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Ele quer uma outra em nossa cama!

Acho que oito entre dez homens que conheço, senão sempre, pelo menos uma vez na vida já sonhou ter duas (ou mais) mulheres em sua cama. Alguns, tem um desejo bem voyeur de apenas vislumbrá-las, a amada e a amante, satisfazendo-se. Outros, sequer cogitam a possibilidade de vê-las “se comendo”, a maior curiosidade (e vontade) é a de ser o homem potente capaz de saciá-las. Isto ou aquilo, fantasiando ou realizando, a questão é que independente de amar uma, a fantasia às vezes é algo bem forte. Recentemente uma leitora escreveu sobre isso, entre outras coisas, e como é um assunto recorrente resolvi comentar.

 

(…) hoje, numa conversa que tivemos ele confessou que tem um fetiche…o fetiche de ter duas mulheres, bem a frente dele reagi normal, até porque ele me disse que nunca iria querer realizar essa fantasia. Mas confesso que até o sono perdi… fiquei muito preocupada, desconfiada, porque tenho medo que ele a queira realizar…

 

O que é que devo fazer?

Existe alguma alternativa?

Porque eu posso fazer tudo, menos dobrar-me em duas…

 

Já estive muitas vezes a três – o famoso ménage a trois – de todas as maneiras possíveis, menos com dois homens e eu. Taí uma fantasia que não me apetece. Digo de todas as maneiras porque já estive em diferentes situações:

 

  • Onde o foco era o prazer do homem e eu e a menina sequer nos tocamos.

  • Outra, onde ela era casada, me contatou descaradamente para dar prazer ao marido, e eu, que na época estava numa curiosidade absurda de provar uma mulher, aceitei o menage (aliás, não só aceitei, como achei interessante e gostosa demais a sensação de estar ao mesmo tempo saciando e sendo saciada, comendo e sendo comida).

  • Noutra a terceira era uma profissional.

  • Ou mesmo em sessões de Dominação BDSM. Acreditem, mesmo homens submissos fantasiam ser Dominados por mais de uma Senhora.

 

No entanto, nem toda a minha experiência no assunto é capaz de responder certos questionamentos. Ficam então algumas dicas pessoais, que se não vale de muito, pelo menos serve como ponto de partida.

 

  • Mesmo amando, jamais faça só por ele. Fantasias são deliciosas de ser partilhadas, mas observe… Partilhadas e não impostas. Se acha que não aguenta a barra de ter uma terceira na cama, diga não!
  • Nunca – e sou bastante enfática quanto a isso – faça nada sem ter certeza que quem quer fazer algo é realmente você, e não que foi sugestionada a isso. Desta forma, mesmo que a a experiência não sejá lá tão agradável ou satisfatória, pelo menos foi uma escolha realmente sua.
  • Uma alternativa interessante para trazer uma terceira pessoa à cena sexual é o verbo. Ouse, fale, abuse das palavras, solte o freio sem nenhuma vergonha. Transforme ele na amante e no voyeur. Através de palavras, coloque-o ativo na cena (masturbando-a, chupando-a…), faça-o imaginar, quase vizualizar, como se a mulher (imaginária) fosse um link, uma ponte entre vocês dois.
  • Se decidir partir da teoria à prática, relaxe. Tome a iniciativa nas buscas, é muito importante que a amante seja alguém desejável principalmente à mulher, se puder desenvolver uma relação de amizade então, melhor ainda. Não tenha pressa, demore o tempo que for na busca, mas é importate estar à vontade com a pessoa para que o aconteça.
  • E se apesar de todas as buscas, ainda ficar uma sensação contraditória do tipo: “Eu quero tanto, mas ainda tenho um ciuminho…” Garotas de programa são sensacionais. Sem nenhum vínculo social ou afetivo, não tem porque encanar com ciúmes.
  • Há também a possibilidade das casas de swing, mas esta é uma prática que sou virgem. Nunca fui a uma casa de Swing. No entanto, sei que há a possibilidade de ir apenas para observar, ser observado e, não necessariamente, partir pra ação. Acaba sendo um bom exercício de cumplicidade para o casal.

 

No mais, é vontade e instinto. Se um casal se ama, se há cumplicidade, se as fantasias são comuns a ambos… Não há porque não experimentar. Juro que não gasta e nem arranca pedaço. O máximo que pode acontecer é não gostar, daí… É só não repetir.

