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Fetiche por bonecas

Outro dia lendo o site Pinky, The Kinky cheguei ao site Fetish Dollies e lembrei de um fato. Brinquei de boneca até quase quinze anos, à medida que minhas amigas iam desinteressando delas e interessando pelos rapazes, eu ia trocando de amigas. Deixava as metidinhas a mocinha, pelas criançonas. Até que um dia eu estava grande demais e nem minha priminha, muitos anos mais nova, brincava mais de bonecas. Resultado? Deixei de ter companheiras em minhas brincadeiras, mas nunca larguei as bonecas.

No segundo grau e faculdade, sempre que podia fazia nos trabalhos alguma maquete ou instalação onde pudesse usar além do meu potencial criativo e estético, as bonecas. Até trabalho de História eu pegava as minhas Barbies e vestia as mocinhas à caráter. Retardamento ou fetiche, eu não sei. A questão é que até hoje tenho um monte de bonecas guardadas e eventualmente vou lá, cuido e esqueço por um tempo, até a próxima vez.

Mania incomum ou não, acho que de certa forma transferi esse meu prazer em brincar com as bonecas para o fetiche que tenho em fazer o papel de SO com os Cross Dresser que conheci por aí. Acho que gosto de brincar de bonecas com eles/elas, tal qual brincava quando criança. Nesta reportagem aqui, eu vejo que não sou a única que tenho prazer desta maneira tão diferente.

Recentemente fiquei sabendo que existem homens que tem o fetiche de mulheres-bonecas. Já pensou?! Uma amiga até me deu a dica do clip da Shakira . E fui fazer uma busca na net pra ver o que achava. A expressão Fetish Doll, pelo que percebi é usada para designar mulheres submissas num contexto BDSM, algo como uma mulher objeto. Tem até filme sobre o tema.

Mas o fetiche vai além dessa expressão. Dos que curtem bonecas infláveis ou de latex (no Japão já tem motéis que alugam estas bonecas a $100 dólares a hora) até os que curtem se vestir ou ver mulheres vestidas como tal. É… Não falta é coisa estranha nA Vida Secreta de muita gente.

Fica abaixo algumas fotos do site indicado pelo Pinky, The Kinky. Algo mais próximo do MEU fetiche por bonecas. Eu amei e já salvei quase todas as imagens. Por que será, hein?!

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Quando Ser Feliz É Muito Simples…

Ninguém precisa entender, mas nunca vi tanto erotismo em uma cena tão comum. Meu cansaço aparente, os olhos de urso panda… Aquele banho foi extremamente revigorante. Fui completamente despida, conduzida ao chuveiro previamente colocado na temperatura ideal, tive o corpo ensaboado, cabelos lavados, a xota delicadamente depilada… Fui colocada na cama, tive meus pés devidamente cuidados, solas lixadas e hidratadas, unhas cortadas e limpas. De bruços, senti o óleo frio escorrer nas costas, para depois sentir o movimento das mãos aos poucos aquecendo, deslizando, incorporando o óleo à pele, transformando a massagem relaxante em uma carícia erótica. Nunca ser feliz foi tão simples. Atitudes absurdamente comuns, extremamente sensuais, tanto no momento vivido, quanto na lembrança de agora. Sem palavras!

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Plugado

Foram os meus dedos que primeiro brincaram lá. As luvas calçadas e muito gel. A intenção era o prazer e não desconforto. A brincadeira anterior havia deixado-o a postos, e ainda vestido do preservativo, quando meu dedo encontrou a próstata em massagem gostosa e constante, o líquido escorreu um pouco, empapando a ponta dele. No entanto, estávamos só começando. Foi com o plug de borracha que me pus a brincar mais forte na área que ele odeia amar tal carícia. Ali, vendo-o de quatro pra mim, abusei do gel no plug e com rápidos movimentos curtos, fui invadindo-o centímetro a centímetro. Massageando diretamente a região anteriormente tocada por meus dedos. E à medida que oferecia menos resistência, enfiava um pouco mais, e mais, e mais, até ter o plug completamente dentro, enfim.

E uma vez preenchido, acomodei-o com a barriga pra cima, pernas juntas e mãos pra cima. O cenho franzido revelava um misto de dor e prazer. Prazer que o punha em riste. Ali, lentamente sentei, ouvindo o seu gemido enquanto me preenchia. Sentei muito devagar, queria senti-lo entrando, sendo dessa vez eu a preenchida por ele. E a cada gemido mais forte eu parava, descendo um pouquinho mais só quando ele relaxava. E uma vez todo dentro, preenchido e preenchendo, simplesmente parei. Nada de movimentos bruscos, rápidos. Era a contração voluntária dela que o massageava, estrangulando-o dentro de mim. Fechava os olhos e contraía, ele gemia, eu relaxava, mas depois repetia. Não lembro quanto tempo ficamos assim. Como um. Num rebolado suave, numa interna massagem constante.

Era visível o seu prazer. Enquanto o meu… Nem se fala. Só eu sabia o que sentia. Sentei na cama e o pus sem preservativo de joelhos diante de mim. Eu queria ver. Vê-lo tocar-se à minha frente, sofregamente, desesperadamente até, enfim, banhar meus pés. Era meu único desejo, a única condição. E ele então trêmulo o fez. Uma expressão de quase dor. Não é o orgasmo, uma pequena morte? O vi morrer diante de mim, morrer para renascer, esvair seu líquido quente aos meus pés. Vi o momento, mas imediatamente após fechei os olhos, só sentindo. Passando um pé no outro melado. Um prazer em líquido e consistência. Meu. Pra mim. Só então o liberei do plug, só então nos beijamos. Só então deixamos a respiração voltar ao normal, com calma, juntos. Definitivamente, o nosso melhor momento até então.

