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O pé – Conto Erótico

Minha prima é uma pervertida. Na praia, tendo tanto pau, coxa, tórax, abdômen e bunda para observar, ela olha o pé dos homens. “O pé? Porque o pé?”, eu perguntava curioso e ela respondia como quem defendia uma tese, que os pés dizem muito das pessoas, que a preocupação com uma parte tão esquecida do corpo era um verdadeiro certificado que aquela pessoa dava uma infinita atenção aos detalhes e, conseqüentemente, ao sexo e prazer. Pervertida, mas muito interessante a menina…

Ela apareceu num dos piores dias da minha vida. Havia batido com o carro pela manhã, brigado com o chefe à tarde, e como se isso fosse pouco ainda voltei pra casa em pé no metrô lotado. Ainda bem que o dia estava acabando, pensava enquanto me encaminhava rapidamente pra casa. E já em meu prédio, mal chegando à portaria, me deparo com aquela figura morena, pequenina e desconhecida que, curiosamente, me recebeu com um sorriso.

- Oi!

- Desculpe, mas você é… – falei meio seco.

- Aninha, sua prima de Ribeirão Preto. Sei que tem uns anos que não nos vemos, mas…

- Prima? – não lembrava dela por nada.

- Minha mãe falou com a sua, lembra? A tia disse que falou contigo, que estava tudo certo e eu podia vir.

- ??? – e como eu parecia ter uma interrogação na testa ela continuava.

- Minha prova… Amanhã… Pernoitar aqui… A faculdade fica a duas quadras… – despejando as palavras enquanto eu demorava a me recobrar do choque.

É claro que tinha esquecido. Como era claro que aquela mocinha era realmente minha prima de Ribeirão Preto, mas antes que aquele inquérito causasse uma comoção na portaria do prédio – o porteiro estava interessadíssimo em cada palavra – resolvi subir com a prima a tiracolo.

Aninha era uma menina ainda, dezoito anos, mas estava um mulherão. Não a reconheci, pois havia quatro anos não os visitava. Menina cresce… Jamais reconheceria nela a sardenta magrela que eu adorava fazer chorar roubando suas bonecas. Agora uma tentação. Cresci passando as férias lá, mas as visitas foram rareando depois que entrei para a faculdade e quando vim trabalhar na capital cessaram completamente. Vida corrida demais.

No elevador fui comentando do dia terrível que eu tive, pedi desculpas pelo esquecimento, me justificando que jamais a reconheceria, pois estava muito diferente. Na verdade, me enrolei todo, pois na ânsia de me explicar, saiu um “gostosa” no meio. E ela sorria daquilo tudo, parecia realmente estar se divertindo com o meu embaraço. Era uma menina doce, mas bem descolada, longe do estereótipo que se tem das meninas do interior.

Abrindo o apartamento, ainda conversando sobre a prova, faculdade e como estavam todos, fui seguindo com o meu ritual de chegada. Tirando a gravata e paletó, largando na sala, descalçando os sapatos na área, colocando as meias para lavar e me encaminhando descalço para a sala, sendo acompanhado pelo olhar atento dela que, mudando completamente de assunto, de repente comentou:

- Você tem pés bonitos!

- Eu? – e ri sem graça – Tenho pés cansados, isso sim!

Continuamos conversando, que ela poderia dormir no sofá-cama da sala, se precisasse de despertador ele tinha dois, até que dei um tropeção e um palavrão logo em seguida, enquanto pulava num pé só. E nisso, ela que até então parecia uma mocinha bem contemplativa, me indicou o sofá e disse:

- Senta aí e espera! – cansado e com o pé dolorido como estava, sentei e esperei.

Ela demorou um pouco, mas voltou. Trazia uma bacia, que eu nem sabia que tinha, com água morna e sal grosso. Sentou no chão diante de mim e pediu que dobrasse um pouco a bainha da calça para colocar os pés na bacia. E enquanto conversávamos, ela ia banhando meus pés com as mãos, jogando a água devagar. Era gostosa a sensação e maravilhosa a cena. Pude perceber que minha priminha não era nem de longe a menininha chorona de outrora. Eventualmente quando ela abaixava um pouco mais e eu podia ver a curva dos seus seios pelo decote. Sem contar as coxas que estavam completamente à mostra com a saia quase levantada. Estava gostando, e muito, daquela visão e cuidado.

Em determinado momento, perguntei se ela realmente achava meu pé bonito. E foi então que a mocinha se revelou uma expert. Desfiou, pela primeira vez, sua teoria erótica sobre pessoas e pés. Como uma grande conhecedora do assunto, foi detalhando, parecia mestre em reflexologia e sexologia, tamanho desembaraço. E enquanto banhava meus pés, falava tudo com uma seriedade tal, que me senti o primo tarado, já que enquanto ela massageava meus pés naquela água morna eu sequer prestava atenção. Se a intenção dela era me deixar relaxado, que mudasse de assunto ou de técnica, pois eu só conseguia me concentrar nas mãos dela em meus pés e nos mamilos dela espetando a blusa.

E como se lesse meus pensamentos ela levantou, perguntou onde tinha toalha, acho que percebendo minha iminente ereção, mas voltou rápido. E antes de se colocar de joelhos diante de mim, deu uma descarada olhada entre as minhas pernas. O sorrisinho no canto dos lábios disse mais que as palavras não ditas. Acho que corei. Senti-me ridículo, de pau duro porque a priminha elogiou e acariciou meus pés enquanto fazia analogias sexuais.