Postagem original no A Vida Secreta.

Arquivado como:Perguntas e Respostas, sexo, sexualidade

Quero deixar de ser virgem, mas não consigo

Oi tudo bem?

Tava lendo seu blog e achei bem interessante a forma como vc fala sobre questões ligadas a sexualidade, por isso resolvi mandar um email pra vc ver o que acha.

Tenho 19 anos, modéstia parte sou uma menina bem atraente, mas ainda sou virgem, não por ter dificuldades em conseguir candidatos rsrsr mas pelo fato de não querer um relacionamento sério agora, meus relacionamentos são sempre curtos e sem tanta intimidade, acho que por isso nas vezes que tentei transar com alguém senti muita dor, e não foi possível a penetração completa. Sempre tento relaxar, mas parece que bloqueia mesmo sabe?

Obs: Os garotos com quem tentei transar não sabiam que eu era virgem.

Gostaria de saber sua opinião

Bjinho

Não sei bem o que te dizer, apenas que não rolou porque você não estava preparada.

Minha primeira vez foi um desastre, como você, não disse ao cara que era virgem, tinha 16 pra 17 anos e estava muito cansada da virgindade. Doeu, chorei de remorso, o cara não entendeu nada, mas… Fiz. Não sei se foi o maior erro da minha vida, mas… Certamente foi um deles.

Deixar de ser virgem é um rito de passagem que todos vivem, ou querem viver, no caso da mulher a gente cresce ouvindo o mundo dizer que tem que ser por amor. Se dá uma louca de, como eu, deixar de ser, porque a virgindade incomoda… Hmmmmm, mesmo que o motivo seja legal, vai contra a sociedade, daí… Inevitável não rolar alguma auto-censura. Resultado: nadica de nada!

Já desenvolvi uma vaginite, a xota literalmente trancava, após um estupro que sofri. Foi barra… Demorei mais de dois anos até me aventurar a tentar sexo novamente. E as tentativas foram bem piores que a primeira vez. Por isso entendo perfeitamente quando você diz que não consegue.

Sei que é uma dica que vc certamente já pensou, mas…

    Relaxe…
    Confie…
    Não se cobre…
    E…
    … espere!

Literalmente deixe rolar. Um dia acontece, e tomara que seja muito legal.

Mas uma coisa… Primeira vez não costuma ser extraordinária. Pelo menos no quesito prazer. Sempre rola um desconforto e não fui só eu que disse isso.

As vezes penso se teria sido diferente, se eu amasse o cara que foi meu primeiro, mas… Fantasias, de que adianta, não foi mesmo.

Só que pra mim passou, pra você não… Portanto lembre que vc pode escolher se será com uma pessoa importante ou insignificante, é a sua vida, a sua história.

Minha mãe nunca me disse não faça, mas… Dizia: “Deixar de ser virgem, é ganhar uma vida sexual. É prazer, mas também responsabilidade.” Sempre pensava nisso.

Pensa nisso lindona! E seja feliz…

Beijos!

Arquivado como:Perguntas e Respostas

Realidade ou Ficção?

Seus textos são bastante criativos. O quanto é real e o quanto é ficção?

Desde que comecei o blog, e já vai quase um ano, a pergunta sobre realidade ou ficção sempre esteve em evidência. Sempre respondi que sim, que Me and My Secret Life era baseado em fatos reais, minha biografia não autorizada, por isso o cuidado com os nomes, com a sopa de letrinhas. Aqui sempre falei sobre todo e qualquer assunto, porque por trás de uma personagem, B., eu poderia escrever sobre tudo, sem nenhum pudor ou constrangimento. E não pensem que o meu receio era com os outros. Não! Meu receio era comigo. Afinal, B. também sou eu, mas… Não sou apenas B., meu nome nem começa com b… Digamos que eu seja um grande arquivo e Me and My Secret Life seja apenas uma pasta. As folhas soltas são lembranças, coisas que vi, ouvi ou vivi. Relatados de maneira clara, sem frescuras, mas cheios de poesia e musicalidade. Poesia? Poesia em “O Cu – Dor e Prazer”? Sim, porque não?! É um texto de muitas páginas e nem por isso vocês cansaram antes do fim. Fim… Está realmente perto do fim. O que vier, se vier, será novo. Não mais a minha vida secreta. Não vou deletar o blog, mas ele vai acabar sim e, confesso, já estou com saudades. Nunca uma personagem foi tão real quanto B. pra mim.