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Sessão de C.B.T. – cock & balls torture

Medo, pra que medo? É dor, mas também prazer. Sabe, o mais gostoso em torturar as bolas alheias é ver a carinha de medo. Um medo bobo já que sou tão delicada…

Se o mocinho é muito medroso, apesar de resistente, é simples… Amarro antes.

Pra torturar as bolas, posso amarrar na cadeira. Mãos para trás e atar os tornozelos às pernas da cadeira. Bem devagar, olhando no olho, dando beijinho, porque sou assim. Malvadinha e carinhosa.

Passo a cordinha por trás das bolas, dou a volta por cima uma, duas, três vezes pra ficar bem firme. Não separo as bolinhas com a corda, porque quero ter pelinha pra puxar.

Com o pau e as bolas amarradinhos começo a colocar os prendedores. Um. Dois. Tres. Quatro. Delicadamente, sem doer… Pra que dor agora né? Só o prazer de ter minhas mãos tocando o pau.

Aproveito os prendedores para colocar nos mamilos também.
Pra não ficarem com ciúme do pau, né?!

Com o tempo o pau vai ficando primeiro vermelinho. Depois roxinho. Vai gelando. Uma lambida será que aquece? É pouco… A cabeça do pau na boca? Hummmmm. É pouco também… Uma chupada até o talo? Aí sim…

Punhetando de leve. Para os prendedores baterem uns nos outros. Adoro o barulinho que faz. Será que dói? Hummmmmmm, em mim não dói. Nadinha.

E camisinha? Será que colocar uma camisinha ele aguenta? Será? Eu tento… Beeeeeeeeeeem devagar. Será que é cuidado ou é porque devagar dói mais? Ah… tanto faz, estará amarrado mesmo. Posso o que quiser. Até sentar no pau devagarzinho né?
Posso? Posso…

O pau tá duro, roxo, mas eu sento nele. Devagar. Dói… Eu beijo a boca. Vou encaixando devagar. Até o talo. Até a xota encostar na base.

E com o pau dentro, libero os mamilos. Beijando a boca, que é pra não gritar. Abafo o grito com o beijo. O pau lateja, eu sinto,
mordo ele com a xota.

Vou devagar tirando os prendedores um a um. Dói? Ahhhhh, não dói…

Sinto o pau duro em mim. Rebolo um pouquinho em cima. Abafo os gritos com beijos. Me excita ver a carinha de dor e prazer.

A safe é a lágrima? Rebolo mais rápido então.

Lágrima só depois do gozo? Rebolo um pouquinho mais.

Roçando os mamilos. Beijando a boca. Rebolando nele até chorar… Ops… Gozar… Ato falho.

Cada rebolada aperto e esmago mais as bolas com a minha bunda. Tadinhas, ainda amarradinhas.

Pergunto se dói… Dói, mas a safe é a lágrima. Que venha o gozo então!

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Promete?!

Conversa que rolou esta tarde entre eu e um grande amigo submisso/masoquista no MSN sobre o meu rompimento com F. depois de ter me debulhado em uma meia hora de lágrimas maldizendo a paixão e seus efeitos colaterais.

- Posso te pedir um grande favor?

- Fala B. Sabe que pode contar comigo.

- Promete que da próxima vez que eu disser que me apaixonei por um homem que é apaixonado pela esposa, submisso ou não, voce me dá uns tapas pra eu acordar?

- Uns tapas? Logo eu B.?

- Ah, pelo menos tenta, vai que eu acordo, né?! O máximo que pode acontecer é eu te dar uns tapas em retorno, mas como voce gosta mesmo de apanhar…

E depois disso rimos um bocado juntos. Ainda bem, porque chorar é um saco!

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A Azeitona da Empada

Sabe quando alguém come um banquete inteiro e passa mal, mas na hora de assumir a gula culpa a azeitona da empada?! Pois é…

- B. nosso relacionamento é baseado na mais pura verdade, né?!

- Sim, claro!

- Quero falar uma coisa, mas estou com medo de te chatear…

- Deixa de ser bobo F… Fala logo!

- Sabe, é que apesar de amar nossos momentos, amar a sua companhia, sei lá… Eu sinto falta de um D/s mais forte entre nós, mais humilhação, mais Dominação entende?!

- …

- …

- Entendo F. E por incrível que pareça eu já tinha notado, mas… Vc tem que entender que eu sou assim, o BDSM é uma fantasia pra mim e não um estilo de vida.

- Pois é, esta sempre foi uma diferença entre nós. Acho que eu quero uma outra coisa…

- Então…

- Então?!

- Se vc quer outra coisa, talvez fosse o caso de querer uma outra B. Uma outra que não sou eu!

Este papo aconteceu quase ás seis da manhã de hoje, depois de um encontro complicado, que começou com um jantar delicioso, mas desastroso, que evidenciou sensações de uma noite difícil de digerir. E então, tão consensualmente como começou, teve fim minha história de paixão com F. Linda, intensa e fugaz.

Que venha a próxima!

UP DATE

Ontem eu não conseguia dizer isso, mas o fato de apesar de todos os pesares a gente ter acabado tão bem, mesmo eu estando sofrendo pra caramba, é que eu sei que o motivo principal deste rompimento não foi a desculpa acima, mas um motivo muito mais lindo e nobre. No fundo, F. não deseja nenhuma outra mulher senão a sua esposa. Ele a ama. E em sua fantasia, ela já é a verdadeira Dominadora e Dona de todos os seus momentos e sentimentos. Só achei triste que eu tenha precisado entrar na história para ele ter a constatação disso.

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B.DSM

B – Bondage, práticas de amarrações.
D – Disciplina (ou Dominação), práticas disciplinares.
S – Sadismo, ter prazer impingindo dor física ou moral em outro.
M – Masoquismo, ter prazer em ser submetido a práticas punitivas, físicas ou morais.

