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O pé – Conto Erótico

Minha prima é uma pervertida. Na praia, tendo tanto pau, coxa, tórax, abdômen e bunda para observar, ela olha o pé dos homens. “O pé? Porque o pé?”, eu perguntava curioso e ela respondia como quem defendia uma tese, que os pés dizem muito das pessoas, que a preocupação com uma parte tão esquecida do corpo era um verdadeiro certificado que aquela pessoa dava uma infinita atenção aos detalhes e, conseqüentemente, ao sexo e prazer. Pervertida, mas muito interessante a menina…

Ela apareceu num dos piores dias da minha vida. Havia batido com o carro pela manhã, brigado com o chefe à tarde, e como se isso fosse pouco ainda voltei pra casa em pé no metrô lotado. Ainda bem que o dia estava acabando, pensava enquanto me encaminhava rapidamente pra casa. E já em meu prédio, mal chegando à portaria, me deparo com aquela figura morena, pequenina e desconhecida que, curiosamente, me recebeu com um sorriso.

- Oi!

- Desculpe, mas você é… – falei meio seco.

- Aninha, sua prima de Ribeirão Preto. Sei que tem uns anos que não nos vemos, mas…

- Prima? – não lembrava dela por nada.

- Minha mãe falou com a sua, lembra? A tia disse que falou contigo, que estava tudo certo e eu podia vir.

- ??? – e como eu parecia ter uma interrogação na testa ela continuava.

- Minha prova… Amanhã… Pernoitar aqui… A faculdade fica a duas quadras… – despejando as palavras enquanto eu demorava a me recobrar do choque.

É claro que tinha esquecido. Como era claro que aquela mocinha era realmente minha prima de Ribeirão Preto, mas antes que aquele inquérito causasse uma comoção na portaria do prédio – o porteiro estava interessadíssimo em cada palavra – resolvi subir com a prima a tiracolo.

Aninha era uma menina ainda, dezoito anos, mas estava um mulherão. Não a reconheci, pois havia quatro anos não os visitava. Menina cresce… Jamais reconheceria nela a sardenta magrela que eu adorava fazer chorar roubando suas bonecas. Agora uma tentação. Cresci passando as férias lá, mas as visitas foram rareando depois que entrei para a faculdade e quando vim trabalhar na capital cessaram completamente. Vida corrida demais.

No elevador fui comentando do dia terrível que eu tive, pedi desculpas pelo esquecimento, me justificando que jamais a reconheceria, pois estava muito diferente. Na verdade, me enrolei todo, pois na ânsia de me explicar, saiu um “gostosa” no meio. E ela sorria daquilo tudo, parecia realmente estar se divertindo com o meu embaraço. Era uma menina doce, mas bem descolada, longe do estereótipo que se tem das meninas do interior.

Abrindo o apartamento, ainda conversando sobre a prova, faculdade e como estavam todos, fui seguindo com o meu ritual de chegada. Tirando a gravata e paletó, largando na sala, descalçando os sapatos na área, colocando as meias para lavar e me encaminhando descalço para a sala, sendo acompanhado pelo olhar atento dela que, mudando completamente de assunto, de repente comentou:

- Você tem pés bonitos!

- Eu? – e ri sem graça – Tenho pés cansados, isso sim!

Continuamos conversando, que ela poderia dormir no sofá-cama da sala, se precisasse de despertador ele tinha dois, até que dei um tropeção e um palavrão logo em seguida, enquanto pulava num pé só. E nisso, ela que até então parecia uma mocinha bem contemplativa, me indicou o sofá e disse:

- Senta aí e espera! – cansado e com o pé dolorido como estava, sentei e esperei.

Ela demorou um pouco, mas voltou. Trazia uma bacia, que eu nem sabia que tinha, com água morna e sal grosso. Sentou no chão diante de mim e pediu que dobrasse um pouco a bainha da calça para colocar os pés na bacia. E enquanto conversávamos, ela ia banhando meus pés com as mãos, jogando a água devagar. Era gostosa a sensação e maravilhosa a cena. Pude perceber que minha priminha não era nem de longe a menininha chorona de outrora. Eventualmente quando ela abaixava um pouco mais e eu podia ver a curva dos seus seios pelo decote. Sem contar as coxas que estavam completamente à mostra com a saia quase levantada. Estava gostando, e muito, daquela visão e cuidado.

