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Exposição: Mulheres de Negro e Batom vermelho

A dica foi do Designe-se/dG. A exposição de Pamela Castro, também conhecida como Anarkia, Mulheres de Negro e Batom Vermelho, está começando no dia 29/11, no Hotel Paris, Praça Tiradentes RJ.

Com caráter feminista, a exposição consiste em uma instalação que tem como objetivo principal o estímulo à reflexão sobre a sexualidade da mulher e os tabus ainda existentes. A artista encontrou na Galeria Paris o ambiente perfeito para seus questionamentos, uma vez que se localiza dentro de um hotel de alta-rotatividade em funcionamento, em zona de prostituição no Centro do Rio de Janeiro.

Sua reflexão artística em “Mulheres de Negro e Batom Vermelho” é sobre o bloqueio feminino relacionado ao próprio sexo. As regras que as mulheres recebem da sociedade para uma conduta ideal, cheia de preconceitos, que em pleno século XXI ainda as restringem de agirem com a liberdade desejada. São muitas as barreiras por serem vencidas. Daí o contraponto em expor seu trabalho no Hotel Paris.

Na exposição, a arte de Anarkia desnuda reações como o pavor e a descriminação das mulheres comuns, que no fundo desejam superar bloqueios e despir-se da capa de freira deixando aflorar toda a sua sexualidade – o “Batom Vermelho” -, e por em prática seu direito à liberdade. Colocando-as no Hotel Paris, ao lado das mulheres que freqüentam o local, é como jogar no lixo todo o nosso preconceito e toda a parafernália de palavras que acompanham os pensamentos, assumindo todas simplesmente como Mulheres.

Abertura 29 de novembro,
5º feira – às 19hrs.
Avenida Passos – nº7c
2º andar – Praça Tiradentes
Centro – RJ

Arquivado como:agenda, extraordinário

5 Minutos a Mais?

Tem tempo que não respondo um Meme, animei! O Gustavo Gitti convidou, e por sua vez o Straits já tinha me convidado, que foi convidado pelo… Ah, deixa pra lá, vamos à resposta.

Cinco minutos a mais por hora seria bom, mas… Se eu pudesse escolher as horas, não me adiantaria, por exemplo, acumulá-las no fim do dia. Queria na verdade um banco de minutos para utilizá-los em momentos específicos. Precisou, usou!

(Abro um parêntese para o meu lado A. Não sofro com essa coisa do tempo, trabalho hoje, fixo, dentro da empresa, só uma vez por semana. O resto são freelas que eu não corro atrás, mas que sempre caem em meu colo, ou o tempo que me dedico a outras coisas que gosto. Como este e meus outros blogs, por exemplo. Desde que há três anos decidi viver em Never Land e ter como vizinho o Peter Pan, tenho menos dinheiro no bolso, mas sou muito mais feliz. Disse isso, só pra explicar que eu hoje, faço os meus cinco minutos a mais por hora.)

E voltando aos cinco minutos a mais por hora, eles seriam perfeitos para:

  • Aquele momentinho besta que fiquei olhando um pouquinho mais a vitrine do shopping e por cinco minutos meu irmão teve que pagar a mais pelo estacionamento (e eu fiquei ouvindo o dia inteiro por isso).
  • Retardar o pôr-do-sol na Pedra do Arpoador no RJ, por mais cinco minutos. Só quem já viu, sabe o que é este prazer, o quanto ele é relaxante e viciante também. Cinco minutos mais é pouco, mas já são cinco minutos mais de um espetáculo belíssimo.
  • Transformar aquele instante do orgasmo apenas num botão de start, que por mais cinco minutos me deixaria em êxtase, à beira de um desmaio de prazer. Com descargas leves e constantes de gozo, para depois relaxar numa sensação indescritivelmente maravilhosa.
  • No momento de despedida, quando dizer adeus é quase impossível, quando o tempo escasso e a necessidade de estar perto se contradizem e cinco minutos mais seriam um presente tão delicioso, quanto sonhar que aquele instante poderia ser pra sempre. Ai, ai… (suspirando aqui)
  • Arquivado como:Geral, extraordinário, meme

    Sex Games – ou Como jogar caça-níqueis num quarto de motel

    Eu devo ser ingênua demais, pois sempre me surpreendo com as artimanhas da contravenção para burlar a lei. Dessa vez, um motel em Barueri, São Paulo, abrigava uma sala de jogos clandestina, para entrar, os interessados tinhas que dizer uma senha por telefone…

    Hummmm… Se no filme Eyes Wide Shut, de Stanley Kubrick, a senha Fidélio era o passaporte para uma festa hedonista e sado-masoquista, fico pensando qual seria a senha para entrar no referido quarto de motel casino?