PS – Passarei uma semana em viagem, talvez poste algo em caráter extraordinário, talvez não. Enquanto isso, deliciem-se explorando a nuvem de tags na parte inferior do menu à direita. Sempre tem um assunto ou outro que interessa. Beijos e até mais.

Arquivado como:Geral, Perguntas e Respostas, vida

Timidez Sexual

Olá ! Bom, primeiro eu gostaria de dar os parabens pelo se blog. Realmente ele é diferente de tudo que eu já vi =). Olha só, deixa eu te contar porque eu te escrevo esse e-mail…

Eu sou um cara ainda muito novo, estou com 20 anos, e tenho um problema que volta e meio me atrapalha demais: a minha timidez excessiva. Eu li algumas das suas postagens no blog e fiquei impressionado com a espontaneidade com que você fala de suas historias, eu achei fantastico. Então eu pensei que talvez voce pudesse me ajudar.

Como eu te disse, enfrento alguns problemas com a minha timidez, inclusive, e principalmente, na cama. O problema é o seguinte: eu não consigo fazer (ou tentar fazer) as coisas que realmente me dão prazer, aquelas vontades e fantasias que todo mundo tem… Eu fico com receio, com vergonha do que a mulher vai achar, entende ? E acaba que eu fico sendo um cara “comum” na cama, aquele cara que nao faz nada de diferente. Acho que voce nao se importaria se eu te desse um exemplo né ? ( Já vou me desculpando pelo intimidade (rs) ). Por exemplo, eu sou louco pra gozar na boca de uma mulher, é umas das coisas que mais me dao tezao quando eu penso. Mas ate hoje eu nao tive coragem de fazer. Sei lá, eu fico pensando: “E se ela nao quizer?” “E se ela nao gostar?”.. enfim… insegurança total, entende ? E esse é só 1 exemplo, pois existem varias outras coisas que me enchem de tezao e ate hoje eu nao fiz…

Entao, vendo que voce é uma pessoa tão espontanea e que faz loucuras na cama, eu te escrevi esse e-mail pra saber se voce pode me ajudar. De qualquer forma sera ajuda. Sei lá, um conselho, alguma indicaçao… (rs). Tanto para eu ser mais ousado pro meu prazer, como tambem pro prazer dela, logico.

Espero que voce possa me ajudar de alguma forma, a muito tempo eu venho tentando melhorar isso em mim…

Vou esperar uma resposta tá ? rs..

Obrigado, um abraço.

Então, façamos como Jack, o estripador, vamos por partes…

Existem algumas pessoas que já nasceram safadinhas e descoladas (descolado em carioquês = desinibido). Eu não fui uma delas. Já disse algumas vezes aqui que me senti patinho feio, que era meio NERD, que sempre fui meio anti-social… Fiquei pensando aqui no que poderia te dizer para destravar, desencantar, mas… Sei lá, acho que não tem fórmula mágica.

Parei pra pensar em mim, em como dei jeito na timidez (se bem que sexualmente nunca fui de ter reservas), na esperança que pudesse encontrar alguma dica possível. É claro que para mulheres é bem mais fácil, afinal não se espera muita iniciativa de uma virgem ou inexperiente. Já o homem… Carrega o estigma de ter que ter atitude, mesmo correndo o risco de levar um tapa na cara e ser chamado de safado. Tico e Teco conversaram e acho que só tem dois caminhos.

  1. O cara se lança numa busca, no melhor estilo galinha de ser (coisa meio complicada para um tímido) e assim vai acumulando experiências (positivas e negativas), consciente que a vida é repleta de SIM e NÃO.
  2. Ou então se envolve numa relação monogâmica, pautada na confiança e cumplicidade (Êeeee, cara sortudo!), e juntos vão experimentando, descobrindo um ao outro, expandindo limites e desenvolvendo o que acho essencial para um bom sexo. Intimidade.

Ok, não sou o melhor padrão de comparação quando o assunto é intimidade. Logo eu que já tive loucas e deliciosas trepadas com desconhecidos. No entanto, pasmem, 80% das minhas aventuras foram vividas e revividas com amigos. Gente que eu conhecia. Sou tão “caseira” digamos assim, que até a violência sexual que sofri, foi através de um conhecido. Se pudesse dizer duas coisas básicas para um bom sexo diria: Intimidade e confiança.

