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Dezembro 14, 2007 • 4:18 pm 1
Sexo Anal – Um livro para levar na bunda
E olha que coisa, acabo de escrever um conto onde a vedete é o sexo anal e fico sabendo que o Biajoni relançou Sexo Anal pela editora Os Viralata. Sou suspeitíssima para falar do livro, adoro…
Postagem orinal no A Vida Secreta.
Novembro 28, 2007 • 1:18 am 2
O prêmio de pior cena de sexo em ficção vai para…
… a concepção incestuosa do genocida Hittler. Putz!
Depois eu que sou a pervertida…
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Novembro 23, 2007 • 12:12 am 4
Sobre Lady Chatterley e Janelas Abertas
Aos 14 anos, ao contrário das amigas, todas muito lindas e populares, eu era uma garotinha magrela e sem graça, com enormes olhos castanhos, uma timidez absurda e uma mania estranha para as meninas da mesma idade… Ler.
Eu lia muito, mas lia o que tinha por perto, o que tinha na estante, porque a vida era tão braba (leia-se sem dinheiro) que eu não ousava pedir à minha mãe um livro “da moda”. Felizmente, a única herança que meu pai me deixou foi uma estante enorme, repleta de livros. Um livro me chamou a atenção, acho que foi o título, sei lá. O Amante de Lady Chatterley. Começava ali minha paixão pelo erotismo?!
Hoje, quando li uma nota no (o) Omelete sobre o livro, que virou série, que virou filme, lembrei do impacto do livro em mim. Creio que o mundo sabe da história de Constance, mulher jovem e belíssima, casada com o aristocrata inglês, Lord Chatterley, que se apaixona pelo guarda-caças da propriedade, Mellors. No entanto, apesar da palavra “amante” ter me chamado a atenção, havia algo mais no enredo que me incomodava e na época eu não tinha discernimento para saber o que.
É claro que o livro foi uma pornografia para a época, mas a pornografia maior, não era o fato de uma aristocrata ter um caso com alguém de uma classe social inferior. Putz! Isso sempre foi normalíssimo em qualquer high society que se preze. Incomum, foi o tal D. H. Lawrence, certamente um pseudônimo tão B. quanto eu, colocar no papel tão detalhado e explicitamente, as venturas e desventuras da dama na sociedade em questão, que tudo o que mais sonhava era apenas ser a puta na cama.
Lembrei então de uma conversa com um amigo, dias atrás, quando conversávamos sob o que há nas entrelinhas de alguns dos meus textos. Usamos como referencia o Janelas Abertas, um texto que fala de exibicionismo e voyeurismo, mas que no fundo é muito mais significativo e complexo.
Termino o texto com um trecho da matéria do (o) Omelete, onde o Marcelo Hessel sintetiza muito bem a essência do (nesta crítica) filme e, porque não, deste blog e da exposição da vida secreta desta B. que vos escreve.
Me and My Secret Life é a minha janela aberta, por que não?
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Outubro 27, 2007 • 4:45 pm 1
De Repente Uma Frase.

De repente, uma frase. É mais um meme, desta vez proposto pelo Becher, você abre o livro que estiver mais próximo, na página 61 e transcreve o 5º parágrafo. Pois bem, estou lendo um livro que meu irmão me deu, Contos de Adúlteros Desorientados, de Juan José Millás. Puxei o primeiro livro que estava perto, até pensei que fosse um dos meus dicionários, sou viciada neles, tenho sempre perto o de português, inglês, francês, italiano, alemão… No entanto, quem estava era este livro, que ainda não passei da página 28, por pura falta de tempo.
Naquela noite, o homem não fumou. E no dia seguinte, também não. No terceiro dia, a síndrome de abstinência havia alcançado um grau de excitante aflição. A cada minuto de sua vida ele tinha consciência de não estar fumando, mas podia suportar isso. Imaginou que correr seria algo parecido. Só era necessário treinar o suficiente para instalar-se nesse grau de sofrimento prazeroso. Dali a poucos dias, comprou um short e saiu para correr, seguido de olhares irônicos da família. Só chegou até a esquina. Depois continuou andando. Mas não se rendeu: a cada dia, corria um pouco mais. Já se esquecera do tabaco e jantava só saladas, a fim de perder peso.