Tudo isso aliado a uma outra sigla denominada SSC (São (?!) – Seguro – Consensual) são a nova cara de práticas pra lá de velhas que povoam a fantasia de muitos pervertidos de plantão.

Quando eu era pequena a sigla era S&M, escrita assim mesmo, com este “&” bonitinho. Não lembro a primeira vez que li, mas certamente achei meio doido saber que existem sádicos e masoquistas. Acho que todo mundo sabe, mas não custa lembrar que a denominação desses dois tipos antagônicos que se completam, vem de dois escritores bem doidinhos que ousaram colocar no papel suas fantasias mais doidas ainda. O Marques de Sade e Leopold Von Sacher Masoch. No entanto, não pretendo me deter aos pervertidos senhores, mas sim a esta pervertida senhorita B.

A influencia do cinema em mim

Quando era pequena, é claro que não vi Laranja Mecânica do Stanley Kubrick no cinema, tenho apenas 36 anos, assisti muitos anos mais tarde, mas já na época ouvi atenta minha mãe comentando com riqueza de detalhes as cenas das venturas e desventuras de Alex. Um jovem sádico que graças a um programa do governo passa por uma verdadeira reprogramação disciplinar tão sádica quanto ele e o transforma no ser mais masoquista do planeta a ponto de submeter-se a tudo. Numa alegoria meio moralista de lei do retorno, mas culminando com outra alegoria bem ao estilo da fábula da rã e o escorpião de Esopo, de que as pessoas são o que são, faz parte da sua natureza, mesmo um sádico louco.

Já no final dos anos 80 assisti a 9 ½ semanas de amor, do Adrian Lyne, filminho bem ruim por sinal, que foi onde eu pela primeira vez vi cenas de Dominação masculina. O que é aquele yuppie vivido pelo Mickey Rourke senão um Sádico Dominador? E Kim Bassinger, uma mulher poderosíssima que por grande carência se mete naquele relacionamento de submissão desmedida? A cena onde ele cuida dela doente, numa entrega completa e dependência é uma alegoria típica do jogo D/s (Dominação e submissão). Naquele filme, pela primeira vez eu vi a Dominação e a submissão de uma forma consensual. Tanto que no momento que vê que aquilo está fazendo mal pra ela, sai fora.

“O submisso tem muitos deveres ao obedecer a seu Dominador, mas apenas um único direito. Deixar de sê-lo, se assim desejar.”

(Palavras de M., meu masoquista preferido)

No entanto, o filme que me deu um baque, e isso porque mexeu comigo de uma maneira que eu nunca imaginei, foi Lua de Fel, do Roman Polanski. Conta a história de um casal que vive seu relacionamento emocional/sexual até as últimas conseqüências, enveredando pelos mais loucos fetiches, criando uma dependência absurda entre eles até o esgotamento total da relação. O final é trágico. Este filme, ao mesmo tempo em que me dava medo, me deixou instigada a entender mais sobre o porquê daquele casal ter chegado aquele ponto. Quando eu pensava em um relacionamento, imaginava: “Não quero nunca me meter em uma relação como aquela”, e confesso, até hoje não me meti, mas aquilo ainda me toca.

O BDSM em minha vida

Tem pouco tempo, menos de 4 anos que me envolvi no BDSM, mas no fundo sempre fui. Para mim, o BDSeMer é alguém que tem um grande vazio em sua vida e busca na fantasia da Dominação e submissão uma maneira de canalizar muitas de suas frustrações ali. Com o SSC legitimam-se práticas que para muitos são inconcebíveis, como a tortura e Dominação psicológica, por exemplo. Consensualmente o BDSeMer vive uma historinha para muitos traumática, mas que para ele é uma terapia quase catártica. Existem papéis que são representados na cena (Dominadores, submissos) sem que na vida real estes sejam os papéis que exercem no dia a dia. O que percebo, é que pelo menos para mim, o submisso tem que ser alguém inteligente, interessante, com cargos profissionalmente de destaque e liderança, ou pelo menos de grande valor social. Já tive submissos professores, militares, empresários, executivos… Uma coisa primordial para mim, é admirar o homem na vida para desejar submetê-lo na cama. Tenho plena consciência, de que pelo menos no meu caso, o meu prazer com a Dominação aconteça porque eu no meu dia a dia não Domino nada. Sou uma profissional de criação, que vivo completamente sem regras rígidas, optei por um estilo de vida mais simplificado porque prezo demais a minha liberdade, mas… Não me sinto Dona nem de mim. A relação de Dominação e submissão é para mim, uma grande oportunidade de compensar sexualmente o que não pratico em meu dia a dia.

Sou uma mulher extremamente doce, delicada e apesar da minha seriedade, dos meus quase 1.80m sem salto eu não sou uma figura de aparência dura. Sou alegre, sorridente, tenho prazer em dar prazer. Estou longe de ser o estereótipo da Dominadora. Eu sorrio em minhas sessões, brinco, sou educada e nada ríspida, a não ser quando o momento exige esta atitude. Me sinto extremamente á vontade no papel da Dominante. Tenho umas fantasias incomuns, como o controle, a castidade, submeter o outro a dores, expandir limites por mim, mas… No fundo o BDSM é para mim uma grande terapia, onde posso brincar de Dominar enquanto o outro brinca de submeter-se. No entanto, repito, esta é a minha visão do BDSM, minha maneira de vivê-lo. Alguns levam muito a sério, o tem quase como um estilo de vida, sonham com o 24/7 (24 horas por dia 7 dias na semana) e tem até os que conseguem. Acham a sua medida, a sua maneira de viver. Exatamente porque a regra é não ter regra.