    Strip Poker?

    Eu mostro o meu e você mostra o seu?

    Ou para os velinhos viciados em bingo…

    Vamos brincar de “pra que lado vai cair”?

    É… Rindo muito aqui, melhor voltar a escrever meus textos. Afinal, meu único vício é comer banana. Motel pra mim, AINDA é pra jogar outras coisas, bem mais deliciosas.

    Arquivado como:bizarrices, extraordinário, notícias

    Aniversário da Rapadura

    Uma personagem tão irreverente fazendo aniversário, merece um selo B. de aprovação… (Rapadura, se eu pudesse, também escolheria todos os meus meninos à dedadas. Homens que assumem seus prazeres são sempre mais deliciosos… risos) Parabéns.

    rapaduradedo.jpg

    Arquivado como:charges, extraordinário

    Ainda sobre a entrevista “Mulheres por elas mesmas”

    Morena Jambo em November 25th, 2007

    Se uma centena de pessoas ler o que ” B.”, escreve, entenderá que ela é capaz de dizer a todos o que diria individualmente para cada um. Somente as pessoas especiais são capazes desse mistério. Conduz-nos naturalmente à reflexão – sem sacrifícios – já que as palavras fluem fáceis e faceiras.

    Sinto-me privilegiada por ter encontrado essa mulher. ” B.”, sente e nos faz sentir o que sente. Escreve o que gostaríamos de dizer e traduz os nossos sentimentos emprestando-nos sua alma para suspirarmos o amor que precisamos sentir.

    ” B.”, nos ajuda a reencontrar o nosso “eu” que imaginávamos perdidos ou que jazia adormecido na alma que esqueceu de viver. Obrigado por nos acordar do sono que nunca deveríamos ter dormido.

    Abraços

    Sei que publicar um comentário tão carinhoso, ainda mais tendo sido feito em outro blog, parece auto-promoção, mas é só agradecimento. A Morena Jambo, comentou lá na entrevista e eu fiquei tentada a agradecê-la aqui, na minha vida secreta (por que não dizer nossa?!).

    B. sou eu… Também! No entanto, acho que mais que isso, B. é uma personagem de todos nós, que admite seus desejos, perversões, fraquezas e fantasias. Se eu pudesse definir esta personagem que vos escreve, não poderia ser mais perfeita que você, Morena Jambo. Valeu!

    Arquivado como:extraordinário

    Enquanto Isso no Feriado de Ação de Graças…

    Os puritanos que me perdoem, mas rir é fundamental! Quem gosta de peru, frango e outras galináceas, vale dar um clic aqui, aqui e aqui. É só pra rir um pouquinho…

    Arquivado como:extraordinário

    Sobre Lady Chatterley e Janelas Abertas

    Aos 14 anos, ao contrário das amigas, todas muito lindas e populares, eu era uma garotinha magrela e sem graça, com enormes olhos castanhos, uma timidez absurda e uma mania estranha para as meninas da mesma idade… Ler.

    Eu lia muito, mas lia o que tinha por perto, o que tinha na estante, porque a vida era tão braba (leia-se sem dinheiro) que eu não ousava pedir à minha mãe um livro “da moda”. Felizmente, a única herança que meu pai me deixou foi uma estante enorme, repleta de livros. Um livro me chamou a atenção, acho que foi o título, sei lá. O Amante de Lady Chatterley. Começava ali minha paixão pelo erotismo?!

    Hoje, quando li uma nota no (o) Omelete sobre o livro, que virou série, que virou filme, lembrei do impacto do livro em mim. Creio que o mundo sabe da história de Constance, mulher jovem e belíssima, casada com o aristocrata inglês, Lord Chatterley, que se apaixona pelo guarda-caças da propriedade, Mellors. No entanto, apesar da palavra “amante” ter me chamado a atenção, havia algo mais no enredo que me incomodava e na época eu não tinha discernimento para saber o que.