- É bom, né?! – ela disse safadinha.

- O que? – perguntei me fazendo de bobo.

- Tesão, ué?! – ela respondeu.

Pronto, uma campainha tocava dentro de mim, nem sei se era sorte ou azar, parecia sonho aquilo. A prima sardenta que eu vi menina virou um mulherão, chegava ao meu apê pra passar a noite e ainda tinha fantasias pervertidas quanto aos meus pés. Parecia historinha, mas era real. É claro que eu não podia deixar passar a oportunidade e dei trela pra ver no que dava.

- Como assim, tesão… Você acariciava os meus pés. Onde já se viu tesão nos pés? – doido que a menina fosse adiante com o assunto.

- Desdenhando, né? Fica quietinho então priminho, e relaxa… Vamos ver se não te faço explodir de tesão literalmente “pegando no pé”.

Era sonho, pensei, só podia ser sonho. A campainha na cabeça devia ser do despertador, iria acordar a qualquer instante. E nisso ela continuou secando meu pé, olhando em meus olhos. Só aquela olhada já era muito sensual. Nem sei se o tesão vinha da massagem ou da ousadia dela. Tinha um que de desafio ali. Massageava minha sola com o polegar. Senti um arrepio gostoso quando ela tocou em um determinado ponto, o pau pulsou mais forte e respirei fundo.

Minha priminha parecia perceber cada sensação minha e antecipava a próxima. E quando eu pensei que o ponto máximo era a tal massagem safada, ela pega o pé com as mãos e chupa o dedão com uma vontade, como se chupasse o meu pau. Quase gozei com aquilo. Pensava que ia estourar enquanto ela chupava o dedão olhando diretamente em meus olhos. Completamente sem atitude devido ao inesperado da situação, apenas me deliciava, enquanto ela se divertia, massageava o tal ponto que me dava o arrepio. E então, não agüentando mais, abri a calça liberando o pau melado e duro. Ela continuava chupando o dedão e olhando pra mim, pro meu pau, que priminha essa minha… Estava complicado não gozar com aquilo, mas como a moça era uma caixinha de surpresas, reservou o melhor pra o fim.

Desvencilhou-se da calcinha, jogando-a em meu rosto, pude sentí-la úmida, quente. Baixou a blusa até a cintura e se deitou no chão, pousando os pés ao lado dos meus joelhos, com as pernas abertas, me proporcionando uma visão espetacular. Aquela xota peludinha, toda melada. Parecia um botãozinho rosa entre os pentelhos negros. Não é que a menina se excitava mesmo fazendo aquilo?

Com a mão esquerda ela tocava o seio e com a direita se tocava, tive vontade de pular em cima dela, mas ela quis que nos masturbássemos juntos. Parecia uma tortura aquilo. Em determinado momento, quando eu já estava quase gozando, segurou meu pé, guiando o dedão até sua fenda meladinha.

Foi então que ela se levantou um pouco, recostando-se na mão esquerda, deixando à mostra aqueles peitinhos empinados. Entendendo o mudo pedido, meti o dedão do pé na grutinha quente e molhada. Sentia os dedinhos ágeis dela esbarrando em meu dedão do pé enquanto ela se tocava e eu me masturbava. Não aguentei mais e gozei. Muito, dei um grito alto, forte. Lembro que afundei o dedão do meu pé naquela xota e ela soltou um gritinho, antes de soltar o corpo no chão e apertar meu pé entre as coxas. Também gozou.

Minha prima é uma pervertida e depois dessa, deliciosamente me perverteu.

No dia seguinte fez a tal prova e passou no vestibular. Faz dois anos mora aqui em casa, ela no quarto dela e eu no meu. Tenho uma namorada que não gosta nem um pouco da presença da prima em minha casa e ela mantém um namoro com um carinha da idade dela lá em Ribeirão Preto mesmo. No entanto, já naquele primeiro dia me confidenciou ter, desde menina, um tesão especial por mim. Isso explicava a má intenção. Até hoje não sei se não deu certo, ou deu certo até demais, sei lá… Pra família, somos como irmãos, eu cuido dela e ela me cuida. Entre nós, bem… Não é exatamente assim. Vide o relato acima, que foi só o começo de tudo. E quem acha que as perversões da moça param no tesão por pés, isso é porque não conhecem minha prima, mas… Felizmente eu a conheço!

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Fetiche por bonecas

Outro dia lendo o site Pinky, The Kinky cheguei ao site Fetish Dollies e lembrei de um fato. Brinquei de boneca até quase quinze anos, à medida que minhas amigas iam desinteressando delas e interessando pelos rapazes, eu ia trocando de amigas. Deixava as metidinhas a mocinha, pelas criançonas. Até que um dia eu estava grande demais e nem minha priminha, muitos anos mais nova, brincava mais de bonecas. Resultado? Deixei de ter companheiras em minhas brincadeiras, mas nunca larguei as bonecas.