Vou contar um segredo e talvez vocês até achem que é brincadeira, mas juro que não é. Sou tão neurótica com esta coisa de consensualidade, que até pra dar um beijo na boca, tenho que perceber no outro a intenção. Quem dirá chupar um pau… Nem que seja com o olharzinho safado e um falso-tímido: “Posso?!” eu pergunto. Nesta trajetória sexual já me deparei com de tudo um pouco. Já tive namorado que odiava ser chupado, outro que (nem implorando) nunca comeu o meu cu, alguns que mesmo eu insinuando gostar de uma pegada mais forte fingiram ignorar o pedido… Só sei que sexo é um ato de dois (ou mais, que o digam os adeptos de sexo grupal) e se os dois não estiverem a fim, não tem jeito, não rola!

No entanto, vou dizer uma coisa meio óbvia, mas que para alguém tímido não é. Quem me disse isso foi um namorado que muito amei e eu tiro até hoje como lição até hoje:

“Se você não disser, como espera que eu adivinhe?”

É claro que ele disse isso dentro de outro contexto, tinha ficado magoada com ele, mas acredito que esta pequenina frase interrogativa vale para tudo. Até mesmo para uma proposta sexual mais apimentada (que às vezes é pra nós, mas para o outro nem é).

Acho que na cama, temos que ser bem cara-de-pau. Não tem espaço para vergonha ali. A gente já vive uma sociedade cheia de regras. Já deve satisfação à família, amigos, ao chefe, a tudo… Ainda vai ficar regulando o sexo? A nossa hora do recreio? Creio que a melhor maneira de saber se pode ou não gozar na boca da menina é perguntando. No entanto, seja malandro… Não faça simplesmente a pergunta. Conduza, induza, comente o tesão que seria, do quanto já imaginou ela fazendo isso. Seja divertido, dê a impressão que está tão gostoso, que mesmo que não venha como resposta, a proposta em si já é um tesão. Que se acontecer, vai ser muito melhor, só isso. Talvez receba um monte de não em resposta, mas um dia, vai que ganha um sim?!

E entenda isso não quer dizer que essa dica do bom humor e cara-de-pau, valha apenas para a indecente proposta de gozar na boca da mocinha. Isso vale pra tudo. O sexo é uma atividade leve, deve ser gostosa, despretensiosa, e o único objetivo é o prazer (Opa, sou católica, não deveria dizer procriação??? Bahhhhhhhhhh…). Portanto, tímidos do meu Brasil, quiçá do mundo, vamos seguir a dica da nossa ministra Marta Suplicy. Relaxar e gozar. Se fácil não é, uma coisa eu garanto, também não é impossível, basta tentar.

Arquivado como:Geral, Perguntas e Respostas, sexualidade

Anormal?!

Olá, td bem?

Fiquei admirado com seu blog, que coisa mais linda….

Descobri o prazer na leitura… o prazer da imaginação…. em saber das coisas que você gosta e me lembrei de um pessoa que realizava todas as minhas vontades…que ficava horas….sem brincadeira…ficava horas me chupando…. já gozei em tudo quando é lugar do corpo dela….muito bom….

Eu tenho uma pequena frustração e queria ver isso com você….

Na Verdade isso é o sonho de muitos caras…mas é que eu adoro gozar no rosto, mas eu gozo demaissssssssss, muito mesmo, em quantidade e velocidade….vai muito longe, e isso muitas vezes assusta as meninas que estão esperando uma gozada na cara….por que sai muito forte, eu tento jogar a primeira nos seios e depois miro no rosto… assim nao assustam tanto….e outra coisa é que por que sai muito, um verdadeiro banho….acaba nao saindo tão branco, é branco sim, mas bem transparente…. entao mas vejo muito bem no rostinho, escorrendo devagar…..

Acha isso ruim? qdo sai muito e muito forte?

bjossss

continue assim

Lendo o texto acima eu parei pra pensar… O que é normal? O conceito de normalidade varia de pessoa para pessoa, de sociedade para sociedade e, ainda assim, tudo depende de uma série de fatores, porque o que é normal pra um pode não ser normal para o outro e vice-versa. Creio que são os padrões de comparação que fazem a diferença, mas… Quando o assunto é sexo, a gente não vive vendo o outro trepar, né?! Ok, existem os filmes pornô, mas… Aquilo sim é excepcional! Não pode e nem deve ser padrão de comparação.