    É claro que o livro foi uma pornografia para a época, mas a pornografia maior, não era o fato de uma aristocrata ter um caso com alguém de uma classe social inferior. Putz! Isso sempre foi normalíssimo em qualquer high society que se preze. Incomum, foi o tal D. H. Lawrence, certamente um pseudônimo tão B. quanto eu, colocar no papel tão detalhado e explicitamente, as venturas e desventuras da dama na sociedade em questão, que tudo o que mais sonhava era apenas ser a puta na cama.

    Lembrei então de uma conversa com um amigo, dias atrás, quando conversávamos sob o que há nas entrelinhas de alguns dos meus textos. Usamos como referencia o Janelas Abertas, um texto que fala de exibicionismo e voyeurismo, mas que no fundo é muito mais significativo e complexo.

    Termino o texto com um trecho da matéria do (o) Omelete, onde o Marcelo Hessel sintetiza muito bem a essência do (nesta crítica) filme e, porque não, deste blog e da exposição da vida secreta desta B. que vos escreve.

    “Porque Lady Chatterley é nada mais do que o processo de desnudamento da personagem, literal e figurativamente.”

    Me and My Secret Life é a minha janela aberta, por que não?

    Arquivado como:Geral, extraordinário, fetiche, livros

    Californication

    A dica foi do Gustavo Gitti, do Não2Não1, mas o prazer foi meu ao descobrir que mesmo uma excluída da TV à cabo podia assistir ao seriado baixando aqui. E pela experiencia que tenho com estes sites de séries por aqui… Aconselho que corram, e baixem logo os episódios disponíveis.

    PS – Em tempo… Vale dizer que o Gustavo Gitti foi uma das minhas deliciosas experiências recém vividas em terras paulistanas. E antes que pensem bobagens, a tal experiência foi um delicioso café que tomamos juntos na belíssima livraria Cultura da Av. Paulista. E neste café, tive o prazer de conhecer um senhor muito sábio de apenas vinte e cinco anos. Valeu pelas dicas, Gu!

    Arquivado como:extraordinário, séries de TV, vida

    Blogar é um vício!

    Sim, blogar é um vício, tão sério quanto fumar ou comer chocolates. Imaginem uma pessoa que tem oito blogs? É… Eu tenho oito blogs, dois deles secretos, fechados, quase que um bloco de notas. Cada um com sua função, cobrindo um assunto específico do meu interesse, e por aí vai, mas… Uma semana sem blogar é um suplício! No entanto, seguindo a máxima que quanto menos net, mais vida… Posso assegurar que esta semana longe do blog me rendeu muito assunto. Portanto, me aguardem!!! B. retornando com força total.

    Arquivado como:blogs, extraordinário, vida

    Hermafrodita Virtual

    Já ouvi alguns conhecidos homens contarem histórias de que já entraram em chats lésbicos passando-se por mulher. Ou o contrário, mulheres que entraram em chats como homem e conquistaram simplesmente todas as carentes de plantão. Enquanto ouvia estes causos eu pensava em como conseguiam. Já escrevi contos de ficção em primeira pessoa, sendo a protagonista homem. No entanto, como me passar por homem, como um homem se passa por uma mulher? Me and My Secret Life me fez ter contato com uma das histórias mais bizarras que já vivi. E não porque eu ache impossível ou incomum, acho até que existe muito mais gente do que imagino passando-se por outra, mas… Nunca pensei que eu fosse me envolver em algo assim.

    hermafrodita.jpg

    O tema, hermafrodita, que nada tem de escabroso, representa o filho de Hermes e Afrodite que, unido à ninfa Salmacis, forma um ser duplo com genital masculino, peito e formas femininas. O escultor encontra, aí, um tema característico do gosto helenístico: nudez lânguida, efeito de surpresa e teatralização, que se unem além dos séculos à arte barroca italiana do século XVII, ilustrada aqui por Le Bernin, que esculpiu o voluptuoso colchão sobre o qual foi colocada a estátua antiga. Na parte de baixo da imagem, vê-se o pênis de Hermafrodita, em contraste com as formas nitidamente femininas do corpo. Na Fig. 0806a, as nádegas da estátua são mostradas com mais detalhes.

