vale à pena arriscar minha relação, tão harmoniosa e estável, por um momento de prazer e, talvez, nada mais?

O tal caso que comentei com o amigo no final de semana é quase um clássico. Marido e mulher que casaram apaixonados, na cerimônia dos sonhos, que juraram diante do altar “até que a morte nos separe”, em determinado momento uma das partes (no caso desta história o homem) assume uma imensa insatisfação sexual e abre para a outra parte suas fantasias não tão comuns. Resultado? Neste caso foi um desastre, a revelação foi encarada como loucura e, entre outras coisas, foi exigido tratamento psicológico como condição para que continuasse no convívio familiar.

Este trechinho da série Californication ilustra bem um momento parecido, onde o marido conta para a esposa algumas fantasias BDSM, que no caso já havia experimentado (e gostado) com a secretária, e a esposa, na ânsia de satisfazê-lo, até aceita, mas… A fantasia dele não é exatamente o que ela espera de um novo prazer.

Usei um exemplo fetichista, mas é muito mais que isso. Quantos casais nós conhecemos onde a relação simplesmente foi a pique, como um navio afundando, após experimentarem fantasias como swing, ménage-a-trois ou qualquer pimentinha a mais?! Por outro lado, conheço mais uns tantos que mantém a chama acesa simplesmente com a possibilidade de realização, sem jamais realizar na verdade. E sem contar outros que, ao contrário, a relação faliu justamente por causa da não realização das fantasias… Ou seja? Cada casal tem a sua medida e a sua saída.

Como mulher, assumo que a sociedade e anos de repressão sexual nos deixaram um pouco mais acomodadas e complacentes à infidelidade masculina e também na possibilidade de realização dos nossos desejos mais secretos, mas acredito que os tempos estão mudando. E hoje em dia, mulher insatisfeita busca fora sim, o que não encontra em sua cama. E não por medo de uma falta de desejo futura (muitos homens me confidenciam que traem por medo de não viver de tudo enquanto são viris e mais tarde verem-se incapacitados pelo fantasma da impotência), mas porque o momento de ser feliz é agora!

No entanto, também entendo os homens. E hoje, quando penso em algumas relações passadas, que faliram justamente pela falta de verdade e não falta de amor, penso um pouquinho mais… Nem toda omissão é mentira, nem toda verdade pode ser dita. Cada um conhece o parceiro que tem e sabe até onde o outro pode entender ou aceitar. Às vezes é preciso cometer um verdadicídio, pelo bem da relação.

Arquivado como:relacionamento, sexo, sexualidade

De Natalie Portman nua a quarto vazio, é um segundo.

Se você é homem e quer saber o porque da afirmativa acima, passa no Não 2 Não 1, o Gustavo Gitti mandou super bem em Closer, o jogo dos 7 erros (para homens). Eu, que entendo nada de mente masculina, vi o melhor b+a=ba para entender as mulheres com a tecla SAP masculina ativada. Imperdível.

Postagem original no A Vida Secreta.

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Sexo e Casamento

Segue abaixo dois links bem legais sobre sexo e casamento, num bate-papo gostoso no programa Happy Hour, na GNT, com Astrid Fontenele. Legal a maneira clara com os entrevistados falaram do assunto.

Sexo, crises e casamento

A falta do fator surpresa

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Casal se Separa Para Ficar com Amantes

Li Lei e Wang Yang, dois jovens na casa dos 20 anos, assinaram os papéis do divórcio para ficar com seus amantes. O caso deles é típico da geração dos “filhos únicos” das classes médias e altas chinesas. Eles são incapazes de formar laços afetivos, segundo especialistas citados hoje pelo jornal China Daily.

“Casamentos na elite chinesa servem mais para reunir fortunas que para criar uma relação. Quando um parceiro com melhores perspectivas surge em sua vida, alguns, como Li e Wang, não perdem tempo para se separar”, disseram os especialistas.

Os “imperadores” e “imperatrizes” são fruto da proibição de ter mais de um filho por família, em vigor desde 1979. Eles foram mimados por pais e avós e hoje só dão prioridade a suas necessidades, disse o psiquiatra Fucius Yunlan.

“São muito frágeis para criar laços afetivos horizontais e se comunicar com outras pessoas de sua própria geração. Tendem a aplicar uma aproximação vertical em suas relações”, acrescentou o especialista.

EFE

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Fonte: Terra Notícias

Sei lá… Ler este texto me deu uma certa melancolia. Esquecendo modelos de jovens “imperadores” ou “imperatrizes”, já que a explicação de tal modelo é típico da China… O imediatismo das relações é um fenômeno mundial, a eterna insatisfação e incompreensão em ver o outro como um indivíduo e não como a projeção das nossas carências, faz ser humanos cada dia menos tolerantes, mais exigentes e, consequentemente, mais solitários… Uma busca sem fim.

Putz! Fiquei de bode…

Arquivado como:relacionamento, sexualidade, vida

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Atenção, importante!

Me and My Secret Life acabou, mas meus textos continuam no A Vida Secreta , uma revista diária de informação e entretenimento sobre erotismo, sexo e sexualidade.

Os comentários do Me and My Secret Life serão fechados, portanto, quem quiser papear de agora em diante é no A Vida Secreta.

Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

Um beijo carinhoso.

B.

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