Lembro que quando o autor do Pequenos Delitos, lançou o desafio das flores em sua categoria jardinagem, nos levou também à contemplação das diferenças. Se xotas podem ser tão diversas e belas em seus detalhes, porque não paus, sabores, cores e, até mesmo, esguichos de porra?!

Já vi tanto pau e tanta porra em minha vida, que certamente pra mim, a esporrada em litros não seria algo tão extraordinário assim. Na cara então?! Putz! É um tesão só. Se vier seguida de um carinho gostoso na face, hummmmmmm… No entanto, nem pense em me convencer a engoli-la. Correria o risco de uma regurgitação, eca! Particularmente, acho que só parece um pouco estranho imaginar, mas na hora H, pouco importa, pra que normalidade? O que importa é o prazer.

Já conheci homens que se queixaram da cor e consistência do esperma (como se fosse brigadeiro, para ter ponto certo), do tamanho do pau, das bolas… Assim como mulheres já comentaram da racha da xota ser mais assim, assada, ela ser gordinha, magrinha, bicudinha, peluda, careca… O que sei é que a beleza está na diversidade.

ADOREI a artimanha que o meu leitor faz para não assustar tanto a namoradinha. Esporrando primeiro nos seios e depois na face. É um tesão só em imaginar a cena, viu? Não assusta e ainda diversifica. No entanto, sexo é intimidade. Acho improvável que uma namorada venha a se incomodar com a quantidade de porra esguichada. Às vezes, acho que nos importamos muito mais com o que é normal ou anormal, do que os nossos parceiros. Desencana!

Viva a diferença!

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Opened Once

Nos últimos meses, desde que li Virgínia Berlim do Biajoni, eu ando meio fixada no assunto primeira vez. O livro trata de uma paixão inusitada, entre pessoas aparentemente incompatíveis, num cenário quase claustrofóbico. Uma paixão intensa com cara de primeira vez. Aliás, com cara de única vez. Aquele tipo de paixão que arrebata, consome, invade e toma conta. Não serão todas as paixões assim? Ah… Sei lá! Sei que a trilha sonora do livro é sensacional e Opened Once do Jeff Buckley – sobre ele, eu depois falo mais, também estou viciada no moço depois de Virgínia Berlim – já me deixou algumas vezes em êxtase. Na tradução da música no livro, o Biajoni, livre e poeticamente, usa a expressão “opened once” como “desvirginado”. Sincronicidade ou não, o tema virgindade tem vindo muito à tona em minha vida ultimamente. E depois de dois comentários, que seguem abaixo, um feito em aberto e outro por e-mail, resolvi falar um pouco do assunto.

Uma dúvida, você é de gêmeos? E outra, pode me ajudar a comer uma menina de 15 anos? Tenho 17.

Antes de tudo, não que ache que isso faz diferença, mas… Me disseram que sou de virgem com ascendente e lua em escorpião, seja lá o que isso significar, mas quanto à outra pergunta… Putz! Sabe que eu não sei te responder? Admiro a sinceridade em expor a sua idade e a dela, mas a sua pergunta já me deixa meio sem resposta. Porque acho que todos deveriam deixar de ser virgens apenas quando estivessem preparados para ganhar uma vida sexual. Isso se vocês forem virgens, hoje em dia tem garota de quinze anos que me dá aula. Como diria minha mãe vida sexual é prazer, mas também é risco e responsabilidade. E acho que quem faz uma pergunta do tipo, como fazer, definitivamente não está preparado para as responsabilidades.

No entanto, vamos lá… Como fazer? Antes de qualquer coisa, nunca esquecer as camisinhas. Sim, “as”, no plural, porque não tem nada pior do que estar com vontade e a camisinha furar. Ou dar vontade de uma segunda vez e não ter camisinha reserva. Outra coisa importante é saber que forçar barra não está com nada. Cada um tem seu momento certo, mesmo que a menina não seja mais virgem, se ela disser não, é não. Se ela disse não pra se fazer de difícil, ou pra te deixar com cara de otário, tanto faz. Ela disse não! Portanto, nada de ficar insistindo, sexo sem consentimento é estupro. Se vocês estão com as camisinhas, de comum acordo e já perceberam que beijo é igual ferro elétrico, liga em cima e esquenta embaixo. Aconselho ler o ótimo texto do Pablo Fernandes no PdH. Não é necessariamente sobre como comer uma garota de quinze anos, mas sim, como comer uma mulher de qualquer idade.