Aqui em casa, mãe e irmão, sabem dessa minha coisa de sempre me relacionar com comprometido. Acabou sendo uma brincadeira dele comigo, mas o livro é legal, são contos só sobre adultérios, alguns divertidos, outros mais densos… Estou gostando.
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Outubro 9, 2007 • 1:14 pm 1
Solidariedade às Polacas do Cemitério Israelita de Inhaúma
Beatriz Kushnir* é minha xará em nick name, tão B. quanto eu. A princípio foi apenas isso que me chamou a atenção quanto a ela em um blog que eu visitava. Curiosidade vai, curiosidade vem, visitei seu singelo Abra seus Braços Para os Meus Abraços e lá mergulhei num mundo novo. Um mundo que nada tem a ver com o meu, mas que me encantou. Lá tomei conhecimento do seu outro blog Polacas – Baile de Máscaras.
Historiadora e autora do livro Baile de Máscaras, que conta a história das Polacas (prostitutas judias que chegaram ao Brasil no final do século XIX), essa moça é engajadíssima em um projeto belíssimo de verdadeiro resgate cultural da história dessas mulheres, que foram usadas, negadas e ignoradas por uma sociedade. A autora afirma: Nomear é Conhecer. E além da sua tese em mestrado e do livro, ela está à frente do projeto em Solidariedade às Polacas do Cemitério Israelita de Inhaúma – RJ.
Quem quiser saber mais sobre o trabalho da autora e o projeto, basta clicar nos links do post. E, se possível, engajem-se também à Petição de Solidariedade às Polacas de Inhaúma.
* Beatriz Kushnir é Graduada e Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense [UFF], e Doutora em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas [Unicamp]. Autora de Baile de Máscaras: mulheres judias e prostituição. As polacas e suas associações de ajuda mútua [Editora Imago, 1996], e Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988 [Editora Boitempo, 2004]. E organizadora de Perfis cruzados: trajetórias e militância política no Brasil [Editora Imago, 2002]. Desde abril de 2005, dirige o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro [Prefeitura do Rio/Secretaria das Culturas].
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Setembro 13, 2007 • 3:27 am 4
Opened Once
Nos últimos meses, desde que li Virgínia Berlim do Biajoni, eu ando meio fixada no assunto primeira vez. O livro trata de uma paixão inusitada, entre pessoas aparentemente incompatíveis, num cenário quase claustrofóbico. Uma paixão intensa com cara de primeira vez. Aliás, com cara de única vez. Aquele tipo de paixão que arrebata, consome, invade e toma conta. Não serão todas as paixões assim? Ah… Sei lá! Sei que a trilha sonora do livro é sensacional e Opened Once do Jeff Buckley – sobre ele, eu depois falo mais, também estou viciada no moço depois de Virgínia Berlim – já me deixou algumas vezes em êxtase. Na tradução da música no livro, o Biajoni, livre e poeticamente, usa a expressão “opened once” como “desvirginado”. Sincronicidade ou não, o tema virgindade tem vindo muito à tona em minha vida ultimamente. E depois de dois comentários, que seguem abaixo, um feito em aberto e outro por e-mail, resolvi falar um pouco do assunto.
Uma dúvida, você é de gêmeos? E outra, pode me ajudar a comer uma menina de 15 anos? Tenho 17.
Antes de tudo, não que ache que isso faz diferença, mas… Me disseram que sou de virgem com ascendente e lua em escorpião, seja lá o que isso significar, mas quanto à outra pergunta… Putz! Sabe que eu não sei te responder? Admiro a sinceridade em expor a sua idade e a dela, mas a sua pergunta já me deixa meio sem resposta. Porque acho que todos deveriam deixar de ser virgens apenas quando estivessem preparados para ganhar uma vida sexual. Isso se vocês forem virgens, hoje em dia tem garota de quinze anos que me dá aula. Como diria minha mãe vida sexual é prazer, mas também é risco e responsabilidade. E acho que quem faz uma pergunta do tipo, como fazer, definitivamente não está preparado para as responsabilidades.
