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Jelly Jam – Conto Erótico

Fetiche do outro é coisa estranha, já dizia o Henfil. Quem diria que eu, esta mocinha pervertida que sou, encontraria algo novo neste mundo fetichista. É curioso como às vezes um estranho desfia seus segredos como quem desenrola um novelo, como se estivesse diante de um grande amigo.

Aeroporto em fim de ano é um suplício, filas intermináveis, gente aglomerada, malas, malas e mais malas de todo o tipo, das que levam bagagens às que falam sem parar. Quando aquela mocinha parou ao meu lado e começou a puxar conversa, juro que pensei em enfiar a cara em meu livro na tentativa de não dar conversa. Tudo o que eu não precisava era de mais alguém a reclamar da demora dos vôos. No entanto, eu não sei bem se foi o tom de voz amistoso, ou mesmo a maneira como ela conduziu as primeiras frases, em pouco tempo estávamos num papo agradável.

Era uma menina de uns vinte e poucos anos, o cabelo bem preto, com a nuca batidinha e fios irregulares ao estilo Victória Beckhan. Vestia jeans e camiseta branca, nos pés um coturno de salto, segundo ela para amenizar o fato de ser tão baixinha. E eu, que também calçava botas de salto, disse que fazia o mesmo, pelo motivo contrário, apesar de alta, adorava parecer mais alta. Sentia-me extremamente sexy e poderosa, como se pudesse seduzir qualquer um. E foi a partir desse comentário que mudou o rumo da nossa conversa.

“Você acredita realmente que determinadas pessoas podem exercer um poder avassalador sobre outros?” – disse ela com uma seriedade absurda, parecendo se importar realmente com a resposta que viria a seguir. E eu, com a minha naturalidade de sempre, disse apenas “Por que não?!” E como disse antes, a partir dali a mocinha começou a contar com grande riqueza de detalhes uma história que poderia arrepiar os cabelos de alguns, excitar outros, mas certamente chocar quem quer que fosse até mesmo eu. Quem diria que aquela mocinha tão comum tinha uma vida secreta

Trabalhava a dois anos em uma multinacional do ramo alimentício, começou como trainee ainda no final do curso de nutrição e, felizmente, contava com entusiasmo, foi efetivada. Lá conheceu o namorado, um moreno de aparência sem graça segundo ela, dez anos mais velho e responsável pelo setor de engenharia de alimentos. Um jovem líder muito talentoso e poderoso para a sua pouca idade. Segundo ela, desde o primeiro olhar, desde as primeiras palavras trocadas, sabia que aquele homem iria exercer uma grande ascendência em sua vida. A princípio, acreditou ser profissional, mas à medida que se envolviam, viu que não seria apenas ali.

E até então, nada do que a mocinha dizia parecia ser tão extraordinário, afinal, parecia tratar-se de uma apaixonada falando do seu grande amor, nada mais. No entanto, ela foi além, contando como se estivesse em um confessionário, experiências vividas nesta relação, inclusive sexuais. Parecia necessitar de uma ouvinte e eu fui eleita. E o que, até então, vi apenas como uma grande paixonite foi se transformando a cada palavra na relação de Domínio e submissão mais louca que já ouvi.

Era curioso, pois ela em momento algum usava o termo sadomasoquismo, como se talvez desconhecesse que vivia uma relação masoquista com um sádico, para ela, tratava-se de uma relação de prazer para ambos. Ele propunha as loucuras e ela embarcava nas fantasias. Pelo que pude perceber, não havia nada de coleiras, correntes, algemas ou apetrechos pervertidos. Tinha prazer em dar prazer, em saciá-lo das mais diferentes formas, só isso. Os olhos dela brilhavam enquanto contava o que pra mim, pareciam humilhações, mas pra ela eram provas do amor dela por ele.

Contou com um sorriso nos lábios que, eventualmente, era submetida por ele a determinadas provas ou privações. E que aquilo era o máximo. Curiosa, perguntei que tipo de privações ou provas e a doidinha continuava com aqueles olhos brilhantes contando tudo tintim por tintim. As privações iam desde a exigência da castidade – passava dias e dias sem fodê-la ou permitia que se masturbasse, segundo ele, para potencializar ao máximo a hora H – até o que achei mais absurdo, mas ela descrevia como se tivesse sido o seu momento de maior entrega e transcendência. E começou a contar.

No último feriado, viajamos para um hotel-fazenda, passamos três dias juntos num cafundó que eu nem lembro o nome. Sei que o que vou te contar pode parecer loucura, mas você tem que entender que eu o amo, sabe, e que tudo o que vem dele é especial pra mim.Na sexta-feira quando chegamos ao hotel, como sempre o tesão era tanto que depois do banho nós literalmente nos comemos de tanta vontade. Logo depois caímos num soninho gostoso e quando acordamos, no meio da madrugada, a minha barriga roncava de fome. Fomos olhar o menu que tinha sobre uma mesa e nele a notícia que a cozinha fechava às 22h. No frigobar, apenas sucos, água, refrigerantes. Sobre ele, uma pequena cesta com aqueles pacotes individuais de biscoito cream-cracker, torradas e geléia. Ele comentou então, que de fome não morreríamos, mas dei um suspiro desconsolado, disse a ele que infelizmente, coisa doce não me mata a fome.

Foi então que percebi aquele olhar safado nele. Típico de quando vai me fazer uma proposta indecente. Sorri safadinha em retorno, mas confesso que não podia imaginar o que se passava naquela mente. Pediu que o chupasse e eu de bom grado obedeci, mas enquanto o chupava, ele comentava: “Você sabia que a porra de um homem saudável, e eu sou, além de rica em proteínas, açúcares e outros elementos nutritivos, é comparada por alguns à geléia real?” E ainda com o pau na boca, levantei os olhos um pouco surpresa, imaginando onde ele queria chegar. Já tinha engolido muitas vezes a sua porra e não era o melhor sabor que eu já havia provado. No entanto, o prazer dele em me ver engolindo era tanto, que nunca foi um grande problema, pelo contrário. Chupar aquele pau era sempre um grande prazer, e comecei a fazê-lo ainda com mais vontade enquanto ele continuava a falar cada vez mais ofegante e excitado. “Dizem ainda, que uma esporrada contém apenas 35 calorias, ou seja, ainda é light, já pensou?!” E cada vez mais excitada eu continuava naquele vai e vem, chupando, provando, punhetando, até que ele pediu que eu parasse. Sem entender, obedeci. E foi então que o vi pegar um copo sobre o frigobar e esporrar dentro dele. Só em ver aquela carinha de sofrimento e prazer ao vê-lo gozar, senti melar de tesão.