Dominadores, switchers ou submissos?

No BDSM, meu primeiro contato real foi com um submisso e podólatra. Ele era casado e apesar da esposa aceitar e entender essa coisa da podolatria e submissão na cama, ela não curtia. Não tinha o menor tesão com a coisa, mas como o amava, fazia para satisfazê-lo. Taí uma coisa que eu dificilmente faria por alguém, fazer sexualmente algo que não me agrada só por amor. O que sei é que quando ele me conheceu e viu que eu senti prazer não apenas com a adoração aos meus pés, como tive iniciativas bastante insólitas durante a relação que o deixaram de queixo caído e literalmente aos meus pés, ele viu, pela primeira vez em sua vida, uma mulher ter prazer com o seu prazer. Eu achei incomum, mas amei.

“Na vida, eu nunca tive problemas em me aceitar, sempre entendi bem o que eu era, o que eu gostava e nunca me questionei com isso. Só questionava como eu conseguiria me integrar em um mundo que certamente jamais me aceitaria.”

(Palavras do F.)

Comecei a querer saber mais e mais, me informar e ficar cada vez mais curiosa. Eu não me sentia submissa, tampouco Dominadora, mas aquilo tudo me encantava. Foi quando conheci um switcher. Aliás, esta foi uma conclusão que eu cheguei, pois ele sequer apercebia-se disso. Simplesmente era. O switcher no BDSM é como se fosse um bissexual entre heterossexuais. Ele curte hora Dominar e hora ser Dominado, dependendo do parceiro ou da situação. Este foi o primeiro homem que ousou dar um tapa em minha face e tudo o que conseguiu foi provocar a minha raiva e não o meu tesão. Por outro lado, quando eu fiz o mesmo com ele, ele gostou e muito. No fundo o que aconteceu entre eu e ele, poderia ser chamado de wild sex, já até comentei sobre isso aqui. Não deu certo nosso relacionamento, mas foi gostoso, não posso negar.

Foi com um namorado Dominador, alguém que muito amei que passei a conhecer um lado da Dominação que eu desconhecia. Algo parecido com o filme 9 ½ semanas de amor, onde dizer não é impossível, pelo simples fato que o prazer de dar prazer torna-se maior que nós. Com ele, mesmo sem admitir-me sua submissa, eu experimentei ser amarrada, exibida, fotografada, ser levemente espancada, sodomizada (ele era o namorado doido pelo meu cu) e mais tantas outras coisas. Eu não fui apenas apaixonada, eu o amei, fui fiel até ao pensamento porque amava ser exclusiva dele. Só que talvez pelo fato de eu jamais ter visto a nossa relação como D/s, quando descobri a existência de outras me ressenti e acabamos. E mesmo amando eu não admiti a omissão. Em uma relação, tudo é permitido desde que tenha sido acordado, em nosso acordo não havia espaço para outras pessoas e ele sabia disso, por isso omitiu. Sofri, mas não tenho com negar que com ele aprendi a maior lição de Dominação e submissão.

“O submisso é uma jóia rara, que deve ser às vezes guardada, às vezes exibida, mas sempre cuidada. Dominar não é impor, Dominar é conduzir. O verdadeiro Dominador não grita, ele apenas indica e o outro obedece porque o seu prazer é dar prazer.”

(Palavras de P., meu ex-namorado Dominador)

A questão é que entre Dominadores, switchers ou submissos, eu prefiro aquele que eu tiver interesse na hora. Evito o rótulo e respeito o ser humano, sem me importar se é isto ou aquilo, até porque sempre digo que gosto de ser eu. Como não aceitar o outro como é? Tenho uma tendência a Dominação, mas já me vi em situações de submissão e tive prazer. Não sei se sou switcher, creio que a definição mais acertada seria dizer que sou uma mente Dominadora em um corpo eventualmente masoquista, mas nem isso é uma verdade absoluta. Em se tratando de mim, sou como a Radical Chic do Miguel Paiva, “Penso, logo mudo de idéia”.

Meus meninos

Eu não tento com o Me and My Secret Life convencer ninguém a ser BDSM. Sei que escrevo para mim, porque escrever sobre isso entre outras coisas me faz bem e me ajuda a conhecer um pouco mais de mim. Quanto mais verbalizo mais me conheço e quanto mais me conheço mais me respeito e aceito.

Quando penso em meus meninos, tanto M. (meu masoquista preferido) quanto o meu F., eu fico feliz que em um mundo tão doido e diversificado eu tenha esbarrado com eles, homens tão inteligentes e interessantes que apesar de vidas tão diferentes da minha me amam, respeitam e me aceitam tanto quanto eu, que sou recíproca neste carinho, respeito e aceitação. Costumo dizer que eles me vêem através de lentes cor de rosa e que eu não apenas amo como preciso deste olhar de cada um deles sobre mim. E brinco, que o dia que eles deixarem de me ver assim, eu arrumo outros que o façam. E é claro que a teoria na prática é sempre diferente, principalmente porque o BDSM é um jogo entre pessoas. E pessoas sentem, ressentem, sofrem… Mas tudo pode ser minimizado quando há verdade e respeito. E isso existe entre nós.

E é por isso que quando leio ou ouço alguém dizer que não entende como pode existir alguém assim, tão submisso e masoquista quanto eles, apenas sorrio comigo. Não precisam entender. Eu entendo e isso já basta pra nós.