No entanto, vamos lá… Como fazer? Antes de qualquer coisa, nunca esquecer as camisinhas. Sim, “as”, no plural, porque não tem nada pior do que estar com vontade e a camisinha furar. Ou dar vontade de uma segunda vez e não ter camisinha reserva. Outra coisa importante é saber que forçar barra não está com nada. Cada um tem seu momento certo, mesmo que a menina não seja mais virgem, se ela disser não, é não. Se ela disse não pra se fazer de difícil, ou pra te deixar com cara de otário, tanto faz. Ela disse não! Portanto, nada de ficar insistindo, sexo sem consentimento é estupro. Se vocês estão com as camisinhas, de comum acordo e já perceberam que beijo é igual ferro elétrico, liga em cima e esquenta embaixo. Aconselho ler o ótimo texto do Pablo Fernandes no PdH. Não é necessariamente sobre como comer uma garota de quinze anos, mas sim, como comer uma mulher de qualquer idade.
Tá aí uma pulguinha que sempre tive atrás da orelha. Cresci ouvindo das mulheres cabeças-feitas ou não sobre a importância da “primeira vez” que tem que estar apaixonada que tem que gostar do cara etc etc etc…
Hoje ouvi de uma descolada que a primeira vez de todas é muito dolorido que não é bom nada….
Por isso a importância de Re-descobrir o novo a cada dia…
Seja depois de 10 anos ou 2 trepadas…
Será que ela está errada???
Será que as mulheres sempre romantizaram a tal “primeira”???
É um assunto pra vcs…
Bom, comigo a coisa não foi convencional, deixei de ser virgem aos quase dezessete anos porque estava com vontade e não porque estava apaixonada. A grande verdade é que até estava apaixonada, mas por outro. Tinha tanta neura de dar e ele sumir, que resolvi dar pra outro, sem envolvimento emocional. Não tentem entender minha cabeça, nem eu entendo. O cara que me tirou a virgindade ficou tão surpreso por eu ser virgem, quanto o outro quando descobriu que eu não era mais. É claro que dói, mas acho que dói porque a gente não está relaxada, é mais desconforto, do que dor. E sangra um nadinha, suja um pouquinho a calcinha e nada mais. Acho que são tantos mitos que nos empurram goela abaixo que é exatamente por isso que a mulherada não relaxa. Nunca cheguei a me arrepender por ter sido assim, até porque, o que está feito, está feito. Ninguém pode resgatar a virgindade perdida. No entanto, ao longo da vida descobri que apesar da virgindade, rompimento do hímem, ser uma vez só, a vida é repleta de outras virgindades. E mesmo com diferentes parceiros, a primeira vez, é sempre a primeira vez.
Creio que esta cultura que nós mulheres criamos de que primeira vez tenha que ser por amor é meio que pra justificar o fato de hoje em dia, não ser mais necessariamente no casamento. O que já é um grande em passo em relação a tempos atrás. Quando a mulher que não fosse virgem na noite de núpcias, o marido tinha o direito de devolver à família. Infelizmente ainda vivemos em um mundo, que apesar das mudanças (e reconheço que mudou), os próprios homens ainda dividem as mulheres entre as que são para diversão e as para casar. E não porque não se divirtam com as esposas, é cultural homem pular cerca. Ter matriz e filiais. Já as mulheres… Eu mesma cresci brincando de bonecas e casinha, treinando para ser esposinha de alguém e mãe de família. Aos dezessete anos fui pedida em casamento e confesso que fiquei bem balançada em aceitar, fazer uma baita festa de casamento e ir brincar de casinha em minha própria casa. Só que resolvi escolher outros caminhos, e hoje sou B.