Tá aí uma pulguinha que sempre tive atrás da orelha. Cresci ouvindo das mulheres cabeças-feitas ou não sobre a importância da “primeira vez” que tem que estar apaixonada que tem que gostar do cara etc etc etc…
Hoje ouvi de uma descolada que a primeira vez de todas é muito dolorido que não é bom nada….
Por isso a importância de Re-descobrir o novo a cada dia…
Seja depois de 10 anos ou 2 trepadas…
Será que ela está errada???
Será que as mulheres sempre romantizaram a tal “primeira”???
É um assunto pra vcs…

Bom, comigo a coisa não foi convencional, deixei de ser virgem aos quase dezessete anos porque estava com vontade e não porque estava apaixonada. A grande verdade é que até estava apaixonada, mas por outro. Tinha tanta neura de dar e ele sumir, que resolvi dar pra outro, sem envolvimento emocional. Não tentem entender minha cabeça, nem eu entendo. O cara que me tirou a virgindade ficou tão surpreso por eu ser virgem, quanto o outro quando descobriu que eu não era mais. É claro que dói, mas acho que dói porque a gente não está relaxada, é mais desconforto, do que dor. E sangra um nadinha, suja um pouquinho a calcinha e nada mais. Acho que são tantos mitos que nos empurram goela abaixo que é exatamente por isso que a mulherada não relaxa. Nunca cheguei a me arrepender por ter sido assim, até porque, o que está feito, está feito. Ninguém pode resgatar a virgindade perdida. No entanto, ao longo da vida descobri que apesar da virgindade, rompimento do hímem, ser uma vez só, a vida é repleta de outras virgindades. E mesmo com diferentes parceiros, a primeira vez, é sempre a primeira vez.

Creio que esta cultura que nós mulheres criamos de que primeira vez tenha que ser por amor é meio que pra justificar o fato de hoje em dia, não ser mais necessariamente no casamento. O que já é um grande em passo em relação a tempos atrás. Quando a mulher que não fosse virgem na noite de núpcias, o marido tinha o direito de devolver à família. Infelizmente ainda vivemos em um mundo, que apesar das mudanças (e reconheço que mudou), os próprios homens ainda dividem as mulheres entre as que são para diversão e as para casar. E não porque não se divirtam com as esposas, é cultural homem pular cerca. Ter matriz e filiais. Já as mulheres… Eu mesma cresci brincando de bonecas e casinha, treinando para ser esposinha de alguém e mãe de família. Aos dezessete anos fui pedida em casamento e confesso que fiquei bem balançada em aceitar, fazer uma baita festa de casamento e ir brincar de casinha em minha própria casa. Só que resolvi escolher outros caminhos, e hoje sou B.

Historicamente falando, o casamento por amor é algo recente, coisa do século XX. Não consigo imaginar nada menos romântico do que a primeira vez de um típico casal do século XVIII e XIX, por exemplo. Onde velhos gagás, casavam com meninas de doze anos, só por causa da “união das famílias”, leia-se “por dinheiro”. Não à toa, era moda as damas da corte terem amantes. Namorar quem se gosta e casar com quem se ama é privilégio do século XX. E ter o direito de trepar por prazer, com quem se tem vontade, é pós-revolução sexual nos anos 60. Santa pílula anti-concepcional…

Acho que a necessidade que o casal tem em redescobrir o prazer da primeira vez, depois de dez trepadas ou dez anos juntos, é um compromisso com o relacionamento de um modo geral. Na minha cabeça, nada tem a ver com o fato de ser um resgate, quase compensação à primeira vez com ou sem amor. A gente renova porque fazer sempre a mesma coisa é um saco! Como disse antes, primeira vez dói porque quase sempre a mulher está tão preocupada com tanta coisa que esquece que o objetivo do ato é, parafraseando a ministra, relaxar e gozar. Aliás, quisera eu gozar aos dezessete, como gozo hoje aos trinta e sete. Taí uma coisa que a prática leva à perfeição. A mulher romantiza porque foi criada para isso. Para idealizar um super momento. Só que a gente cresce e os mitos vão caindo por terra um a um. O primeiro beijo, a primeira transa, o homem perfeito… E reconhecer isso dói muito mais que o rompimento do hímem, isso eu garanto.