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A Lição

Conheci F. em uma festa fetichista na comemoração do meu aniversário. Eu nunca o tinha visto, mas na hora que bati o olho fiz a proposta: “Acabei de ganhar um chinelo lindo e estou doida para estreá-lo esquentando na bunda de alguém. Pode ser você?”. E sendo ele um submisso/masoquista nem preciso dizer que se iniciava, no mínimo, uma grande amizade. No entanto, aconteceu mais que isso. De uma maneira que eu nunca soube explicar nos envolvemos, e só não rolou mais porque ambos vivíamos momentos diferentes. Ele, finalmente liberto do casamento (agora um casamento aberto) tinha uma necessidade absurda de galinhar (expressão que usamos aqui no RJ para o cara que quer bicar todas), enquanto eu estava cansada da brincadeira do ter e não ter. Preferia estar só à má companhia. Só hoje, quase oito meses depois desse primeiro contato, depois de poucos encontros e muitos desencontros, decidimos ficar juntos.

Sempre que falo de BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo – para saber mais vá ao site Desejo Secreto) sou cautelosa e isso se dá por alguns motivos. Apesar de gostar e muito do BDSM, das práticas e jogos de Domínio e submissão, não sou uma BDSeMer típica. Tenho uma tendência forte à Dominação, mas não sou nada estereotipada, sou carinhosa, cuidadosa e bastante controversa quando admito que meu corpo seja eventualmente masoquista. Acho até que por este motivo eu tenha sempre a necessidade de estar envolvida com mais de uma pessoa, pois nunca encontro em um só tudo o que quero ou espero. Eu e F. estamos encantados, envolvidos e apaixonados, no entanto, ele precisava de uma lição por ter sido tão arredio ao comprometimento e foi numa festa fetichista que eu vi a possibilidade de discipliná-lo de uma maneira bastante insólita.

Ao longo deste tempo separado, fui ousada numa estratégia talvez bem kamikase, F. esteve livre para conhecer quantas quisesse como quisesse e foi inclusive propriedade de uma Dominadora freqüentadora de festas. Submisso conhecido no meio, ele era algo como submisso de todas, servia indiscriminadamente, apanhava e era humilhado por quem apontasse para o chão e estapeasse a sua face. No final das festas voltava para casa só, com um grande sentimento de vazio por ter pertencido, sem pertencer. No fundo, tudo o que o ser humano quer, BDSeMer ou não, é amar e ser amado. Servir por servir, não tem graça, bom é servir alguém, ser cuidado e Dominado por ele. Há oito meses eu esperei que ele chegasse a este raciocínio, mesmo correndo o risco que se apaixonasse por outra. Dei sorte… Ufa!

Já antes da festa fiz questão de dizer que ele não estava simplesmente me acompanhando, ele era meu e devia obediência a mim. E já na entrada esbarramos com uma Dominadora, que acostumada à submissão desmedida, no meio do bar, apontou para o pé indicando que ele devia beijá-lo. Imediatamente ele procurou meu olhar, que diante do fato dela ser uma amiga muito querida, eu fiz um sinal de consentimento com a cabeça e ele se ajoelhou e beijou a ponta do seu sapato. Ali começava uma longa noite pra ele. Minha amiga comentou que na mais recente conversa deles ele a desafiou dizendo agüentar a surra que fosse. Sorri e disse que tinha muitos “brinquedos” na bolsa, que ela poderia escolher com qual deles iria aplicar a lição. E olhando pra ele disse: “Isso é pra você aprender a nunca desafiar uma Dominadora!”.

Durante a noite eu deixei que ele fosse usado e abusado por todas as mulheres daquela festa. Foi chicoteado, estapeado, humilhado, mas… Sempre mediante a minha autorização, sob o meu olhar e supervisão. Ficamos juntos por toda a noite, abraçando e beijando, mesmo em momentos que deixei outro homem acariciar e adorar meus pés. E já no fim da festa ele sorriu sozinho e eu perguntei o porquê do sorriso. Ele disse que havia entendido a lição. Fazendo-me de desentendida perguntei “que lição” e ele continuou:

- Durante todos estes meses em todas estas festas eu passei por quase tudo e até um pouquinho mais do que aconteceu hoje. No entanto, apesar de todo empenho e devoção à Dominadora a qual eu me submetia, sabia que depois daquele momento não havia mais nada. Hoje, enquanto você me emprestou a cada uma delas, por todo o tempo eu senti teu olhar em mim, me guardando. E mesmo nos momentos em que outros homens estiveram aos seus pés, te senti a me olhar, me fazendo participar de tudo, como se fosse a minha própria boca e mãos neles. Não sou capaz de explicar com palavras o que senti. Obrigado pela lição.

E pela primeira vez em muito tempo pudemos ficar ali juntinhos, abraçados e felizes.

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Bedtime Stories

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Foram oito meses até rolar algo sexual entre eu e F., ou seja, as expectativas foram muitas, mas quando aconteceu só posso sintetizar que foi tudo diferente do que imaginei e delicioso. Vale a lição, na prática a teoria é diferente. No entanto, estes oito meses serviram para que nós nos conhecêssemos mais e mais. Tenho com ele uma empatia que talvez nunca tive com homem nenhum, não temos tabus, todo assunto é permitido e, principalmente, tudo pode ser experimentado. Depois do almoço, chamegando e conversando na cama, ficamos o maior tempo entre carinhos e beijinhos, regados aos mais ousados papos. Meio molinhos pela noite mal dormida, mas muito bem aproveitada. Nossas conversas até parecem querer ninar um ao outro, só que o conteúdo erótico é tamanho, que quando menos espero estou excitada.