    Referência: Musée du Louvre / URL: www.louvre.fr

    Fonte: http://greciantiga.org/img/esc/i806.asp

    Antes de tudo, preciso dizer que muitos meses depois do acontecido não tenho nenhuma mágoa do fato. Apenas tenho como referência e, talvez, lição. Por curiosidade, carência ou mesmo necessidade de uma paixão, conheci e me envolvi com uma mulher aqui na net. Daquelas situações bem impossíveis de realizar, países diferentes, mundos diferentes… Um belo dia nós trocamos uma mensagem, duas, três, e quando vi, trocávamos monólogos, quase três por dia, uma com a outra. Ela, muito mais experiente que eu, me encantava pela sensibilidade das suas palavras. Seus textos, talvez os mais belos e sensuais textos lésbicos que já li, me faziam entrar num transe. Os versos se repetiam incessantemente dentro da minha cabeça. Trocamos fotos, as letras ganharam corpo e rosto. Ela, sempre muito mais explícita que eu, me seduzia de maneira tão natural, suas palavras fluíam tão bem. De fato, só havia uma grande amizade nascendo, cheia de desejo, reconheço, mas sem que eu soubesse, já me via envolvida em uma paixão.

    Uma viagem repentina, um desaparecimento inesperado, um fã incondicional dela surgindo do nada… Um homem tão interessante quanto ela, um estilo diferente de literatura, encantador, másculo, mas que pra mim, pouco importava, não era ela. Tudo fluindo enquanto eu me envolvia da presença exatamente durante a sua ausência. Pensava com carinho, com paixão. Uma frase, uma imagem, tudo lembrava ela. Me vi poetando. Logo eu, quem diria… Poeta?! Ressuscitei um blog antigo, um blog lésbico, um blog de um tempo em que a coragem faltava para admitir meu desejo. Lá eu escrevia, escrevia, organizava meus pensamentos soltos. Até que um dia um e-mail dele, perguntando dela, com uma situação completamente insólita. Liguei meu pisca alerta. Com educação, mas talvez um pouco seca, respondi. Eu nada sabia. E nada sabia mesmo, daquele momento em diante, entrei numa paranóia. Porque aquele cara me procurou?

    Desde que inventaram a internet, não há mais privacidade. E através de buscas de IPs, informações pelos googles da vida, leituras e mais leituras dos textos dele e dela, constatei: os dois são um. Ela apareceu para encantar (e, com efeito, encantava) e desapareceu para ele brilhar (o blog dele apareceu pouco antes dela desaparecer). Minha descoberta, eu não sei se feliz ou infelizmente, foi o ocaso dos dois. Pra mim, jamais admitiram o hermafroditismo, se assumiram um casal que usavam a mesma máquina, que tinham estilos parecidos por um vício de casal. De mim, ele se despediu com um e-mail seco e ofendido, nunca foi a intenção dele jogar ou brincar com qualquer sentimento, tudo não passava de um estudo comportamental. Pode até ser, sei lá. Enquanto ela, bem que tentou retomar o contato, mas onde não há confiança, não há mais nada. Despediu-se partindo para uma viagem (fake?) com uma amiga, nunca mais voltou.

    De tudo eu guardo poucos lamentos e muitas constatações. Uma delas é que ela será sempre ela, mesmo que seja ele. Jamais saberei. Pouco tive contato com o homem, no entanto, me apaixonei pela mulher. Se ela/ele era realmente um homem, tudo indicava que sim, era o homem de alma mais feminina que conheci. O ser mais delicado e terno, quando mulher. Talvez o tipo de homem que eu me apaixonaria e que me levaria a orgasmos múltiplos, porque saberia ler minha alma, como nem eu sei. Como ela soube. O meu maior lamento foi tê-los levado ao fim. Independente do sexo, a obra dela, e dele, não era uma farsa. Me encantou. Encantava meio mundo. Continua encantando. Dia desses uma nova amiga citou a obra dela como referência, sorri, e por isso até resolvi desencavar a história.

    Curiosamente, apesar de todas as dúvidas, sinto que me apaixonei por uma mulher, mesmo que esta mulher estivesse dentro de um homem.