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Dor durante a penetração

O J é um outro leitor que veio me pedir opinião. E como mulher adora falar, falar, falar, vou aproveitar o espaço para escrever, escrever, escrever… Simplesmente pelo fato que eu ando muito sem vontade de falar da minha vida secreta, daí resolvi dar eventuais pitacos na vida secreta dos outro que me pedem ajuda.

Muito prazer! Adorei seu blog, realmente és uma escritora incrível! Estou lhe mandando esta mensagem na esperança de ajuda feminina. Tenho 19 e namoro uma garota de 16, já estamos transando a 1 ano, porém ainda assim as vezes a machuco na penetração mesmo ela estando bastante molhada. Por ela ser nova tem bastante vergonha de ir a um ginecologista verificar se há algum problema (por mais que eu insista). Alguma luz sobre o assunto? Conversei com diversas amigas e nenhuma teve este problema.

Obrigado, J

J isso é mais uma pergunta para o Dr Love do PdH … risos. Mas sei que é sério, por isso vou comentar na boa. Antes de tudo, insista sobre o ginecologista, mesmo ela sendo novinha, o médico (ou médica) ainda é o mais indicado para dar todo tipo de informação. Até mesmo para planejamento familiar, DSTs, desmistificar certos medos… Vocês podem ir juntos, ela pode se sentir melhor… Médico não morde. No entanto, posso comentar sobre algumas possibilidades para o desconforto com a penetração.

Ela pode estar com problemas?

Sim… A menos que o seu pau seja descomunal de grande (mas até isso tem jeito com carinho e alguma destreza), sua menina pode estar com problemas ginecológicos. E isso pode ser desde uma coisinha boba como diferença de encaixe (pau grande/xota rasa, por exemplo), que pode ser facilmente sanado com posições sexuais diferenciadas, a coisa mais séria como a endometriose ou o vaginismo. E um diagnóstico preciso só pode ser dado por um profissional especializado. O tal médico que a mocinha tanto teme. Vale dar uma olhadinha nessa matéria da Marie Claire, que trata do assunto sem grandes tabus, o que ajuda e muito a não encanar e procurar correndo um ginecologista para saber logo do que se trata.

Não basta estar excitada?

Xota meladinha é sinal de excitação? Sim, mas… Só a xotinha molhada é suficiente para que tudo role às mil maravilhas? Hummm… Não sei! Bichinho complicado é a mulher. Vamos partir do princípio que a vivência sexual entre adolescentes por si só já é uma aventura, né?! Eu lembro bem que já trepei em cada lugar, afffffff… Quase sempre com aquele medo que chegasse alguém. E quando tinha tempo e conforto, batia uma grande culpa. Não sei por que, tem menina que quando trepa leva pra cama toda a família junto. Claro que não em uma suruba, mas toda a carga psicológica que vem junto. Resultado?! Não relaxa… Sexo é muito mais que pau na xota, as mulheres necessitam ser o tempo inteiro estimuladas emocional e sexualmente. E, às vezes, por mais carinho ou excitação que ambos estejam, determinadas neuras são só dela. E talvez só a maturidade dê jeito. Sabe a história do relaxa e goza?! Então…

Já aconteceu comigo!

O início da minha vida sexual foi meio desastroso. Aos 16 (quase 17) anos decidi ter uma vida sexual porque estava cansada de ser virgem. Alguns tropeços pela vida a fora me fizeram esbarrar com umas situações não muito fáceis de encarar. De repente me vi com 18 anos, completamente travada e psicologicamente incapaz de continuar a minha recém iniciada trajetória sexual. Durante dois anos encanei e não conseguia fazer sexo de maneira alguma. Me excitava quando devidamente estimulada, mas a penetração não acontecia, porque minha xota trancava. Doía demais! Os traumas fizeram com que eu desenvolve-se um bloqueio. Sabe aquela história de “no tribunal da minha consciência fui julgada e condenada”?! Pois é… Só voltei a fazer sexo quando desconectei sexo de amor. Parti para uma busca pessoal e um belo dia descobri que sexo era muito bom, só precisava me conhecer mais, mais e mais… Nada foi tão simples, nem tão rápido, mas foi fase e passou.

Um beijo e boa sorte. Espero ter ajudado e espero também que sua menina desencane e vá logo ao ginecologista.

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Como masturbar minha namorada?