Ele então recostou na cama, ainda ofegando, levantou o copo, olhou a quantidade e comentou que devia estar meio fraquinho, pois a quantidade da porra era mínima. Lembrei-o que já havia gozado em abundancia no começo da noite e ele concordou. E eu enfim perguntei o que àquela altura já imaginava ter a resposta. “Por que você esporrou no copo, amor?” e ele calmamente respondeu “Pra te alimentar! Eu fico farto com qualquer coisa, um suco me alimenta, uma torrada com geléia, mas você… Você disse que só coisa salgada te alimenta. Sei que a porra não é totalmente salgada, mas… É quase comparada a uma geléia real, esqueceu?” E ouvindo isso tive um misto de nojo e vontade.“Você bebeu a porra do cara, sem estar chupando? Eeeeeeeeca, guria…” Exclamei visivelmente enojada, e até me arrependi da espontaneidade, afinal ela podia se constranger e não contar o final da história, mas a menina parecia ter certo prazer em expor suas humilhações e continuou.

Não bebi, eu comi como geléia, na torrada… Sentada na cama diante dele, coloquei a cestinha de torradas entre nós e com uma calma que eu não imaginava ter, olhando-o nos olhos, muda, abri o pacotinho. Via nos olhos dele um orgulho, um prazer, uma admiração, que nunca antes havia experimentado. Passei primeiro a geléia em uma torrada e levei à sua boca. Ele comeu lentamente. Havia naquele nosso ato um erotismo absurdo e eu sentia melar cada vez mais. Para satisfazê-lo completamente, passei enfim a porra ainda morna na torrada. E enquanto eu levava à boca ele pegou a torrada da minha mão, pensei que tivesse desistido daquele estranho desejo, mas não…. “Deixa que eu te alimente…” ele me interrompeu. Segurou meu queixo com delicadeza e pediu que eu abrisse a boca. E com a outra mão guiou a torrada, até senti certo nojo, mas vi o prazer estampado naqueles olhos atentos e mastiguei, comi, engoli. Tudo isso pelo prazer dele. Curiosamente, apesar de imaginar odiar, eu amei.

Àquela altura da história eu não sabia mais o que pensar daquela mocinha. Tive tanto nojo ao ouvir tudo aquilo, por outro lado, senti por ela uma ternura absurda. Ela realmente o amava e amava dar prazer ao seu homem. Mesmo o que odiava amar. Realmente, foi uma experiência sexual e tanto… Para mim, absurda, para ela, transcendente.

E enquanto eu tentava digerir (ops, nem tanto) o que acabara de ouvir. A chamada para o meu vôo trouxe a realidade de volta. E, meio sem ter o que dizer, sorri brincando. “É… Já vi que vocês do ramo da nutrição são tão empenhados em suas pesquisas que não descansam nem nos momentos de lazer né?!” E a menina deu uma gargalhada gostosa, quase aliviada. É claro que ela sabia que havia me chocado, mas o meu comentário divertido a fez relaxar. E continuei dizendo que talvez eles pudessem desenvolver um produto novo no mercado a “Jelly Jam – Uma geléia da porra!” E me despedi enfim, encaminhando para o portão de embarque, sentindo-me a mais normal das mulheres. Sem saber sequer o nome da confidente, mas agora cúmplice da sua perversão transcedental.

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A difícil arte de escrever putaria

Escrever não é fácil. É preciso ler, ler, ler e ler um pouquinho mais para, ainda assim, reconhecer que a gente não leu o suficiente. Quando há quatro anos escrevi o meu primeiro conto erótico, completamente intuitivo, pois eu não dominava em nada as práticas descritas (quanto mais as de escrita), eu percebi que para escrever sobre determinado assunto devia haver também pesquisa. Isso deve ser óbvio para quem fez jornalismo, publicidade ou letras. Tão óbvios quanto determinados detalhes práticos da minha profissão (é claro que não sou escritora) são pra mim, mas na época…

Este primeiro conto, além de ter sido postado em listas de discussão do yahoo que tratavam do tema, foi também enviado a dois amigos, jornalistas, que não curtiam as práticas descritas no texto. Enviei porque queria uma opinião, não seriam tendenciosos. E tive. Felizmente a crítica não foi favorável, do contrário eu continuaria escrevendo textões enfadonhos que iam e vinham sem chegar a lugar nenhum. Um deles sequer leu (ou leu, detestou e não quis perder a amiga) e o outro disse que se a intenção era fazê-lo dormir com as tais idas e vindas, eu consegui, pois ele não conseguiu ler até o fim da primeira vez.

Lembro que naquele dia eu fiquei super mal, porque eu achava a história boa, mas relendo, tive que concordar com meu amigo. E ele então me deu a tal dica que vale pra uma vida e para todos: “Leia, muito, de tudo! O bom texto não é aquele que prende a atenção dos interessados, mas o que prende a atenção de qualquer um. Escrever só se aprende lendo. E obviamente, escrevendo”. Ficou a dica, valeu a lição.

Quatro anos depois daquele primeiro texto, ainda engatinho, mas posso acrescentar algo que ele jamais será capaz de me dizer. Para escrever textos eróticos, é preciso muito mais que pesquisa e técnica. Eu encontro a minha medida (leiam bem, a MINHA medida) abusando de uma linguagem fácil, ágil, bem-humorada, despudorada e, principalmente, pessoal. Em tudo o que escrevo há um pouco de mim, das realidades às impressões. Sou uma contadora de causos eróticos porque tenho sensibilidade pra isso. Não sei escrever sobre o tempo, sobre a política, mas sei escrever pra excitar alguém, pra liberar fantasias e mentes.