Historicamente falando, o casamento por amor é algo recente, coisa do século XX. Não consigo imaginar nada menos romântico do que a primeira vez de um típico casal do século XVIII e XIX, por exemplo. Onde velhos gagás, casavam com meninas de doze anos, só por causa da “união das famílias”, leia-se “por dinheiro”. Não à toa, era moda as damas da corte terem amantes. Namorar quem se gosta e casar com quem se ama é privilégio do século XX. E ter o direito de trepar por prazer, com quem se tem vontade, é pós-revolução sexual nos anos 60. Santa pílula anti-concepcional…
Acho que a necessidade que o casal tem em redescobrir o prazer da primeira vez, depois de dez trepadas ou dez anos juntos, é um compromisso com o relacionamento de um modo geral. Na minha cabeça, nada tem a ver com o fato de ser um resgate, quase compensação à primeira vez com ou sem amor. A gente renova porque fazer sempre a mesma coisa é um saco! Como disse antes, primeira vez dói porque quase sempre a mulher está tão preocupada com tanta coisa que esquece que o objetivo do ato é, parafraseando a ministra, relaxar e gozar. Aliás, quisera eu gozar aos dezessete, como gozo hoje aos trinta e sete. Taí uma coisa que a prática leva à perfeição. A mulher romantiza porque foi criada para isso. Para idealizar um super momento. Só que a gente cresce e os mitos vão caindo por terra um a um. O primeiro beijo, a primeira transa, o homem perfeito… E reconhecer isso dói muito mais que o rompimento do hímem, isso eu garanto.
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Julho 31, 2007 • 6:04 pm 0
Virgínia Berlim – Ainda sobre a trilha sonora
Já comentei aqui que o novo livro do Biajoni, Virgínia Berlim é uma delícia de ler né?! E como eu li o livro ouvindo a trilha sonora, quando coloco o CD para tocar é como se estivesse no clima meio noir do livro uma vez mais. Dentro dos pensamentos do protagonista, observando pelo buraco da fechadura da alma. Ontem na hora de dormir coloquei pra tocar e, desculpem o trocadilho, foi impossível não me tocar. Descobri que ouvir a trilha sonora de Virgínia Berlim me deu um prazer maior que a simples lembrança da inusitada história de amor…
The Bed de Lou Reed está na trilha sonora do livro.
PS – Não sei se é jogada de marketing do autor, mas… segundo ele a primeira edição está se esgotando, quem quiser comprar, basta clicar em um dos links do nome do livro.
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Julho 18, 2007 • 12:14 pm 4
A Alegria Alheia / Alex Castro
Parecia dejavu… Estes dias eu estava lendo o texto do Alex no Crônicas do Liberal Libertário Libertino sobre A Alegria Alheia, quando hoje pela manhã me deparo com um quadro parecido. Fui tirar sangue, detesto acordar cedo, quem dirá ficar em jejum. Nem um cafezinho preto é sacanagem… Enquanto esperava a minha vez chegar tive que aguentar o bom humor de duas senhoras que serelepes comentavam da gravidez das respectivas filhas de uns 15 ou 16 anos, que tão caladas e mal-humoradas quanto eu, aguardavam a sua vez também. A alegria, bom-humor e tagarelice daquelas senhoras (que eu sequer olhei o rosto) me dava vontade de esganá-las. Quem consegue ser tão alegre às seis da manhã?! Fala sério…

A Alegria Alheia
Hoje, eu fiz uma coisa da qual muito me envergonhei.
Eram 9 da manhã, eu tinha dormido pouco, já tinha saído de uma reunião e meu destino era passar o dia todo no meu cliente, trabalhando como um mouro. Nada disso é desculpa.
Estava em um daqueles bares de rua, aqui de Jacarepaguá, comendo um joelho e bebendo uma média. Havia umas outras três pessoas no balcão, uma delas um velhinho sorridente, de bigode branco e careca.
O velhinho estava muito feliz. Rindo. Brincando. Fazendo brincadeiras bobas com a atendente. Só me lembro de uma: ele pediu o açucar e ela respondeu, grosseiramente, que estava no balcão. Ele nem ligou. Começou a fazer uma pantomima de procurar alguma coisa, levou a mão como uma aba sobre a testa e olhava em volta, vendo se alguém estava olhando. Como ninguém lhe deu a menor pelota – eu baixei os olhos, para evitar contato visual – ele continuou: localizou o açucareiro atrás dos canudos e disse, bem alto: “Ahá, eu não tinha visto, estava escondido por detrás essa árvore.”