No segundo grau e faculdade, sempre que podia fazia nos trabalhos alguma maquete ou instalação onde pudesse usar além do meu potencial criativo e estético, as bonecas. Até trabalho de História eu pegava as minhas Barbies e vestia as mocinhas à caráter. Retardamento ou fetiche, eu não sei. A questão é que até hoje tenho um monte de bonecas guardadas e eventualmente vou lá, cuido e esqueço por um tempo, até a próxima vez.

Mania incomum ou não, acho que de certa forma transferi esse meu prazer em brincar com as bonecas para o fetiche que tenho em fazer o papel de SO com os Cross Dresser que conheci por aí. Acho que gosto de brincar de bonecas com eles/elas, tal qual brincava quando criança. Nesta reportagem aqui, eu vejo que não sou a única que tenho prazer desta maneira tão diferente.

Recentemente fiquei sabendo que existem homens que tem o fetiche de mulheres-bonecas. Já pensou?! Uma amiga até me deu a dica do clip da Shakira . E fui fazer uma busca na net pra ver o que achava. A expressão Fetish Doll, pelo que percebi é usada para designar mulheres submissas num contexto BDSM, algo como uma mulher objeto. Tem até filme sobre o tema.

Mas o fetiche vai além dessa expressão. Dos que curtem bonecas infláveis ou de latex (no Japão já tem motéis que alugam estas bonecas a $100 dólares a hora) até os que curtem se vestir ou ver mulheres vestidas como tal. É… Não falta é coisa estranha nA Vida Secreta de muita gente.

Fica abaixo algumas fotos do site indicado pelo Pinky, The Kinky. Algo mais próximo do MEU fetiche por bonecas. Eu amei e já salvei quase todas as imagens. Por que será, hein?!

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Nurse Fetish – ou Tesão por enfermeiras

Alzira, personagem de Flávia Alessandra em ‘Duas caras’, leva uma vida dupla: finge que é enfermeira para o marido, mas trabalha como dançarina em uma casa de massagem. A DJ francesa Miss Kittin ficou famosa discotecando em boates de Berlim vestida como uma enfermeira sadomasoquista. Elle Driver, papel de Daryl Hanna em “Kill Bill”, era uma enfermeira assassina. A mais nova funcionária da enfermagem ficcional é Raquel, vilã sensual que acaba de entrar na novela “Desejo proibido”, interpretada pela estonteante Letícia Birkheuer. Para fúria das enfermeiras da vida real. Fonte: G1

Ah… Até entendo as mocinhas com raiva em saber que a profissão na ficção tem um enfoque nem sempre profissional, mas… Negar que a figura da enfermeira, aquela mocinha de branco, feito um anjinho, que cuida, mas ao mesmo tempo é a que aplica injeção entre outras coisas detestáveis, deve mexer mesmo um bocado com a imaginação dos rapazes.

Tenho uma prima que é auxiliar de enfermagem. E ela comentou que o assédio é realmente muito grande, acho que mexe mesmo com a libido dos homens. Já contou cada história. Como a do velho que colocou prótese no pau e ficava a todo instante levantando o lençol cada vez que uma enfermeira se aproximava. Ou como elas se vingam com a sonda em pacientes mais ousados. Até mesmo as rapidinhas em escadas e leitos vazios com os colegas de trabalho (pronto, foi por terra a imagem séria da profissão… risos).

A questão é que muita gente tem esta fantasia sim, e eu mesma já me vesti de branco e brinquei de enfermeira ou médica, porque não?! Entre quatro paredes é território livre, um grande palco, onde podemos ser, quem quisermos ser. Tudo em nome do prazer.

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“Walk All Over Me”

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O tema do filme “Walk All Over Me” do diretor canadense Robert Cuffley é meio batido, menina ingênua (Leele Sobieski, de “Eyes Wide Shut“) que sai de sua cidadezinha para ganhar o mundo numa cidade grande. O diferencial é que nesta egotrip, a moça conhece uma Dominatrix (Tricia Helfer, a linda Number 6 de “Battlestar Gallactica“) e tem contato real com um mundo novo, se encantando com a brincadeira do “eu mando e você obedece”. O que vem depois… Bem, só vendo o filme, mas pela foto de divulgação já dá pra ver que terá muito látex e Femdom, né?!

PS – A dica foi do Lust Love Latex.

Postagem original no A Vida Secreta.

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Mania de ficar pelado

(…) espero que vc possa me ajudar, não tem haver com sexo, pelo menos no meu ponto de vista.

Tenho… (hj bem menos, me controlo mais) mania de ficar pelado na frente de algumas pessoas, de preferência mulheres, (nenhuma sabendo da outra) faço isso quando saio do banho, dou uma de migué,

Já fiquei pelado na frente das duas cunhadas minhas (irmãs de minha mulher) uma prima dela…todas eu adoro muito, mas não tenho tesão por elas, adoro elas como irmãs (eu não tenho irmã) e tb…não vá dar risada…. a considero muito mesmo, como mãe…..ela já me viu pelado mais de uma vez… minha sogra, não sinto vergonha, eu me sinto até bem, como se tivesse algo a mais…sei lá. O dito cujo sempre em descanso. (…) me bate uma vontade de ficar pelado na frente de minha sogra, queria que ela ficasse me vendo na boa…sei lá, antes até sonhava, era perturbador.