Se existe uma linguagem que não precisa de tradutor, é a do corpo. Basta sentir e deixar rolar. Um olhar, uma respiração mais profunda, já é a deixa para que a mão que me toca os seios enquanto os dedos brincam com meus mamilos, desça vagarosamente para a minha calça, abra o zíper e se meta sem nenhum pudor dentro da minha calcinha buscando a umidade entre as minhas pernas. E é delicioso sentir o toque delicado me excitando e preenchendo. E como mãos não nasceram para ficar inertes, as minhas passeiam pelo corpo dele, fincando minhas unhas em seus mamilos até eles ficarem tão sensíveis, que o simples toque da minha língua se torna uma deliciosa tortura. Ouço-o murmurar: “Gostosa!” e aquilo me excita ainda mais. Percebo a excitação crescente, se existe um ponto G eu não sei, mas ele certamente achou meu ponto B. a ponto de me fazer gozar em espasmos. Daqueles gozos que vem como uma forte descarga elétrica e mesmo depois do ápice continua a enviar pequenas sensações. Um gozo que cega, ensurdece, emudece… Por um instante só o que existe é aquela mão em mim e as sensações que tomam conta do meu corpo.

A respiração demora a se recompor, percebo o olhar dele embevecido a observar meu gozo. E enquanto me recomponho, sinto o corpo dele também crescer e estremecer de desejo. Olhando em seus olhos busco a sua boca, um beijo molhado e intenso, enquanto minhas mãos vão descendo pelo seu corpo. Quero masturbá-lo, mas não da maneira mais comum. Meu dedo médio busca o seu cu. E novamente desço a boca aos seus mamilos, continuando a manipulá-lo. Sinto a respiração dele ofegar, ele a masturbar-se com a mão no pau, eu masturbando-o com o dedo em seu cu, enquanto minha boca brinca com um mamilo e a outra mão brinca com o outro no mesmo ritmo com o dedo que o masturba. E quando o gozo dele veio, foi intenso, veio num grito, parecia dor, podia até ser dor, mas era prazer. Por um instante pude sentir o cu dele piscar em volta da primeira falange do meu dedo médio, enquanto com a cabeça em seu peito ouvi o descompasso do coração e respiração.

Não lembro quanto tempo ficamos ali mudos, quietos, apenas juntinhos e observando um ao outro a sorrir meio bobo. E ele então cortou o silêncio e disse:

- Se eu te disser uma coisa jura que não vai me achar doido?

- Conta!

- Por um instante eu tive a sensação de você ter três mãos.

E caímos na gargalhada, ficando mais uma vez só quietinhos e aconchegados um no outro.

Arquivado como:Fetiches, BDSM e Eu, erótico

Eu Sei!

E antes que esta chateação dos ataques ridículos em meu blog continue eu preciso dizer com todas as letras:

- Lucious, eu sei quem você é! E você já sabe disso.

E ao contrário do que você espera, não vou xingar, não vou brigar e tampouco moderar meu blog por sua causa por apenas um motivo:

- Você não merece sequer este post em atenção, quanto mais mudar meu blog por sua causa.

Fica aqui então a única recomendação:

- Eu exijo que você se desculpe em aberto, em PVT não conta, colocando-se em seu devido lugar.

E mais, se eu perceber que você continua entrando aqui no blog, sob pseudônimo, para me atacar, quero lembrar a você que independente do que você diga. Eu serei sempre B. e você continuará sendo o nada que é.

Não duvide do que eu sou capaz. Estou sendo benevolente apenas em nome da amizade que tive por você um dia. Exijo a retratação pública!

Arquivado como:Fetiches, BDSM e Eu

DRSM

Conversa entre eu e meu masoquista favorito no MSN:

    - B. o que nós somos?

    - Sei lá… Gosto de ficar buscando definição não… Se for pelo lugar comum, somos pervertidos mesmo.

    - E o que diria que somos enquanto casal? Tipo o que acha que somos? Amigos, amantes… Me diz!

    - Você é meu, é a definição mais egoísta, mas a mais acertada. Às vezes é meu amigo, às vezes é meu amante, escravo, mas só sei que você faz parte da minha vida.

    - …

    - Vou te confessar um sentimento bem mesquinho. Se fosse você a me contar que conheceu uma F., eu ia ficar triste, me sentir traída e certamente não te deixaria mais ter acesso à minha vida.

    - Lindo! Entendo perfeitamente e é por isso que eu te admiro… Adorei ler isso. Adoraria usar cinto de castidade e deixar a chave contigo. Seria o cara mais feliz do mundo.

À noite, pensando nesta conversa com M. cheguei a uma conclusão. Nem que eu tente explicar, por mais aberta que seja a mente de uma pessoa, alguém que não é do meio BDSM jamais entenderá esse nosso jogo de posse, Domínio e entrega. É um barato doido esse meu…

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Batom

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E enquanto o beijava, bateu o delicioso desejo de fazer o diferente. Num gesto rápido e ousado, encostei-o à parede, pressionando meu corpo ao dele. Lentamente abri sua blusa, delicadamente belisquei com a unha seus mamilos, apertando lentamente, suavemente e olhando em seus olhos até perceber um gemido aliado à expressão de dor. Com a língua lambi, com meus lábios toquei, com a boca mamei seu mamilo dolorido e intumescido, ouvindo-o gemer de prazer e dor. Me afastei o suficiente apenas para pegar minha bolsa, dentro dela o batom e com ele ali, paralizado, imóvel imprensado pelo meu corpo contra ele e a parede, sorri. Com olhar safado abri o batom, desenhando-o meticulosamente sobre seus lábios e imediatamente depois retocando o meu. E então, com a boca sedenta e salivante beijei. Cheia de vontade, cheia de paixão, borrando nossas bocas, nossas faces, misturando o batom dos nossos lábios, fundindo o nosso desejo. Com as mãos explorando, com o corpo sentindo. Que delícia o batom que eu comi daquela boca.

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Podolatria, Exibicionismo e Voyeurismo

O que há de mais natural nas festas fetichistas que acontecem no RJ é o fato de enquanto alguém adora e outro é adorado (worship – ou adoração – é o termo usado para o ato de beijar e acariciar pés, excitando ou sendo excitado com isso) sempre há por perto um voyeur, tão excitado em apenas observar, quanto participar.