Eu aproveitei para me transferir ao outro lado do balcão, bem longe dele.
Mas foi só chegar lá que bateu a culpa. Eu me senti um verme. Comecei a observá-lo com mais atenção.
Ele tentou brincar com todos. Eu gostaria de poder dizer que sua alegria era contagiante, mas não era. Para vergonha de todos nós, sua alegria era tudo menos contagiante. Era enojante. Ninguém lhe deu atenção. Ninguém reconheceu sua existência. Ninguém trocou olhares com ele. Ninguém retribuiu seu sorriso.
E ele, verdadeiro herói do bom humor, não desistiu. Seu sorriso não morreu. Falou com todos, comentou o noticíario, riu, contou piadas. Absolutamente sozinho.
Finalmente, deu bons-dias sorridentes a todos e saiu. Antes de virar à esquina, ainda falou com um vendedor de cocos. O vendedor de cocos virou a cara e ele foi embora. Inabalável.
Custava alguém ter retribuído o seu olhar? Sorrido de volta? Dado qualquer indicação de que estava ouvindo?
Nenhum de nós merecia a alegria daquele velhinho àquela hora da manhã.
Texto de Alex Castro, postado no blog em Dezembro de 2004
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Julho 16, 2007 • 8:35 pm 1
Crônicas do Liberal Libertário Libertino – Alex Castro

Estava a pouco na cama com o Alex. Na verdade estava com as Crônicas do Liberal Libertário Libertino, relendo alguns textos, lendo outros que passaram despercebidos na época da postagem… Sou da turma dos que ainda preferem livro no papel, apesar de acompanhar blogs e escritos variados pela net a fora, acho que nada se compara ao charme do livro editado. Se bem que folheando o Radical Rebelde Revolucionário – Crônicas de Cuba, durante o evento de lançamento no dia 14 no centro do RJ, vi que existem projetos que funcionam melhor em e-book. Principalmente por causa das fotos e cores. Só ainda não comprei por falta de grana mesmo!
Acompanho o LLL desde 2004, pouco antes do primeiro aniversário do blog. Algumas crônicas, como A ditadura das bananas, foram comentadas via MSN mesmo. Recém escrita, prontamente lida e deliciada. É muito bom ter estas crônicas devidamente catalogadas e eternizadas no papel, com direito a dedicatória que só faz sentido pra gente. Minha relação com o Alex sempre foi de amizade e admiração, apesar dos raros contatos físicos. Ele é um daqueles amigos da net que a gente quer bem e nem sabe explicar o porquê. Só quer o melhor pro outro e pronto.
Hoje enquanto lia o livro, me vi aqui rindo feito uma boba, chorando, ficando P da vida, gargalhando, refletindo, me emocionando… O Alex tem este dom. Nunca sou indiferente aos textos dele. Quando leio é como se estivesse diante dele, conversando, fazendo parte do que ele viveu. Fui uma das que acompanhou e orou por ele e o Oliver na época do Furacão Katrina, por exemplo. E hoje, mais de ano depois, quase dois, pra dizer a verdade, chorei novamente. Como se estivesse revivendo todo aquele tormento. Nunca imaginei que pudesse ficar tão tocada. Sei lá, isso é uma prova que vale a pena eternizar nossos pensamentos em palavras. Sentimentos são atemporais.
Sei que muita gente pode pensar: “Poxa, mas pra que comprar em livro uma coletânea de textos disponíveis na net?” Simples… Para ter, para guardar, para dar acessibilidade a mais pessoas. Minha mãe já está lendo e meu irmão também já parou pra ler ainda aantes de mim, gente que não liga pra net e detesta ler na tela. No entanto, acho que o motivo principal é para prestigiar. Porque eu sou uma daquelas que tem certeza do potencial de caras como o Alex e o Bia. E que um dia, como brincou o meu irmão, esta primeira edição será disputada a preço de ouro, principalmente autografada pelo autor. No fundo eu não comprei um livro, adquiri momentos e sentimentos que foram partilhados e agora eternizados.