Escrever putaria é uma arte, certamente não tão bela quanto uma fotografia, escultura ou pintura, mas, definitivamente, uma arte extremamente sedutora.

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Segundos – Erotic Woman

Segundos

De repente ele me olhou de outro jeito. Estávamos na cozinha, ele cozinhando, eu sentada na cadeira contando sobre o meu trabalho. Conversa banal.

Mas ele me olhou diferente, enxugou suas mãos no guardanapo e veio em minha direção mordendo os lábios. Eu sorri.

Ele tirou minha saia, rasgou minha calcinha. Foi um susto e um prazer. Abri a calça dele e o lambi gostoso. Ele estava muito excitado, eu estava adorando aquele súbito desejo.

Ele não me deixou chupar muito. Segurou meu cabelo, me botou na ponta da mesa e me fodeu. Tão rápido, tão preciso, tão vigoroso.

Eu, no meu silêncio, olhava para aquele pau duro entrando em mim. Ele me olhava, gostava. E sem dizer nada, entendíamos tudo. Gozamos.

 Erotic Woman

Erotic Woman é um blog novo, acho que a net tem o poder de dar voz e vez à vida secreta de cada um. Resultado?! Erotismo ao alcance de todos. Ainda bem! O texto acima é bom de ler, rapidinho, como a própria rapidinha relatada. Aliás, o blog é assim, ágil, gostoso… Quem visitar, dê uma atenção especial aO Primeiro Vídeo. Excitante…

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“A rapidinha” – conto erótico

Um presente para inspirar o final de semana… Beijos. B.

Quem diria… Eu, que nunca dispenso uma preliminar implorei baixinho ao pé do ouvido dele: “Me come logo, vai?!”.

Tem umas coisas que a gente não sabe explicar. Aquele almoço na casa da irmã dele estava um tédio. Por mais que a família quisesse me enturmar, fazer com que me sentisse à vontade, tudo era muito claro, a estranha era eu naquela primeira vez entre eles. Sentia a todo instante sob as lentes de um Big Brother. Mãe, pai, irmãos, sobrinhos… Todos me analisando. Detesto ser analisada. Ele parecia feliz e à vontade, o fato de morarmos em outra cidade fazia dele o centro das atenções, o filho pródigo. E quando eu achei que nada mais chato podia acontecer, um banho de vinho em meu vestido de seda prata fez acordar dessa ilusão: “Desculpa tia…”, disse um dos sobrinhos, que esbarrou, derrubou toda a taça de vinha que eu tinha em mãos e continuou correndo com as outras crianças. A mãe, uma das cunhadas, correu em meu auxílio, mas com um sorriso amarelo eu disse que criança era assim mesmo e mudamente pensei que exatamente por isso não as tinha. E me encaminhei ao banheiro dos fundos para lavar, antes que manchasse o vestido.

De certa forma, acho que fiquei até feliz em sair daquela sala lotada de gente. Evitei o banheiro principal para poder ter uns minutos de paz ali, de calcinha e sutiã, lavando o meu vestido, doida que aquela festa acabasse para ganhar a estrada e voltar para o meu lar doce lar. E enquanto lavava o vestido o pensamento foi nele. Por que será que quando apaixonamos nunca lembramos que todo mundo é um pacote completo? E ri sozinha, minha família não é diferente, não é à toa que evito festas familiares. E nisso, ouvi uma batidinha na porta seguida da voz dele perguntando se podia entrar.

Abri a porta nitidamente aborrecida, mas antes que eu começasse a reclamar, ele já me conhecia bem demais para ter certeza disso, fui calada com um beijo daqueles… Um beijo que me comeu a boca, com fome, uma vontade, que ao afastar de mim, as pernas bambearam e me recostei na pia. “Tinha certeza que ia te encontrar de calcinha…”, disse ele bem safado. A surpresa me deixou meio tonta, molinha, mas não ao ponto de desperdiçar aquele momento. Olhando então safadamente em seus olhos, puxei-o pela blusa e fui desabotoando-a rapidamente, desatando o cinto, abrindo o zíper e enchendo a mão no que me apetecia.

O pau endurecia rapidamente, tanto quanto a minha xota que melava em seus dedos que não perdiam tempo. Quando implorei que me comesse naquele minúsculo banheiro dos fundos da casa, ouvindo o burburinho da festa lá fora, senti o sangue ferver. Era muito excitante e insólita a situação. Queria dar pra ele ali, com a festa rolando lá fora.

E ele, já tão excitado quanto eu, me colocou de costas. “Põe as mãos na parede e empina a bunda!”, falava isso baixinho em meu ouvido, entre sussurros. Com uma mão tomava meus seios, apertava os mamilos, me ouvindo gemer. Ao meu ouvido apenas dizia: “Shhhhhhhh… Quietinha, vou te comer forte, e você vai dar quietinha, quietinha…” A situação me excitava ao extremo. Empinando a bunda ao máximo que podia, senti o pau me penetrar quente, devagar, preenchendo minha xota, metendo devagar, um vai e vem lento e torturante, enquanto aquela barba roçava em minha nuca e a respiração ofegava em meu ouvido.

Senti-o segurar então meus quadris e aumentar o ritmo da foda. Eu continuava de sutiã e a calcinha tinha sido apenas afastada. Podia ouvir o eventual barulho do cinto batendo em alguma coisa, da calça que estava no meio das pernas. Ele ofegava, eu senti-o muito próximo do orgasmo e aquilo me enlouquecia. Foi então que num movimento ele tirou o pau da minha xota, e enfiou os dedos nela, não entendi, estava quase gozando, sentia ela tão melada que quase escorria.