    PS – Achei importante dizer que relutei muito antes de postar este texto. Por vergonha de ter caído numa dessa, e também por precaução de não estar cometendo uma injustiça, mas resolvi postar apesar de tudo, porque certa ou errada, esta história me pertence. Aconteceu comigo. Esta é a minha versão.

    Arquivado como:Geral, bissexual, bissexualidade, extraordinário

    Hoje Vai Ter Uma Festa…

    … e vai ser lá no Entremeado. Feliz aniversário, meu amiguinho. Tudo de bom e… Cuidado com o que deseja, pode acontecer, hein?! (risos…) Te desejo vinte vezes tudo o que há de melhor. Beijos. B.

    UP DATE:

    E antes tarde do que nunca, beijos ao meu lobo-leitor Interessante H, que infelizmente não divulga blog, mas fica assim mesmo o meu carinho. Fiquei sabendo porque sou uma mexeriqueira e fui futricar lá no Entremeado e li nos comments. Muitos beijos e felicidades, querido lobo!

    Arquivado como:extraordinário

    B – Shirt

    “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e erroneo nesta terra?”

    Fernando Pessoa

    camisa-molhada.jpg

    Porque tem dias… Em que tudo o que eu realmente queria era simplesmente arrancar a camisa! Ser só eu, mesmo sem saber quem sou.

    PS – A moça da foto não sou eu. Costumo sinalizar minhas referências visuais com a tag “exibicionismo”. Beijos!

    Arquivado como:Mulheres, extraordinário, poesia

    Minhas Lindas

    Parabéns a quem teve a sacação para criar o Minhas Lindas um blog de mulheres, para mulheres, que gostam de mulheres, exclusivamente ou não. É meio blog, meio revista, meio site de relacionamento… Aconselho a leitura às curiosas, adeptas ou simpatizantes. Aconselho aos homens, que lá, só podem ser voyeurs! Eu gostei!

    Arquivado como:extraordinário

    Entrevista com B. no Não2 Não1

    O Gustavo Gitti do Não Dois, Não Um, um blog sobre relacionamentos lúcidos, está começando uma série de entrevistas intitulada “Mulheres por elas mesmas” eu sou a primeira. Quem quiser me conhecer um pouco mais, vale dar uma passadinha por lá.

    Arquivado como:extraordinário

    De Repente Uma Frase.

          capa-contos.jpg

    De repente, uma frase. É mais um meme, desta vez proposto pelo Becher, você abre o livro que estiver mais próximo, na página 61 e transcreve o 5º parágrafo. Pois bem, estou lendo um livro que meu irmão me deu, Contos de Adúlteros Desorientados, de Juan José Millás. Puxei o primeiro livro que estava perto, até pensei que fosse um dos meus dicionários, sou viciada neles, tenho sempre perto o de português, inglês, francês, italiano, alemão… No entanto, quem estava era este livro, que ainda não passei da página 28, por pura falta de tempo.

    Naquela noite, o homem não fumou. E no dia seguinte, também não. No terceiro dia, a síndrome de abstinência havia alcançado um grau de excitante aflição. A cada minuto de sua vida ele tinha consciência de não estar fumando, mas podia suportar isso. Imaginou que correr seria algo parecido. Só era necessário treinar o suficiente para instalar-se nesse grau de sofrimento prazeroso. Dali a poucos dias, comprou um short e saiu para correr, seguido de olhares irônicos da família. Só chegou até a esquina. Depois continuou andando. Mas não se rendeu: a cada dia, corria um pouco mais. Já se esquecera do tabaco e jantava só saladas, a fim de perder peso.

    Aqui em casa, mãe e irmão, sabem dessa minha coisa de sempre me relacionar com comprometido. Acabou sendo uma brincadeira dele comigo, mas o livro é legal, são contos só sobre adultérios, alguns divertidos, outros mais densos… Estou gostando.

    Arquivado como:Geral, extraordinário, livros

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    Atenção, importante!

    Me and My Secret Life acabou, mas meus textos continuam no A Vida Secreta , uma revista diária de informação e entretenimento sobre erotismo, sexo e sexualidade.

    Os comentários do Me and My Secret Life serão fechados, portanto, quem quiser papear de agora em diante é no A Vida Secreta.

    Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

    Um beijo carinhoso.

    B.

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