Sentada naquele cantinho almofadado com F. estávamos como dois pombinhos entre carinhos e beijinhos. E quando de relance olhei para o lado e vi T., abri um largo sorriso imediatamente iniciando um papo. Outra coisa comum nas festas do RJ é a intimidade e amizade que se estabelece. Em uma primeira festa a pessoa até pode ser novata, mas na segunda já está tão bem integrada que todos são grandes amigos. Não via T. há seis meses, e em nosso mais recente contato eu o fiz gozar nas calças apenas acariciando-o com os meus pés. Só quem curte podolatria entende o que é isso. Não apenas o podólatra que se excita, mas também a mulher que descobre nos pés, mais um objeto de proporcionar prazer.

O papo seguiu animado até que em determinado momento eu comecei a ficar incomodada por estarmos todos sentados e encostados a uma parede. Ficava complicado ver os rostos de todos (havia um rapaz ao lado também), resolvi então sentar diante deles. Só que no momento em que me vi diante de T. tive o ímpeto de pedir uma massagem em meus pés. Olhei para o rosto de F. e percebi um sorriso de Monalisa, indecifrável. Eu usava um scarpin ao estilo chanel, e meus pés estavam massacrados ali dentro, a penumbra do local dava ao ambiente uma sensação extremamente aconchegante e sem limites. E enquanto sorrindo T. desnudava os meus pés dos sapatos e meias, obviamente quase não acreditando na proposta, F. e o menino que estava ao lado apenas observavam.

A situação em si já era excitante e repito o que já disse por aqui, só um exibicionista é capaz de entender com tamanha naturalidade um voyeur. No momento em que T. desnudou meu pé esquerdo, do sapato e depois da meia, enrolando delicadamente até os dedos, pedi a F. que guardasse a meia em meu sapato e ele obedeceu mudo e encantado com tudo. Assim que tirou a meia, T. respirou fundo entre meus dedos, imediatamente depois beijando, lambendo e mordendo meu pé me deixando doida de tesão. As sensações eram múltiplas, as informações visuais eram várias. O menino ao lado de T. sequer respirava olhando o que acontecia, enquanto F. me observava sedento. Foi quando eu com o outro pé ainda calçado baixei do tórax ao pau de T. que estava duríssimo e comecei a acariciá-lo por sobre a calça. E olhando diretamente nos olhos de F. convidei-o a aproximar-se. Chegando perto de mim, ele perguntou o que eu queria e eu simplesmente puxei-o para bem perto, beijando-o apaixonadamente enquanto T. deliciava-se com o sabor e o toque dos meus pés, F. me beijando e o menino visualizando a cena toda.

Não sei quanto tempo durou a situação descrita, mas sei que alguém me chamou e o encanto foi desfeito. É claro que ali, naquele local a cena não seria nada mais que aquilo. Nunca vi sequer nudez em festas de podolatria, quem dirá uma boa foda. Festas fetichistas não são clubes de swing. No entanto, mais tarde quando eu e F. ficamos a sós em casa, conversando agarradinhos na cama, foi impossível não relembrar a cena e nos excitarmos novamente. Segundo ele, apesar de me ver ali, tendo os pés adorados por outro homem, em momento nenhum ele se sentiu excluído, e sim fez parte de tudo. Não havia espaço para o ciúme, apenas para o prazer.

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Inversão de Papéis – Quando Ele se Torna Ela

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De todas as práticas de Dominação Feminina, a inversão de papéis, mais especificamente o strap-on (ela metendo nele com a ajuda de um cinto e um dildo acoplado) é a que fui mais relutante em experimentar como prática de humilhação, talvez porque para mim, a penetração anal em si não é um ato humilhante para o homem, afinal há prazer. Ou talvez porque, sendo feminina como sou eu temesse com a inversão de papéis perder um pouco da minha feminilidade. Mesmo quando estou com uma mulher, gosto de me sentir fêmea, tanto quanto aquela que está comigo. Deixo o papel de macho para quem é de direito, o próprio. Na inversão de papéis, o fato de estar naquele momento exercendo uma prática especificamente masculina, a penetração, sempre me incomodou um pouco como mulher, no entanto, não como Dominadora.

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Pela Webcam

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“A webcam está para o exibicionista, assim como o espelho para o narcisista.”

Nestes anos lidando com fetichistas me deparei com uma verdade meio doida. Fetiche não é para ser entendido, mas sim, para ser vivido e ponto. O simples fato de imaginar uma situação onde possa se expor, já é motivo de grande prazer, um prazer quase orgástico. Só capaz de entender quem o é. Quando E. perguntou se poderíamos conversar com a webcam aberta eu entendi, ele queria mostrar-se. E não apenas mostrar-se, queria ver as minhas reações. A reação de quem vê é muito importante para o exibicionista.

- Quero te apresentar meu pau… – disse reticente e com olhos baixos.

- Oba! – disse bem alegrinha, já tinha visto fotos dele, ao vivo só poderia ser melhor.

E então, a webcam tremeu pra lá, pra cá, e de repente eu vejo aquela coisinha meio mole, meio dura amparada pelas mãos dele.

- Gostou?! – ele perguntou meio inseguro.

- Mmmmmm… – fiquei muda, meio sem ação. Pela foto o pau dele parecia uma graça, mas ali diante de mim, parecia uma haste de base fina finalizando com uma cabeça de cogumelo.

- Não gostou?! – ele perguntou ainda mais ansioso. E eu pude perceber que diante do meu desdém, aquela coisinha manifestava-se um pouco mais em sua mão. Bingo, pensei, o lance dele é humilhação.