Ele então me segurou forte o corpo com a mão esquerda, enquanto com a direita brincava com os dedos nela, sentia-me tomada, entregue, quando ele tirou os dedos da xota e foi lentamente enfiando em meu cu. A princípio contraí, mas os dedos estavam melados de mim, lubrificavam o local, ele massageava devagar e me falava ao ouvido. “Deixa, vai? Quero comer teu cuzinho aqui…” e eu argumentava meio tonta de tesão, nem conseguia raciocinar, “mas lá fora… a festa… tua família…” e ele com os dedinhos lá, sem parar de massagear dizia “Foda-se! Você estava louca pra dizer isso mesmo, a cada um deles… Esquece eles, esquece lá fora, quero comer teu cu, deixa?”

Apenas consenti, não havia muito a dizer, só sentir. Ele nunca comeu meu cu a força, era como se pra ele, o ato de me convencer fosse tão erótico como a foda em si. Ele sabia o quanto eu amava, mas nem por isso o fazia sempre. Comer meu cu era como um prêmio, uma conquista, algo como colocar uma bandeira no topo do Everest. Recostei meu corpo bem próximo à parede, empinei o mais que podia a bunda, senti-o arreganhá-la e lentamente enfiar o pau, só a cabeça a princípio. Ele sabia comer… Doía, eu gemia, e ele metia um pouquinho mais. Parava. Eu contraía. Quando me sentia relaxar, metia mais um pouco. E quanto enfim meteu o pau completo. Começou um vai e vem curtinho. E quase gritei de tesão e dor. Ele aproximou o rosto do meu e disse novamente “Shhhh, quietinha… Prometeu dar pra mim quietinha…” E eu dei.

Ele realmente me comeu forte, meteu fundo, de todas as formas. Me comeu com os dedos e o pau, a xota e o cu. Comeu gostoso, até me fazer gozar, quietinha, como eu prometi. E quando enfim gozou, foi a minha vez de dizer “Shhhh, quietinho… Quer que alguém ouça?” senti o corpo dele estremecer e a porra jorrar dentro de mim. E quando ele tirou o pau, passei a mão em meu cu aberto, escorrendo o leite. Ele sentou no vaso sanitário, as calças arriadas, a camisa aberta e me puxou pro colo dele. Aninhei-me com o rosto recostado em seu pescoço, sem nada dizer, até a respiração voltar ao normal.

Não sei quanto tempo demorou até que ouvimos uma batida na porta, era a irmã dele. “Conseguiram tirar a mancha de vinho?” E eu, que nem lembrava mais que o vinho havia derramado em mim, sorri e disse que mais ou menos. Ele então perguntou se ela podia emprestar alguma roupa, que a mancha parecia não ter jeito. E ela disse que sim, que voltaria logo. Foi o tempo de nos recompormos, passar uma água no rosto e aproveitar a deixa para eu me vestir e irmos embora. Algo me dizia que aquela rapidinha era só o começo.

O texto acima é uma obra de ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.

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“Rio, Cidade Maravilhosa”, por Terry Richardson, o Rei da Pornografia Fashion

Conhecido como “o rei da pornografia fashion”, o fotógrafo americano Terry Richardson escolheu como cenário de seu novo livro um lugar farto de hedonismo: o Rio de Janeiro. O resultado desse olhar nada comportado sobre a cidade poderá ser conferido na coletânea de fotos “Rio, cidade maravilhosa”.Fonte: G1 

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Conheço o trabalho do moço, e gosto. Ele é abusado, mas não o acho pornográfico. Aliás, pra brasileiro, pornográfico é o salário mínimo. Vale dar uma olhadinha nos clicks inusitados de paisagens e personagens do cenário carioca.

PS – A foto que ilustra o texto é bem conhecida, mas não é deste novo trabalho.

PS 2 - Que hedonismo é este que o povo tanto vê no Rio de Janeiro? Garanto que aquelas fotos que postei recentemente sobre a China me pareceram muito mais ousadas e nem por isso ninguém usou um termo que as vinculasse ao prazer imediato e individual. Carioca só sabe viver… Nada mais que isso!

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O Prazer de Dar Prazer

Existem alguns prazeres no sexo que são inexplicáveis. Que tesão há em chupar um pau, uma xota? Ou mesmo em dar o cu, sabendo que dói? Quem dirá depilar ou raspar as partes íntimas, sabendo que depilando com cera dói, com lâmina de barbear irrita e crescendo coça? Sinceramente não sei de onde vem este prazer, mas certamente há. E acho que a maior gratificação é o olhar extasiado do(a) amado(a).

Já engoli porra detestando… E amei! Já transei a três mesmo sem ter tesão por ela e gozei na boca do amado enquanto ela o cavalgava. Tive orgasmos só chupando um pau, melei, só chupando xota e me masturbei imediatamente após a depilação, só em imaginar a felicidade dele em vê-la toda raspadinha… Ter prazer em dar prazer é um misto de arte, conquista e doação. Se ainda não sabe o que é, experimente, exercite… Certamente, vale a pena.

Postagem original no A Vida Secreta.

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François Vaillancourt

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E eu que tenho um certo fetiche pela castidade, achei a imagem belíssima. Mais imagens de François Vaillancourt, aqui.

Fonte: Sex in Art 

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Um Brinde à Primeira Vez!

“Vinho, mas só em ocasiões especiais.” Quando ela mostrou a garrafa eu sorri, era um momento especial. Um brinde à primeira vez, porque algo em mim dizia que não seria a última. Um beijo para provar aqueles lábios doces e aquela adolescente sensação de não saber o que fazer com as mãos, já que o único desejo era o de tomá-la. E foi o que fiz, foi o que fizemos. Devagarzinho, porque apesar da sede, não havia pressa. Porque só uma mulher sabe o prazer que é ser deliciosa e lentamente seduzida. Porque não era novidade, mas era a primeira vez. Porque o desejo de guardar a melhor lembrança daquele primeiro encontro, era maior que o arrebatamento das nossas vontades. Porque aqueles olhos iluminavam a penumbra do quarto, e o tato era cada vez mais aguçado pela curiosidade e o desejo. E então, cada peça despida era um presente, cada sensação do toque era uma dádiva, mas nada se compara ao prazer de percebê-la encharcada só com estas doces carícias. Foi instinto, imediato, também melei. E provei. Provamos. Nos beijamos, nos bebemos, nos comemos, porque a minha sede era dela e a sede dela de mim. Porque nunca as horas passaram tão rápido, porque os gemidos nunca foram tão intensos, porque a vontade nunca foi tanta e o prazer nunca foi tão explícito e sem vergonha. E quando lembro melo, sorrio, contraio, estremeço e gozo. “À primeira vez!”, foi o brinde. Memorável, inesquecível.