Te pergunto, porque isso??? Quero me curar disso, ME AJUDA…

E lendo este primeiro mail (vieram alguns mais depois), só conseguia ver a última frase piscando diante dos meus olhos, feito um letreiro em neon: “Me ajuda!” Lembrei que recentemente o Dr. Love do PdH, em um dos seus momentos mais suaves (ele anda muito ácido ultimamente), comentou com bastante propriedade, com aquela objetividade e humor que lhe é peculiar, uma pergunta bem parecida. Ele disse em poucas palavras o que eu disse em muitas, mas no fundo é isso aí.

“Quando se deseja tratamento, o caminho está na sala de um psicanalista e não em praça pública.”

Dr. Love – PdH

Acredito que se o fulano tem prazer em ficar nu diante dos outros, masturba-se sonhando com o dedão do pé direito da empregada, se só tem ereção cheirando os fundilhos da calcinha da esposa… Sinceramente?! Isso é de cada um. Independente da forma, o que importa é o prazer, mas… Entendam que eu disse prazer, e não sofrimento. Alguém que pede ajuda é porque de alguma maneira sofre. E se sofre, tem que pedir ajuda sim, no entanto, a Bzinha aqui pode até ser muito compreensiva e já ter visto de tudo um pouco, mas não é psicanalista. Muito pelo contrário, já precisei, procurei e procurarei quantas vezes forem necessárias caso eu encane com isto ou aquilo. Já namorei um exibicionista, sou eventualmente exibicionista, lido freqüentemente com pessoas que tem este fetiche a questão é:

“Até que ponto temos o direito de nos exibir sem constranger o outro?”

O F. , um ex-amor, é muito exibicionista, no orkut ele faz parte de uma comunidade sobre “naturismo indoor“ ou seja, que curte ficar peladão em casa e quem quiser olhar pelas frestas da janela que olhe, ele está na casa dele. Também ama se expor em casas de swing (não foi comigo, porque ainda sou virgem neste tema), festas fetichistas… Estas coisas. No entanto, todo este exibicionismo dele é bem dosado e direcionado para lugares e pessoas específicas. Acredito que ele se sentiria extremamente bem em uma praia naturista, por exemplo.

Já comentei também aqui de um exibicionista virtual, que adorava não apenas mostrar-se, como obedecer tarefas. Neste caso rolava a fantasia da humilhação e submissão também. Outro caso de exibicionismo digital foi há muitos anos, nos tempos que eu ainda usava o messenger do yahoo. Lá, não sei se vocês lembram, enquanto estávamos na sala de bate-papo, eventualmente aparecia uma janelinha dizendo “fulano deseja compartilhar a web cam com você” e volta e meia ao abrir antes de aparecer um rosto, aparecia um pau bem duro… risos. O caso mais bizarro foi quando abri uma dessas janelinhas e vi um casal trepando. Detalhe, só via a bunda subindo e descendo, com as perninhas entrelaçadas nas costas do homem. Foi impossível não gargalhar. Se era pra ser excitante, só deve ter sido pra ele, pra mim, foi apenas hilariante. Aliás, este é o grande ponto da exibição. O exibicionista se excita com a surpresa e (talvez) com o constrangimento do outro. Curiosamente, dificilmente um exibicionista está preocupado com o prazer voyeurista do expectador. Ou seja, se o outro gostar, bem, senão… Ele se mostra assim mesmo.

Como uma exibicionista virtual, nunca fui chegada a ficar me mostrando na webcam, ainda que eventualmente isso já tenha acontecido. Meu barato maior é mostrar pedacinhos de mim através de fotografias. No fundo gosto de atiçar a libido alheia dispondo as peças de um quebra-cabeças. A imaginação de cada um, monta a B. que bem desejar.

Sei que o caso do meu leitor é um pouco mais sério, como eu disse, ao contrário de mim, ele sofre. Não chega a ser um prazer, mas uma compulsão. Tanto, que se pudesse, não faria. Fica então a única dica possível. Como já disse o Dr. Love, se busca uma cura, primeiro tem que buscar tratamento. E o profissional mais indicado é sem dúvida o psicanalista, e não esta mocinha que aqui escreve.

Postagem original no A Vida Secreta.

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Intimately Beckham

Astro promove o “Intimately Beckham” em Sydney, na Austrália.

Ok, ok… Não tem nada de erótico (ou tem?) em falar do perfume de um homem gostoso, mas… É que desde que eu soube que o Beckhan usa as calcinhas da esposa para dar sorte em dias de jogos, ai, ai… Suspirei profundamente aqui. Essa metrossexualidade dele mexe com as minhas fantasias.

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O Direito à Vida Secreta

O presidente da Bolívia, Evo Morales, demitiu seu ministro de Águas, Abel Mamani, envolvido em um escândalo sexual, informou nesta terça-feira o porta-voz do governo Alex Contreras.

(…)

Uma rede de televisão boliviana exibiu fotos de Mamani seminu, aparentemente bêbado e ao lado de uma suposta prostituta com os seios expostos.

Fonte: Terra Notícias

Ainda ontem eu comentava com um amigo sobre termos o direito à nossa vida secreta. Como se cada um tivesse uma biografia não autorizada e tivesse o direito à privacidade da mesma. Ele, sem querer, fazendo uma pesquisa no google descobriu pelo histórico de buscas, que o amigo tem gostos sexuais pra lá de estranhos. Afinal, fetiche do outro é coisa estranha, já dizia o Henfil.