Ok! Sei que isso parece um trabalho para o Dr. Love do PdH, já que ele está ficando pós-graduado em aconselhar a homarada, mas o pedido abaixo entrou em meu e-mail e foi de um dos meus leitores mais fiéis – segundo ele, já leu 100% do meu blog – que é bem novinho. E como eu acho lindo um homem que se preocupa com o prazer da parceira, resolvi comentar aqui.

Oi B, tudo bem? Quando te encontrei online pensei em te perguntar umas coisinhas, mas fiquei meio sem graça, rs… Acho que você é a única mulher a quem eu tenho coragem de perguntar isso… É que eu queria umas dicas de como tocar em uma xota… Como já li no seu blog, você mesma disse que um homem não faz muito bem, e eu queria aprender… Fiz com a minha namorada, ensinei-a a tocar no meu pau… Mas quando fiz pra ela não foram lá grandes coisas… Já é a quarta vez que faço e não consigo fazê-la gozar direito com minhas mãos… Eu faço em conjunto, aqueço com beijos no pescoço e uma chupada nos peitos. Sinto que ela fica molhada, mas não consigo finalizar, rs… Ela só goza mesmo quando eu esfrego meu pau na xota
dela…

Sinto informar aos meus leitores, mas… Não existe receita para masturbar bem uma mulher. E isso por um fato muito simples, não existe regra porque cada um é exceção. Assim como cada homem gosta de masturbar-se de uma maneira específica, mulheres também são assim. Pela minha experiência – e olha que já trepei com muita gente – posso dizer que encontrar de cara um homem ou mulher que saiba exatamente como me tocar é quase como acertar na loteria. No entanto, a parte boa é que – felizmente – se o outro tem vontade e paciência, aprende. Eu tenho o maior prazer e paciência em conduzir, ensinar, mostrar… Afinal, é o meu prazer em jogo, né?!

A princípio, mesmo não tendo receita, é importante dizer que a masturbação é algo delicado e íntimo. Definitivamente não é qualquer um que põe a mão aqui. Mesmo no caso do meu leitor – trata-se da namoradinha e parto da premissa que eles têm intimidade – eis a primeira dica.

Vai devagar!

Se no meio dos amassos, a mão foi descendo e ela deixou ir adiante. Vá devagar, delicadamente. Nada de ir enfiando o dedo. Pelo contrário. O gostoso é justamente ir saboreando o momento. Sinta por sobre a calcinha os pelos, se ela está úmida, continue com os beijos, fale coisinhas gostosas ao ouvido… E se ela deixar a carícia continuar, afaste a calcinha com cuidado e passe o dedo lá. O próprio caldinho dela já é um lubrificante melhor que Ky. É então que vem a próxima dica.

Pergunte como.

Adivinhar é proibido! O fato de eu gostar de movimentos leves, ritmo acelerado e constante sobre o clitóris, não quer dizer que todas as mulheres gostem assim. Portanto, pergunte como ela gosta. Pergunte se desta ou daquela maneira está bom. Perceba as reações, muitas vezes nem é preciso perguntar nada, basta saber ler os sinais do corpo dela, os gemidos, as contrações do corpo… Nem toda mulher gosta de irradiar como uma transmissão de futebol o que está sentindo, por isso preste atenção e não pare.

Dedicação e paciência.

Ao contrário dos homens que são extremamente visuais, a grande maioria das mulheres é muito mais sensorial. Enquanto a masturba, não se esqueça de estimulá-la de diferentes maneiras. Seja beijando, acariciando com a mão livre, mamando os seios, falando bobaginhas ao pé do ouvido. Pode até parecer difícil prestar atenção em tanta coisa, mas na hora H tudo rola na boa. O corpo feminino é um mistério a ser descoberto, um templo a ser venerado… Não tenha nenhuma pressa. Apenas se delicie com o prazer de dar prazer. Quando o orgasmo vem, o corpo estremece e a gente dá aquela apertadinha com as coxas, hummmmmmmmm… Delícia!

Nas dicas acima, me limitei à masturbação pela estimulação direita do clitóris, mas apesar do meu leitor achar que não é bem sucedido no ato de masturbar a namoradinha, ele é. Tanto que faz com que ela chegue ao orgasmo pela fricção do pau na xota. Delícia! Arrepia só em imaginar. O primeiro orgasmo – acompanhada – que tive na vida foi assim, sobre a calcinha, com o pau do namoradinho roçando a xota. E também era bom demais.

Arquivado como:Mulheres, Perguntas e Respostas, sexualidade

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