- Bem… – fazendo um charminho e uma careta zombeteira para continuar com o jogo do “eu mostro e você desdenha” – Já vi maiores amor…

- Minha Domme dizia que meu pau era uma vergonha, e sempre que eu mostrasse a uma outra Domme que eu deveria me desculpar. Peço desculpas B.

- Pois é, sua Domme tinha razão, com um pau desses, melhor dar o cu. – eu concluí divertida, vendo uma reação ainda maior daquela coisa pequetitica.

- Você me desculpa B.?! – disse bastante envergonhado.

- E de que adianta te desculpar? Teu pau vai crescer? Vai ficar grosso? Só te resta mesmo compensar com alguma coisa, ué?! – disse aquilo rindo por dentro, mas estava cada vez mais excitada em humilhá-lo e continuei – Larga esse pauzinho agora, quero ver isso mole, vai pegar uma fita métrica, acho que em repouso ele não tem mais que alguns centímetros.

E ele obedeceu, foi buscar a fita métrica, deixou de manipulá-lo e quando eu vi, em repouso seu pau era ainda mais insignificante e fino. Tive que dar uma gargalhada. Mole, aquele pauzinho não chegava a 6cm. A cabeça que antes parecia um cogumelo garboso, escondia-se tímida sob a pele do prepúcio.

- É… Realmente com uma coisinha dessas… – disse zombando e continuei – Fiquei curiosa agora, coloca esse troço duro novamente, pois quero que você veja a medida dele alegre.

E ele começou a manipular o pau novamente, dessa vez crescendo rápido, o jogo estava estabelecido, estávamos completamente envolvidos nele. Em pouco tempo o pau estava duro e mais uma vez ele perguntou o que deveria fazer, pois era meio lento no raciocínio. Fui incisiva.

- Tem que medir essa coisinha dura, já vi que não fica melhor que isso, aliás, puxa um pouco, quem sabe puxando cresce. – e ele obedecia, me levando ao delírio. – Mede logo E. milagres não acontecem.

E quando ele mediu, fiquei realmente chocada, menos de 15cm de pau duro, o que é uma boa média para o brasileiro comum, não fosse a circunferência infeliz, pouco mais de 9cm. Felizmente para E., o motivo de sua vergonha, era também o motivo para o seu prazer. Humilhar-se com o tamanho do seu pau era orgulhar-se com a capacidade de acomodação do seu cu.

- É B., realmente ele não é grande coisa, como você mesma já comentou e minha Domme também, o que eu não tenho de pau, tenho de capacidade de acomodação em meu cu. Tenho um plug anal em formato de cone que tem 26cm de circunferência, que até acomodá-lo por completo demorei um mês, mas consegui. – disse orgulhoso.

- Hummmm… Pensei numa coisa agora, já que este cu é tão poderoso. Quero que você procure agora alguma coisa de 15cm em seu quarto.

- Como o que?!

- Sei lá… Um tubo de qualquer coisa, eu só não quero que seja muito grosso, tem que ter esta medida e ser fino como o seu pau. O que eu acho difícil de ter algo tão pequeno e fino, mas… Procure.

E ele voltou com um tubo de desodorante em aerosol, infelizmente mais grosso que os 9cm dele, mas na falta de algo melhor…

- Agora você vai seguir minhas instruções. Quero que coloque este tubo do lado do seu pau duro, quero ver, comparar os tamanhos.

E assim ele fez. Eu pude ver que apesar do constrangimento da comparação, ele o fazia com bastante desenvoltura. A humilhação e a exposição fazia parte do jogo.

- Quero que você agora enfie este tubo em seu cu, quero que você, que tem uma capacidade de acomodação anal tão grande, sinta a raiva que uma mulher sente em ser penetrada por uma coisa tão pequena e fina. Acredito que nem cócegas este pau faça em uma xota, e olha que eu curto pompoarismo hein, mas com essa coisinha acho impossível.

E ele obedeceu mais uma vez, enfiando com facilidade o tubo. E curiosamente enquanto ele enfiava aquilo nele mesmo, eu sentia minha calcinha umedecer, minha xota piscar de tesão e os mamilos eriçarem. E nisso tocou o telefone da casa dele, por um instante o jogo parou. E quando voltou eu conclui meu desejo.

- Pra completar nosso jogo, eu só quero mais uma coisa.

- O que? – ele perguntou curioso.

- Quero que goze pra mim e lamba sua própria porra.

- Isso eu não posso.

- Como não pode? É macho para atochar um troço no rabo, mas não tem capacidade de lamber sua própria porra? – eu disse indignada.

Por um instante houve um grande silêncio, uma queda de voltagem aqui desconectou meu MSN e quando a conexão voltou ele ainda estava à minha espera. Resolvi me despedir, meio indignada com a recusa.

- É, vou desconectar agora, afinal de contas, a única coisa que eu tive aqui foi uma visão de um pau minúsculo e uma recusa a um pedido meu…

- Não! Por favor… Abra a webcam. – e assim eu fiz.

Nesse momento ele começou a masturbar-se freneticamente, e não demorou ao orgasmo chegar. O leite jorrou forte, viscoso. E de repente ele me mostrou a mão lambuzada de porra, aproximou da câmera, depois levou aos lábios e lambeu com o rosto visivelmente enojado. Por um instante eu pensei que fosse vomitar, mas não. Continuou, obediente e obstinado. Eu então sorri, vitoriosa e feliz.

UP DATE – E. criou um blog, e vai contar suas peripécias e humilhações enquanto escravo. Acho que vale a pena dar uma olhadinha. No mínimo, é divertimento e entretenimento, para não dizer tesão para os sádicos voyeurs.

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Os comentários do Me and My Secret Life serão fechados, portanto, quem quiser papear de agora em diante é no A Vida Secreta.

Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

Um beijo carinhoso.

B.

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