Um outro caso recente que aconteceu comigo, foi descobrir que um amigo fetichista é amigo de longa data de um outro fetichista que lida comigo. Fetiches completamente diferentes, em comum apenas a amizade desta mocinha que escreve. Ou seja, vivemos todos em uma minúscula aldeia global. Felizmente eu sou uma pessoa discreta. No que depender de mim, ninguém jamais saberá de nada.

Há uns dias o Straits fez um post sobre fotos íntimas e internet. E como ele bancou o herói salvando uma linda mocinha de ter suas fotos espalhadas na net. Até brinquei nos comentários, dizendo que sendo assim estou ferrada, pois toda a tag “exibicionismo” do meu blog sou eu. Mas como xota, peito e bunda não tem RG… Fico apenas na esperança que os poucos com quem eu partilhei mais que estas partes específicas sejam discretos. Um risco que o exibicionista corre. Felizmente, como disse no comentário, o fotógrafo é meu irmão, e assistente de produção, minha mãe. Ou seja, neste caso, a família jamais será a última a saber.

O que eu penso, e defendo a idéia, é que TODOS, sem excessão, têm direito a manter a sua vida secreta em sigilo. Não é à toa que, como dizia a minha psicoterapeuta, chamamos nossa vida sexual de “intimidade”. Temos o direito de mantê-la íntima. Sejam fetiches, casos extra-conjugais, vexames… Mesmo o exibicionismo digital, prática bem arriscada já que tudo que é partilhado deixa de ser segredo, deveria ser respeitado. Só que a vida não é assim, portanto, cuidado e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

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Vandersexxx – Eurotrip

Já tem um tempo eu vi este vídeo no Youtube, só não sabia que era um trecho de Eurotrip. Filminho bobo que passou na Tela Quente da Globo e eu, mais boba ainda, me acabei de rir com a cena. Eis um bom motivo para pensar bem na escolha da safeword… risos.

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Encantada – Novo Filme da Disney

Dizem que Encantada ironiza os contos de fada, Shrek também fez isso, mas… Eu gosto tanto de comédia romântica, com tema de contos de fadas então… (suspiros). A descrição do pior momento do Filme já me atiçou pra assistir. Porque será?! (risos…)

O desfecho decepciona, assim como a rainha Narissa, de Susan Sarandon, que surge como se estivesse vestida para um baile fetichista. A rainha chega veneravelmente atrasada a uma festa que se estende um bocado

Os críticos que me perdoem, mas Rainha Malvada com pose fetichista… Ah, eu quero ver sim!

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Flávia Alessandra e a Pole Dance

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Sobre Lady Chatterley e Janelas Abertas

Aos 14 anos, ao contrário das amigas, todas muito lindas e populares, eu era uma garotinha magrela e sem graça, com enormes olhos castanhos, uma timidez absurda e uma mania estranha para as meninas da mesma idade… Ler.

Eu lia muito, mas lia o que tinha por perto, o que tinha na estante, porque a vida era tão braba (leia-se sem dinheiro) que eu não ousava pedir à minha mãe um livro “da moda”. Felizmente, a única herança que meu pai me deixou foi uma estante enorme, repleta de livros. Um livro me chamou a atenção, acho que foi o título, sei lá. O Amante de Lady Chatterley. Começava ali minha paixão pelo erotismo?!

Hoje, quando li uma nota no (o) Omelete sobre o livro, que virou série, que virou filme, lembrei do impacto do livro em mim. Creio que o mundo sabe da história de Constance, mulher jovem e belíssima, casada com o aristocrata inglês, Lord Chatterley, que se apaixona pelo guarda-caças da propriedade, Mellors. No entanto, apesar da palavra “amante” ter me chamado a atenção, havia algo mais no enredo que me incomodava e na época eu não tinha discernimento para saber o que.

É claro que o livro foi uma pornografia para a época, mas a pornografia maior, não era o fato de uma aristocrata ter um caso com alguém de uma classe social inferior. Putz! Isso sempre foi normalíssimo em qualquer high society que se preze. Incomum, foi o tal D. H. Lawrence, certamente um pseudônimo tão B. quanto eu, colocar no papel tão detalhado e explicitamente, as venturas e desventuras da dama na sociedade em questão, que tudo o que mais sonhava era apenas ser a puta na cama.

Lembrei então de uma conversa com um amigo, dias atrás, quando conversávamos sob o que há nas entrelinhas de alguns dos meus textos. Usamos como referencia o Janelas Abertas, um texto que fala de exibicionismo e voyeurismo, mas que no fundo é muito mais significativo e complexo.

Termino o texto com um trecho da matéria do (o) Omelete, onde o Marcelo Hessel sintetiza muito bem a essência do (nesta crítica) filme e, porque não, deste blog e da exposição da vida secreta desta B. que vos escreve.

“Porque Lady Chatterley é nada mais do que o processo de desnudamento da personagem, literal e figurativamente.”

Me and My Secret Life é a minha janela aberta, por que não?