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Flávia Alessandra e a Pole Dance

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Fantasia à tres – Comentando o Comentário

O papel e a mente aceitam tudo. Mas essa eu definitivamente passo e admiro sua coragem de contar.

Acho que fantasia é fantasia e nem, necessariamente, precisa tornar-se real para ser combustível na nossa vida sexual. Acho que algumas, nem devemos comentá-las, mas nem por isso elas são menos significativas. Acho que fui bem abusada mesmo em criar coragem e postar o texto anterior. Me and My Secret Life é um abuso só!

Uma curiosidade sobre mim, jamais fantasiei em estar em uma dupla penetração (dois homens e eu) ou em ter diversos paus à minha disposição para chupá-los só para o meu bel prazer, por exemplo. Quando penso em swing sempre imagino que possa rolar uma cena homo entre meu parceiro e o outro cara (e não vejo nenhuma estranheza nisso). E antes que perguntem, sim, já me imaginei em um ménage só com mulheres. No entanto, confesso, eventualmente gozo fantasiando trepadas simplérrimas, só com carinhos, beijinhos e pau roçando na bunda, abraçadinho em conchinha.

De perto, ninguém é normal!

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II Festival Internacional de Animação Erótica – Odeon BR – RJ

Começa hoje, 06/11, e vai até quinta-feira, 08/11, o II Festival Internacional de Animação Erótica, no Odeon BR, Cinelândia, RJ. Maiores detalhes no G1 ou no Porta Curtas, neste último tem até uma canja de cinco animações da mostra.

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Plugado

Foram os meus dedos que primeiro brincaram lá. As luvas calçadas e muito gel. A intenção era o prazer e não desconforto. A brincadeira anterior havia deixado-o a postos, e ainda vestido do preservativo, quando meu dedo encontrou a próstata em massagem gostosa e constante, o líquido escorreu um pouco, empapando a ponta dele. No entanto, estávamos só começando. Foi com o plug de borracha que me pus a brincar mais forte na área que ele odeia amar tal carícia. Ali, vendo-o de quatro pra mim, abusei do gel no plug e com rápidos movimentos curtos, fui invadindo-o centímetro a centímetro. Massageando diretamente a região anteriormente tocada por meus dedos. E à medida que oferecia menos resistência, enfiava um pouco mais, e mais, e mais, até ter o plug completamente dentro, enfim.

E uma vez preenchido, acomodei-o com a barriga pra cima, pernas juntas e mãos pra cima. O cenho franzido revelava um misto de dor e prazer. Prazer que o punha em riste. Ali, lentamente sentei, ouvindo o seu gemido enquanto me preenchia. Sentei muito devagar, queria senti-lo entrando, sendo dessa vez eu a preenchida por ele. E a cada gemido mais forte eu parava, descendo um pouquinho mais só quando ele relaxava. E uma vez todo dentro, preenchido e preenchendo, simplesmente parei. Nada de movimentos bruscos, rápidos. Era a contração voluntária dela que o massageava, estrangulando-o dentro de mim. Fechava os olhos e contraía, ele gemia, eu relaxava, mas depois repetia. Não lembro quanto tempo ficamos assim. Como um. Num rebolado suave, numa interna massagem constante.

Era visível o seu prazer. Enquanto o meu… Nem se fala. Só eu sabia o que sentia. Sentei na cama e o pus sem preservativo de joelhos diante de mim. Eu queria ver. Vê-lo tocar-se à minha frente, sofregamente, desesperadamente até, enfim, banhar meus pés. Era meu único desejo, a única condição. E ele então trêmulo o fez. Uma expressão de quase dor. Não é o orgasmo, uma pequena morte? O vi morrer diante de mim, morrer para renascer, esvair seu líquido quente aos meus pés. Vi o momento, mas imediatamente após fechei os olhos, só sentindo. Passando um pé no outro melado. Um prazer em líquido e consistência. Meu. Pra mim. Só então o liberei do plug, só então nos beijamos. Só então deixamos a respiração voltar ao normal, com calma, juntos. Definitivamente, o nosso melhor momento até então.

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Nunca Te Vi, Sempre Te Amei.

Peço licença para usar neste post o título de um filme (Nunca te vi, sempre te amei) muito lindo que assisti na década de oitenta, no que eu pensava ser o auge da minha história. O tempo me mostrou que nunca sabemos qual é este auge até que aconteça. Por isso só nos resta viver. É um texto grande repleto de verdade, lirismo e, é claro, erotismo. Se não tiver paciência, pode deixar de ler agora. Este não é um post qualquer.

O conheci tinha 10 anos, minha vida familiar estava de pernas para o ar depois da morte do meu pai, minha mãe apresentava sintomas de síndrome do pânico em uma época que ninguém sequer sabia o que era isso. E ela, uma mulher muito comunicativa, via-se numa situação estranha, nova, aos 36 anos tornava-se chefe de família. Família em que antes foi apenas esposa. Tudo era novo para a minha mãe, encantador e assustador. Onde ele entra nisso? Bem, neste período em que minha mãe pouco saía de casa, em tempos sem internet ela se socializava ligando para as rádios AM. Acreditem, por telefone minha mãe conhecia praticamente todos os locutores e locutoras de rádio, de tanto ligar e pedir músicas. Ela, que não saía de casa, sentia-se rodeada por um monte de amigos que não conhecia, graças a uma simples menção, um simples alô pra ela nas ondas do rádio. Qualquer semelhança com alguns que hoje vivem isso com a internet não é mera coincidência. Eventualmente ganhava um LP, um kit qualquer coisa e sofria como louca pra ir buscar, mas… Conseguia, e aos poucos, ia conhecendo gente, ampliando seu mundinho e finalmente saindo daquele estado terrível das suas crises de pânico. Ele era um dos locutores amigos dela.