Em breve estarei comprando o RRR – Crônicas de Cuba também. Porque tenho a certeza que lendo estes textos, mesmo sem jamais ter ido à terra de Fidel, pelos olhos do Alex vou conhecer um pouquinho mais e me tornar íntima do que ainda me é desconhecido.
Para comprar o Crônicas do LLL, clique aqui. Ou o RRR – Crônicas de Cuba, clique aqui.
UP DATE – E pra não dizer que sou só eu… Olha comentário sobre os livros lá na Tribuna da Imprensa.
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Julho 15, 2007 • 4:54 pm 5
Virgínia Berlim – Luiz Biajoni

O título deste post poderia ser: “Fui ao lançamento do livro por uma dedicatória e acabei saindo no lucro”. E isso por alguns motivos, os mais fortes são:
• De perto o Biajoni é mais bonitinho que por foto.
• Virgínia Berlim traz de brinde uma deliciosa trilha sonora.
• O livro é foda!
Amanheci indecisa, não sabendo se relia as crônicas do Alex que mais amo ou se caía dentro da leitura de Virgínia Berlim. Optei por ouvir a trilha enquanto tentava escrever sobre o lançamento carioca dos livros do Alex e do Bia, mas não sosseguei enquanto não parei e li o novo filho do Biajoni.
Rolou todo um ritual. Tomei um banho, coloquei o CD pra rodar, deitei na cama e comecei a ler. O texto de abertura do Alex é uma prévia do que estamos por ler, e não porque ele conte do livro, mas porque em uma palavra define tudo. Adorei. É o que ele diz. Adorei. É o que copio e colo.
Minha primeira impressão foi algo muito doido. Daqui a vinte anos, quando alguém que não viveu a época de hoje ler o livro, vai entrar em um túnel do tempo. Já que o livro é repleto de citações, marcas de produtos, gírias e expressões pra lá de contemporâneas. Senti falta dos celulares, computadores e outras tecnologias, mas… A maneira descritiva com que o Bia relata as situações marca uma época. A época do cara e da tal Virgínia.
Outra coisa que ele faz como ninguém é abusar do fato de ser normal. Suas personagens são deliciosas de serem lidas justamente porque são comuns. Poderia ser qualquer um de nós. Ler Virgínia Berlim é como estar por um tempo dentro da mente do narrador. É possível quase sentir as dores, os sabores e aromas. A sinestesia é total. Sabe aquela expressão: “Queria poder estar por um momento na mente de fulano de tal.”?! Pois bem, ele faz isso possível.
O livro é erótico? Não, mas tem cenas eróticas sim. Citações super naturais, de uma maneira gostosa de ser lida, completamente inseridas no contexto da história. Narradas de uma maneira tão explícita que é como se estivéssemos de voyeur, ou melhor, como se fossemos as personagens.
O CD com Dez Canções de Virgínia Berlim é algo excepcional, um prazer à parte. Com um apêndice no livro trazendo as letras e respectivas traduções, ficamos ainda mais íntimos da história. Lou Reed (um elogio especial para Bed, que pra mim é A música do livro), Nick Cave e até mesmo Bing Crosby, entre outros nos embalam enquanto as cenas se sucedem. Demorei um CD e meio, com direito à pausa para o xixi, para ler. No entanto, já vi que estas dez canções serão para sempre pra mim.
Quando fez a dedicatória, o Biajoni disse que o livro não era lá esta coisas (modesto ele), mas que o CD era tudo. Ouso dizer que tudo é o todo. Livro e CD se completam para fazer parte da minha vida. Repito o que disse o Alex no texto de abertura do livro: Adorei!
Para comprar o livro, basta clicar aqui. Não ganho nada além do prazer de dar uma boa dica.
UP DATE – Mais sobre a trilha sonora de Virgínia Berlim, clica aqui.
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Fevereiro 10, 2007 • 4:51 pm 1
Sexo Anal Agora é Blog
O Sexo Anal agora tem endereço próprio, Luiz Biajoni resolveu fazer um blog-de-um-post-só para divulgar melhor sua Novela Marrom. Vale a pena passar lá.
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