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Fantasia a três

“Juntos, exploramos o corpo dela, centímetro a centímetro à língua. Entre beijos, chupadas e lambidas, cada arrepio dela provoca um arrepio nosso. É extremamente sexy, compartilharmos seus seios, brincarmos simultaneamente com os seus mamilos. E quando muito excitados ele lhe oferece o pau à boca, eu instintivamente desço e percebendo a excitação dele, olho pra ela sedenta a, literalmente, mamá-lo. É a minha vez, é a minha deixa, ponho-me a mamá-la também. Sentindo-a em minha boca. Ficando assim por um bom tempo, instigada pela visão, encantada com a ação. Peço então que troque, é a vez dela com a boca entre minhas pernas. É minha vez de brincar com ele em minha boca e no auge da excitação, no quase gozo eu peço que ele a coma. Ali, deitada de pernas abertas com ela entre elas, vejo-o excitado, encaixando-se lentamente a ela, iniciando um vai e vem, a princípio lento, e ficando cada vez mais forte e profundo. Gozo olhando-o nos olhos, sentindo-a estremecer a cada estocada. Ficando em uma loucura tal que imploro a penetração. Peço carinhosamente sorrindo, olhando-a nos olhos e ela vem, roçando de leve os seios em meu corpo, me cobrindo tímida, aconchegando-se lentamente a mim. Enquanto ele excitado, observa tudo com fome e sede, vontade. Arreganhando-a mais uma vez se apropria dela. Como se cobrisse as duas. Gozamos em trio, plugados, conectados… Eu, a TVT e ele!”

Pronto! Quem nunca fantasiou algo absurdo que atire a primeira pedra. Sei que até determinado momento, teve quem achasse que esta fantasia a três era com uma mulher, mas não. Minha fantasia com TVTs (travesti, boneca, transex, como queiram chamar) é algo realmente insólito, que eu talvez nunca realize, mas que já faz parte do meu imaginário há anos. Há quem ache travestis, estranhos. Eu os acho sexies. Mulheres, que tem pau. No entanto, eu sei que esta fantasia citada acima é bastante incomum, até para uma TVT, afinal, elas não curtem mulheres. Sinceramente tenho minhas dúvidas se terei oportunidade ou coragem, o que não me impede de fantasiar.

Entendo perfeitamente um homem que tem tesão em TVTs, que fantasia comer, ser chupado, chupar e até dar, por que não?! A figura do TVT é feminina apesar de a anatomia guardar uma principal característica masculina, o falo. Dar para um travesti é como dar para uma mulher. Strap on. A diferença é que deve ser melhor, afinal esta mulher tem sensações além da simples fantasia, reais, em dar ou comê-lo. Não acho absurdo. Entendo o desejo e a excitação. Nem penso em rotular como isto ou aquilo. Desejo é desejo.

Recentemente o ator Gabriel Braga Nunes se meteu em uma confusão com uma. Fico triste que volta e meia alguma TVT esteja envolvida em confusão. Creio que este é o maior medo entre a realidade e a fantasia. A sociedade as encurrala em um gueto. E o que faz um animal acuado?! Ataca, para não ser atacado.

Nunca pensei que tivesse coragem de abrir esta fantasia aqui. Como eu disse antes, não sei se teria coragem de realizar. Não é novidade que eu tenho desejos bem incomuns. Já me apaixonei por um cross desser que é também bissexual. Não duvido que um dia realizasse algo parecido com ele, no entanto, como para a sociedade ele é um homem, eu ficaria sempre na frustração de não sentir seios roçando meu corpo.

Quando exponho os meus desejos e relatos mais incomuns, não tento com isso convencer ninguém a fazê-los. Nunca tentei incentivar ninguém a empunhar um chicote, a amarrar as bolas alheias, a ménages-a-trois, trepar em locais abertos. Penso sim em mostrar que fantasiar é natural e eventualmente, realizar é possível, basta encontrar a pessoa certa que compartilhe também da mesma fantasia. Se não, fazer o que?! Ninguém morre por uma fantasia não realizada. Até porque, não é porque uma fantasia não se realizou, que não foi combustível para uma boa transa, não é mesmo. Que o diga a minha imaginação, que mesmo quietinha, muitas vezes corre solta.

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Tickling – ou Tesão Por Cócegas

Ok, definitivamente eu não sou nada normalzinha. Já desisti de ser. No entanto, estranha ou não, pode-se dizer tudo de mim, menos que eu não vivo, que não experimento. Lembrei de um amigo e do seu tesão por cócegas, cócegas que eu não sinto, aliás, mas que já até participei de uma sessão com ele, observando-o fazer as cosquinhas em uma amiga em comum. No entanto, delícia, mas delicioso mesmo foi a experiência de senti-las. E esta sim eu quero relatar.

O L. é um lindo e amigo de muito tempo. Nossa maior afinidade, além da grande amizade, é a podolatria (paixão por pés), e eu particularmente o agrado, já que meus pés são grandes, magros e de dedos longos. Infelizmente, pra ele, não tenho pés tão sensíveis a ponto de morrer de cócegas. No entanto, como no inverno adoro botas e scarpins (no verão minha paixão é por tamanquinhos), em nosso mais recente encontro, os pés estavam especialmente sensíveis, solas mais finas e delicadinhas. O que me proporcionou uma experiência deliciosa e interessante.