Tinha apenas 19 anos, estudava jornalismo e eventualmente minha mãe me colocava ao telefone para dar um oizinho, pedir uma música… Era assim com todos os locutores, mas com ele aconteceu algo diferente. Dele eu gostava. Com ele eu sempre fazia questão. À medida que ia crescendo, ficava claro que não era mais apenas a minha mãe amiga dele, mas eu também. Admirava-o, sempre muito trabalhador e estudioso. Quando eu estava com uns 15 anos, vendo que aqui no RJ não tinha grandes chances, ele aceitou uma proposta de emprego em outro estado. Antes de ir ele pediu nosso endereço, e um dia, do nada, chegou a carta dele em papel timbrado da nova rádio. Carta que eu respondi, que tive resposta, que respondi novamente… Por anos a fio nos correspondemos, nos telefonávamos. Foi por causa dele que me interessei por internet e e-mail, há uns dez anos atrás. Muito mais rápido e imediato que o correio. Ele ouviu minhas lamúrias sentimentais, minhas dúvidas profissionais, eu escutava sobre seus problemas no trabalho, na vida, da esposa, das gracinhas do filho, quando se separou, casou novamente… Amigos! Éramos amigos. No entanto em minha cabeça adolescente, foi impossível não comparar minha história com a do filme. Nunca te vi, sempre te amei, mesmo que platonicamente.

E numa tarde de verão, entre um casamento e outro dele, quando ele finalmente financiava seu primeiro apartamento, não lembro bem se foi ele ou eu quem ligou. Eu já devia ter quase 20 anos, me tranquei no quarto como sempre fazia e ali me preparei para passar no mínimo uma hora ao telefone, rindo e jogando conversa fora, não fazíamos isso sempre, os papos cabeça eram por carta, mas de vez em quando papeávamos ao telefone. Não sei exatamente se ele estava especialmente carente, ou se eu estava com a libido um pouco mais à flor da pele, naquele dia, finalmente, abrimos a nossa caixa de pandora. E ele, que sempre tentava manter nossa amizade apenas nisso, lançou-se a uma experiência erótica até então desconhecida pra mim. Pela primeira vez me senti melar em saber que do outro lado da linha a muitos km de distância de mim, um conhecido desconhecido estava excitado e me excitando. Pela primeira vez me masturbei imaginando-o imaginar-me e pude do outro lado ouvir seus gemidos de gozo e na minha mente visualizar a cena e extasiar-me com ela.

Dali em diante nada foi igual. Seguíamos nossas vidas, sempre amigos e cúmplices, mas eventuais amantes em potencial. Entrei pra faculdade, saí dela, comecei outra e nós sempre amigos. Eu tive uma paixão, duas, três, ele casou outra vez, teve mais filhos, e nós ainda desconhecidos. Até que um dia, durante um evento aberto que eu participava, em plena Estação do Metrô, num dia tão quente que até o elástico da calcinha me incomodava, no meio da multidão eu vi aquele rosto tão conhecido e ao mesmo tempo desconhecido. Ao longo dos 19 anos, havíamos trocado muitas fotos, mas juro que pensei que meus olhos estivessem me pregando uma peça. Ele havia comentado que possivelmente viria ao RJ, mas tantas outras vezes ele havia prometido a mesma coisa, eu não levei fé. Curiosa, com uma multidão entre nós, fui pedindo licença, enquanto percebia-o a olhar em volta, como se procurasse alguém, não podia perdê-lo de vista. E quando enfim cheguei, parei diante dele e sorri chorando de alegria, era ele, que também sorria. Não dissemos nada, apenas nos abraçamos, forte, um novo, mas tão conhecido abraço. Por um instante, não havia ninguém à nossa volta. Me senti como num filme, que ele param a imagem, desaparecem com as pessoas, e ficamos apenas eu e ele. Ainda sem dizer nada ele pegou meu rosto, acariciou-o e me beijou, terno e longamente.

Ok, não foi tão obra do destino aquele encontro, ele havia ligado para a minha casa e a tagarela da minha mãe disse que eu estaria no evento. Evento que depois daquele beijo, não fazia mais a menor questão de assistir. Ainda meio tontos, acho que juntos dissemos que deveríamos sair dali. E saímos. Ele estava de carro, entramos nele e começamos a conversar sem parar, meio sem rumo pelas ruas do RJ. Pegando engarrafamento, tendo ao fundo a belíssima paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas. Olhei para aquele rosto tão querido, a silueta dele recortada na bela paisagem de fim de tarde. Não fiz uma foto, mas guardo até hoje aquela imagem. Com a mão no volante e outra em minha coxa ele dirigia e conversava, eventualmente lançava um olhar safado para o meu decote até que finalmente disse:

- B., você não sabe quantas vezes ao longo de todos estes anos eu te imaginei assim, diante de mim. Cada foto que você me enviou, ficou gasta, de tanto que te olhei, e agora te vejo aqui, linda, tão pertinho de mim… De perto seis seios são ainda mais lindos sabia?!

- Mas você nem viu nada…

E dizendo isso eu fui abrindo a blusa, sorrindo sapeca e olhando-o nos olhos. Nem preciso dizer que quase provoquei um acidente, né?! Quando abri a blusa inteira e coloquei meus seios completamente à mostra naquele trânsito caótico. Ele então sorriu nervoso.

- Meniiiina… Para com isso, senão tenho que te fazer uma proposta indecente. – Fechei a blusa e me endireitei no banco, feito menina sapeca.