Após o banho, eu ainda com os pés úmidos quis secá-los, quando ele pediu: “Relaxa B., deita de bruços e relaxa, deixa que eu faço isso!” . E assim eu fiz. Deitei-me do lado oposto da cama com os pés no colo dele, abracei o travesseiro fechei os olhos e passei a apenas sentir. Curioso, como que nos entregamos às outras sensações quando desconectamos de algum dos sentidos. No meu caso a visão. Ali, de olhos fechados, de costas e de bruços, era o tato o meu único condutor de prazer. O tato através das solas dos meus pés.

Senti-o secá-los, para logo depois colocar algum creme que a princípio era frio, mas depois com a massagem dele aqueceu e, pra finalizar, senti algo bem geladinho, como um gel. Não sei se por isso, ou pelo fato de eu ter ido à pedicure no dia anterior e estar com as solas bem lisinhas, a sensibilidade ficou à flor da pele. De repente senti algo pontiagudo, mas não o suficiente para me machucar, passeando pelas minhas solas, senti uma coisa estranha. É desesperador sentir, sem saber o que é, no entanto, a amizade e a confiança nele, me faziam transformar aquela sensação angustiante diante do desconhecido em prazer. Ele ia lentamente passando e no lugar que sentia alguma reação minha (um puxãozinho de pé, um leve arrepio) se detinha um pouco mais. E eu, que nunca senti cócegas, comecei a me entregar àquela angustiante e, ao mesmo tempo, gostosa sensação.

Descobri por exemplo, que a parte externa do meu pé é sensível, inclusive no calcanhar pouco acima da sola. Tive certeza que a zona mais erógena do meu pé é, sem dúvida, a base dos dedos e a almofadinha logo abaixo deles. Cada objeto que ele experimentava (inclusive as próprias unhas naquele movimento típico de fazer cócegas) ia me causando arrepios e excitação. E foi quando com os pés extremamente sensíveis pelas estranhas carícias senti a barba dele roçar, que percebi que estava sim, com um grande tesão. Não havia mais nenhum desespero, era só tesão. Não havia outra palavra. Com o outro pé em seu colo, pude perceber que a excitação não era só minha e aquilo sim, era ainda mais excitante.

É interessante como o corpo da gente procura o prazer, instintivamente, nem precisam muitas palavras, as reações são lidas e levam a outras ações. Sua boca então passou a explorar minhas solas enquanto seus dedos exploravam outra parte bastante melada e excitada também. Sentia eventualmente a barba roçar nas solas, que provocava cada vez mais contrações musculares e sensações, que ele percebia, continuava, e se excitava cada vez mais tanto quanto eu.

Mais detalhes são nossos, estou meio egoísta e econômica hoje, mas o que acho importante dizer é que a podolatria e suas diferentes formas de dar prazer sempre me surpreendem e excitam. Nunca havia sentido tanto prazer com o tickling. O fato de não sentir cócegas, talvez tenha me dado a oportunidade de perceber as sensações sem desespero, só prazer. Não consigo ver a podolatria como algo estranho, humilhante, feio ou sujo. E é muito curioso dizer que quando o assunto é podo, este prazer é tão sexual quanto uma boa trepada, sem necessariamente terminar em penetração, mas inevitavelmente levar ao gozo. Já que a minha sensibilidade e excitação através dos pés é absurda, mas evidente. Não tento entender, apenas sinto. Fica a dica.

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Plugado

Foram os meus dedos que primeiro brincaram lá. As luvas calçadas e muito gel. A intenção era o prazer e não desconforto. A brincadeira anterior havia deixado-o a postos, e ainda vestido do preservativo, quando meu dedo encontrou a próstata em massagem gostosa e constante, o líquido escorreu um pouco, empapando a ponta dele. No entanto, estávamos só começando. Foi com o plug de borracha que me pus a brincar mais forte na área que ele odeia amar tal carícia. Ali, vendo-o de quatro pra mim, abusei do gel no plug e com rápidos movimentos curtos, fui invadindo-o centímetro a centímetro. Massageando diretamente a região anteriormente tocada por meus dedos. E à medida que oferecia menos resistência, enfiava um pouco mais, e mais, e mais, até ter o plug completamente dentro, enfim.

E uma vez preenchido, acomodei-o com a barriga pra cima, pernas juntas e mãos pra cima. O cenho franzido revelava um misto de dor e prazer. Prazer que o punha em riste. Ali, lentamente sentei, ouvindo o seu gemido enquanto me preenchia. Sentei muito devagar, queria senti-lo entrando, sendo dessa vez eu a preenchida por ele. E a cada gemido mais forte eu parava, descendo um pouquinho mais só quando ele relaxava. E uma vez todo dentro, preenchido e preenchendo, simplesmente parei. Nada de movimentos bruscos, rápidos. Era a contração voluntária dela que o massageava, estrangulando-o dentro de mim. Fechava os olhos e contraía, ele gemia, eu relaxava, mas depois repetia. Não lembro quanto tempo ficamos assim. Como um. Num rebolado suave, numa interna massagem constante.

Era visível o seu prazer. Enquanto o meu… Nem se fala. Só eu sabia o que sentia. Sentei na cama e o pus sem preservativo de joelhos diante de mim. Eu queria ver. Vê-lo tocar-se à minha frente, sofregamente, desesperadamente até, enfim, banhar meus pés. Era meu único desejo, a única condição. E ele então trêmulo o fez. Uma expressão de quase dor. Não é o orgasmo, uma pequena morte? O vi morrer diante de mim, morrer para renascer, esvair seu líquido quente aos meus pés. Vi o momento, mas imediatamente após fechei os olhos, só sentindo. Passando um pé no outro melado. Um prazer em líquido e consistência. Meu. Pra mim. Só então o liberei do plug, só então nos beijamos. Só então deixamos a respiração voltar ao normal, com calma, juntos. Definitivamente, o nosso melhor momento até então.

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Corset, cinta-liga e 7/8

Ok, eu sei que já disse aqui que a roupa mais sexy para o amor é aquela com que nos sentimos à vontade. Até mesmo uma confortável calcinha de algodão. E é verdade!!! No entanto, acredito que a maior fantasia fetichista feminina é vestir um maravilhoso corset com ligas e meias 7/8, subir num salto doze e atiçar o outro até o ponto em que tudo o que ele vai realmente desejar é te ver sem a peça. Contraditório?! Não… Excitante. E nem precisa brincar de Dominação não… Basta ficar diferente, sexy e sedutora para o objeto do seu desejo.

A. já me viu de todo jeito, mas a preferência, segundo ele, é completamente sem roupa. Safado! Particularmente, eu o acho meio louco, mas no fundo, bem no fundo, adoro quando diz isso. Fica aqui uma dica rapazes, eis uma mentira que toda mulher ama ouvir: “Você está linda!” Comparem-na (a mentira) a algo como: “Oh, o seu pau é perfeito pra mim!” Sexos diferentes, necessidade de auto-afirmação igual.

E voltando à nudez… Naquele dia cheguei mais cedo ao hotel. Trazendo a tiracolo um kit sedução. Já comprei aquele corset super mal intencionada, havia me vestido e despido inúmeras vezes pra ele só no pensamento. Acho que o grande barato da fantasia sexual, é que mesmo na hora H tudo acontecendo diferente (e sempre acontece), mentalmente já vivemos tanto aquela cena, que o tesão já foi vivido e revivido.

Enchi a banheira, coloquei em uma rádio gostosa, levantei o cabelo e me rendi a um banho de imersão morninho. A sensação da água envolvendo o corpo bem lentamente já é por si só uma sensação erótica. Liguei a hidromassagem e ali sozinha me masturbei. Entregando-me ao primeiro gozo. Já percebi que a espera é tão erótica quanto o encontro. E quando saí da banheira, me entreguei à preparação.

Em casa, já havia ajustado os cordões traseiros do corset, afinal eu não teria à disposição uma mucama a La Scarlet O’Hara, mas à frente ele era repleto de colchetes, vários, que demorei um tempo até atar um a um. Vesti a calcinha, depois as meias 7/8, para enfim atar as ligas e por último subir nos saltos. Tem pouco tempo eu desenvolvi um certo fetiche por scarpins, coisa que nunca tive, sempre fui apaixonada por tamanquinhos altíssimos, mas não sei porque, a paixão da vez são os pontudos scarpins. Retoquei a maquiagem, que sempre prefiro menos a mais, arrumei o cabelo no alto, preso apenas com um palito japonês e esperei.

Eu disse que esperar é bom?! Ah, nem sempre… Estava ansiosa, angustiada e excitada. Ali na cama, mais uma vez me masturbei. Doida para que ele chegasse. Estava realmente ansiosa, pois além do corset e toda a produção, eu havia atendido a um pedido dele em especial. Havia aparado os pelos da xota bem rentinhos, máquina 1, estavam quase uma penugem de tão macios.

Quando ele chegou e me viu… Suspirou! Aquele suspiro valia toda e qualquer espera. “Você está linda!” e é claro que eu fiz um charminho chamando-o de mentiroso, mas também é claro que por dentro eu amei. Muito lentamente eu o despi e o encaminhei pra cama. Cama esta, que feito menina levada, eu já estava de pé sobre ela. Aliás, este é meu maior problema, nunca saber qual a minha real reação. Na minha fantasia eu estava a femme-fatale, mas na hora H parecia mais uma Lolita brincando de mulher.

Joguei longe os saltos, mas continuei de pé sobre ele. Olhando nos olhos soltei os cabelos e lentamente fui traçando um caminho com o pé direito por todo o corpo dele. Desatei uma liga, depois outra e então tirei a calcinha. Outro suspiro, outro: “Linda!” Outro charminho… Ainda de pé eu passei os dedos por entre as minhas pernas melando-os. Dedos melados que foram prontamente sorvidos por ele, quando os ofereci àquela boca. Muito devagar fui desatando um a um os colchetes e quando liberei meus seios, desci-os bem próximos à sua boca. Mais uma vez de pé me preparei para as últimas peças, as meias. Que comecei enrolando apenas o começo e deixei para ele a tarefa de desnudar minhas pernas por completo. Tarefa que ele amou!

E como eu disse antes que a principal intenção de tanta preparação e roupas é única e tão somente provocar para ficar sem elas, completamente nua eu me entreguei. Entrega esta que ele, de bom grado, aceitou. Ai, ai… Tão gostoso quanto o ato é a espera, e ainda mais gostoso que os dois… É relembrar!

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Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

Um beijo carinhoso.

B.

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