Pouco depois estávamos em um quarto de motel. E o que pode parecer até meio animal, puro instinto, foi muito mais que isso. Em quase vinte anos eu fui de menina a mulher, de filha da amiga a mulher desejada. E ele foi de mito a homem. Nos despimos lentamente, corpos desconhecidos, mas curiosamente íntimos. Tomamos banho juntos, o sabonete, as mãos a espuma, tudo era uma carícia para os nossos corpos, cada vez mais colados e desejosos. Nos secamos, um ao outro, nos tocávamos com cuidado e carinho, ainda que eu quase explodisse de vontade, melasse a cada toque, e observasse nele as reações explícitas. Adiávamos o ato como uma doce tortura. Por tanto tempo sonhamos, fantasiamos, imaginamos… Estávamos prestes a ter nossa primeira, que poderia ser nossa última vez. Nossa realidade não podia ser esquecida.

Ele me deitou na cama com carinho, terminando de me secar com a toalha, para imediatamente me dar um novo banho, dessa vez com sua boca e língua, com ela ele me cobriu, invadiu e explorou cada canto. Fiquei quase em um transe, era uma sensação estranha, como se eu estivesse, mas não estivesse ali, sentia tudo, mas era como se também observasse de fora a cena. Foi então a minha vez de desvendá-lo, beijá-lo da cabeça aos pés, prová-lo. Sentir o gosto que tantas vezes imaginei, me deliciar, sorver, sentir com as mãos aquele corpo amado e desejado. Tudo era muito lento e calmo. Com a boca coloquei a camisinha, ele riu da destreza. Sentei nele, devagar, era curioso, mas eu estava tensa, extremamente apertada, como se a minha virgindade se tivesse refeito. Fechei os olhos e fui descendo devagar, apenas ouvindo nossas respirações ofegantes, sentindo as mãos dele em me corpo, até enfim senti-lo completo em mim e relaxada enfim, entrega-me aos seus lábios, que procuravam meus seios, pescoço e lábios. De leve eu rebolava sobre ele, até eu enfim me sentir mais leve, mais dele e me entregar totalmente. De todas as maneiras nos tocamos, nos comemos, nos demos um para o outro. E quando enfim nós gozamos uma única e intensa vez, percebemos que demoramos horas naquela maratona. Estávamos exaustos.

Por um tempo ficamos quietinhos, sem falar nada, nos braços um do outro. E aos poucos nos desvencilhamos dos nossos corpos, curiosamente, e na cama nos afastamos. Deitamos na imensa cama, afastados, unidos apenas pelas nossas mãos. Corpos distantes, mãos amigas. Adormecemos.

Ele voltou para sua casa no dia seguinte e para a sua vida também. Às vezes penso que foi sonho, mas eventualmente lembramos que não foi. Não trocamos mais cartas, agora são mensagens de e-mail. Ainda somos amigos, ainda somos cúmplices e nos amamos. Nunca nos esquecemos. Portanto, apesar de ter emprestado para este post o título do filme, quase trinta anos depois de, ainda menina, tê-lo conhecido eu afirmo: “Uma vez te vi, sempre te amei”. Não sei se aquele nosso encontro foi o primeiro e último, mas certamente foi inesquecível.

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Saudade

- B. eu estou com uma saudade…
- Saudade de que, meu lindo?!
- De te farejar…
- Farejar?
- É! Te farejar feito cachorrinho, e dar lambidelas pelo teu corpo todo.
- (risos)
- Não ri, é verdade, estou morrendo de saudade disso.
- Então… Seja feita a tua vontade ué?!

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Lumiar, cachaça e canela

Acabei de ouvir Lumiar, do Beto Guedes, e lembrei-me de uma verdadeira viagem que fiz aos dezessete anos. Se existe uma época que podemos, e até devemos, nos dar o direito à inconseqüência é nesta fase. E a viagem, um acampamento entre amigos a um distrito de Nova Friburgo, Lumiar, teve de tudo um pouco. Foram tantos os atropelos, que começou com a condição que a mãe de duas amigas impôs – levar o irmão caçula de dez anos como contrapeso, até uma sucessão de problemas que foram acontecendo e só não nos enlouquecendo, porque a vontade de acampar era maior.

Na rodoviária, não nos deixaram (muito acertadamente) embarcar com o nosso botijão de gás. Material indispensável para fazer a comida, mas passado o stress do início, ter que alugar um maleiro para guardar às pressas, e apesar do atraso, dos males foi o menor. Chegamos à noite, um frio de 7° (só adolescentes e loucos para acampar em Lumiar no inverno). O local que íamos acampar não estava mais disponível, tivemos que ficar num cafundó lá onde o vento faz a curva e armar a barraca iluminados por umas tochas improvisadas, pois não achávamos o lampião naquele escuro. Havia um sereno tão pesado, que nem em volta da fogueira esquentávamos, nossa primeira noite foi completamente amontoados numa barraca para cinco e ouvindo a reclamação do pentelho do irmão das meninas (que acabou sendo o sexto), dizendo que o ouvido estava doendo.

O amanhecer foi lindo, isso valeu! Aquele fim de mundo era repleto de verde e pudemos ver o córrego que na noite anterior era só um barulho. Delicioso amarrar as garrafas e deixar ali, poder beber tudo geladinho como se estivesse num freezer. Eu e uma amiga tomamos banho naquele rio gelado, brincando como crianças e molhando a blusa uma da outra numa liberdade até então jamais experimentada era meu primeiro acampamento sem família. Felizmente ninguém nos observava. Depois fomos explorar o lugar, que com os nossos shorts curtos e cara de carioca, não tardou sermos imediatamente abordada pelos “locais”. É claro que as mulheres nos olhavam torto, mas os homens, dos mais jovens aos mais velhos eram pra lá de solícitos. Conseguimos pegar um botijão de gás emprestado no armazém, fazer amizade com o pessoal da padaria e marcar encontro com dois lindinhos que conhecemos na estrada. Naquela noite teria um forró e segundo eles, teríamos que provar uma das delícias da região, a cachaça com canela.

À noite, enquanto alguns se divertiam com o que eu não curtia (baseado, chá de trombeta e vinho) em volta da fogueira e ao som do violão, combinamos de nos revezar tomando conta do moleque. Eu e a amiga partimos para a cidade levando o irmão dela, mais tarde a outra viria buscá-lo com o namorado. Forró em 1986 era algo completamente surreal para nós, que só ouvíamos rock ou MPB. Não demorou muito para que os rapazes chegassem e ficassem papeando conosco. Um deles foi muito educado e atencioso com o irmãozinho dela, o que foi a salvação. Por um tempo ficamos rindo e bebericando a tal cachaça com canela, que além de deliciosa, atiçou e muito a minha libido. E como o irmão não era meu, deixei os três comendo maçã do amor e fui dar uma volta com o meu pretendente.

Encontramos a varanda de uma casa vazia e nos entregamos a um delicioso amasso. O menino era lindo, mas meio afoito. Viu a oportunidade de comer uma carioca, e veio cheio de mãos, boca e pau. Só que eu não sei exatamente por que encrenquei com ele. Até que beijava gostosinho, mas ele cismou de ficar apertando o meu mamilo, que devido o frio estava pra lá de sensível e o que podia ser um prazer parecia tortura. Juro que tentava dar uma chance ao moço, com a mão abri o zíper dele e punhetei gostoso o pau enquanto me beijava. E até deixei que ele fizesse o mesmo comigo, quem sabe masturbando ele era melhor que com a mão em meu mamilo, mas puro engano. Resolveu mamar meus peitos e me masturbar, mas foi um desastre coitadinho. Tanto que em determinado momento, falei: “Para!”, talvez encorajada pela bebida, não sei… Sei que olhei pra ele e disse: “Menino, assim não dá! Aprenda a coordenar os movimentos, seja mais delicado, meu mamilo não é botão de rádio para você ficar buscando a sintonia. Poxa…” E ele me olhou meio surpreso, e gaguejou um “mas…”. Só que já havia decidido largar o menino sozinho lá e enquanto eu me afastava ele perguntou: “A gente não vai transar?” e eu dei um sorriso meio atônito, não acreditando no que dizia. Ele só podia estar brincando. E voltei para onde estava a minha amiga, que por sinal não estava mais lá, a irmã tinha chegado e ela saído com o outro rapaz.

Foi então que minha noite deu uma guinada de 180°. O outro rapaz que tinha ido acampar conosco, ex-namorado de uma prima, estava doido de tudo. Devia ter fumado e bebido todas. Ria de tudo com um garrafão de vinho na mão, vestido num ridículo cobertor que sei lá onde ele arrumou. No entanto, doido ou não, ele percebeu que eu estava cheia de frio e puta da vida, e não sei até hoje se por boa vontade ou safadeza me chamou para ficar embaixo do tal cobertor. E ali embaixo, a coisa começou a esquentar entre nós. Confesso que estava um pouco constrangida, o namoro dele e minha prima era um rompimento recente, sem contar que tinha certeza que elas ainda voltariam, mas estava rolando uma química entre nós, que eu o deixei fazer cara de paisagem e ficar ali, sentadinho comigo, me acariciando delicadamente sob o cobertor. E enquanto cantávamos músicas do Beto Guedes no coreto da praça, eu melava e ficava molinha nos braços dele, que não ousava me dar um beijo, mas com as mãos percorria e me explorava todo o corpo. Ficamos horas assim.

E quando a minha amiga voltou, resolvemos ir para o acampamento. Eu confesso que meio zonza, pelas carícias dele. Ninguém parecia ter percebido, ou se perceberam, fingiram não perceber. Não quis fazer alarde, não estava à vontade com o acontecido, apesar de ter amado. No acampamento, mais um problema. Os doidões haviam deixado alguns cobertores ao relento, estavam completamente molhados, entre eles, o meu. Minha amiga se propôs a dividir o dela comigo, mas o chato do irmãozinho já reclamava do ouvido novamente. Me sobrou ter que uma vez mais dividir o cobertor com ele que educadamente se dispôs. Durante o caminho de volta ele havia tentado falar do episódio sob o cobertor, mas me neguei constrangida.

Na barraca, ficamos eu e ele uma vez mais juntinhos. Inicialmente costas com costas, mas sentindo meus pés congelados ele me falou ao ouvido: “Deixa de ser orgulhosa e me deixa te esquentar, vai?” e eu deixei. Passei a noite em conchinha com ele, mãos em meu seio e xota, como se eu pertencesse a ele, barba roçando no cangote, pau duro roçando em minha bunda, pernas e pés entrelaçados. É claro que não rolou nada mais que isso. Era uma barraca cheia de gente, não esqueçam, mas a proximidade do corpo dele junto ao meu… Era uma tentação. E quando eu já estava quase dormindo, ouvi-o sussurrar ao meu ouvido. “Sabe, até hoje pela manhã, apesar de te achar uma menina linda, talvez pelo fato de ter namorado a tua prima, nunca te olhei com malícia. Sempre te respeitei como amigo, mas… Quando te vi de calcinha e blusa molhada brincando naquele riu gelado…” Me virei abruptamente e perguntei assustada: “Você viu? Que vergonha, meu Deus… A gente estava brincando…” e ele continuou a falar calmamente. “Naquele momento, apesar da atitude de menina, eu te vi como mulher. E que mulher… E agora, contigo aqui abraçadinho, depois do que rolou lá na praça, não entendo como nunca antes te vi assim.” E sem dizer mais nada dormimos. Abraçadinhos.

O dia amanheceu, e com ele a necessidade de desmontar o acampamento. Curiosamente eu e ele fingíamos não ter acontecido nada, não ter dito nada. Havia sim o fantasma da relação dele com a minha prima entre nós. Entre nós nada mais rolou. Ele depois voltou para a minha prima, como era de se esperar, depois separam novamente e ele sumiu das nossas vidas. E até hoje eu não sei se foi pela aura mágica de Lumiar ou foi a cachaça com canela que me liberou ao ponto de aceitar aquelas carícias deliciosamente ousadas.

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B.

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