Em determinado momento, perguntei se ela realmente achava meu pé bonito. E foi então que a mocinha se revelou uma expert. Desfiou, pela primeira vez, sua teoria erótica sobre pessoas e pés. Como uma grande conhecedora do assunto, foi detalhando, parecia mestre em reflexologia e sexologia, tamanho desembaraço. E enquanto banhava meus pés, falava tudo com uma seriedade tal, que me senti o primo tarado, já que enquanto ela massageava meus pés naquela água morna eu sequer prestava atenção. Se a intenção dela era me deixar relaxado, que mudasse de assunto ou de técnica, pois eu só conseguia me concentrar nas mãos dela em meus pés e nos mamilos dela espetando a blusa.

E como se lesse meus pensamentos ela levantou, perguntou onde tinha toalha, acho que percebendo minha iminente ereção, mas voltou rápido. E antes de se colocar de joelhos diante de mim, deu uma descarada olhada entre as minhas pernas. O sorrisinho no canto dos lábios disse mais que as palavras não ditas. Acho que corei. Senti-me ridículo, de pau duro porque a priminha elogiou e acariciou meus pés enquanto fazia analogias sexuais.

- É bom, né?! – ela disse safadinha.

- O que? – perguntei me fazendo de bobo.

- Tesão, ué?! – ela respondeu.

Pronto, uma campainha tocava dentro de mim, nem sei se era sorte ou azar, parecia sonho aquilo. A prima sardenta que eu vi menina virou um mulherão, chegava ao meu apê pra passar a noite e ainda tinha fantasias pervertidas quanto aos meus pés. Parecia historinha, mas era real. É claro que eu não podia deixar passar a oportunidade e dei trela pra ver no que dava.

- Como assim, tesão… Você acariciava os meus pés. Onde já se viu tesão nos pés? – doido que a menina fosse adiante com o assunto.

- Desdenhando, né? Fica quietinho então priminho, e relaxa… Vamos ver se não te faço explodir de tesão literalmente “pegando no pé”.

Era sonho, pensei, só podia ser sonho. A campainha na cabeça devia ser do despertador, iria acordar a qualquer instante. E nisso ela continuou secando meu pé, olhando em meus olhos. Só aquela olhada já era muito sensual. Nem sei se o tesão vinha da massagem ou da ousadia dela. Tinha um que de desafio ali. Massageava minha sola com o polegar. Senti um arrepio gostoso quando ela tocou em um determinado ponto, o pau pulsou mais forte e respirei fundo.

Minha priminha parecia perceber cada sensação minha e antecipava a próxima. E quando eu pensei que o ponto máximo era a tal massagem safada, ela pega o pé com as mãos e chupa o dedão com uma vontade, como se chupasse o meu pau. Quase gozei com aquilo. Pensava que ia estourar enquanto ela chupava o dedão olhando diretamente em meus olhos. Completamente sem atitude devido ao inesperado da situação, apenas me deliciava, enquanto ela se divertia, massageava o tal ponto que me dava o arrepio. E então, não agüentando mais, abri a calça liberando o pau melado e duro. Ela continuava chupando o dedão e olhando pra mim, pro meu pau, que priminha essa minha… Estava complicado não gozar com aquilo, mas como a moça era uma caixinha de surpresas, reservou o melhor pra o fim.

Desvencilhou-se da calcinha, jogando-a em meu rosto, pude sentí-la úmida, quente. Baixou a blusa até a cintura e se deitou no chão, pousando os pés ao lado dos meus joelhos, com as pernas abertas, me proporcionando uma visão espetacular. Aquela xota peludinha, toda melada. Parecia um botãozinho rosa entre os pentelhos negros. Não é que a menina se excitava mesmo fazendo aquilo?

Com a mão esquerda ela tocava o seio e com a direita se tocava, tive vontade de pular em cima dela, mas ela quis que nos masturbássemos juntos. Parecia uma tortura aquilo. Em determinado momento, quando eu já estava quase gozando, segurou meu pé, guiando o dedão até sua fenda meladinha.

Foi então que ela se levantou um pouco, recostando-se na mão esquerda, deixando à mostra aqueles peitinhos empinados. Entendendo o mudo pedido, meti o dedão do pé na grutinha quente e molhada. Sentia os dedinhos ágeis dela esbarrando em meu dedão do pé enquanto ela se tocava e eu me masturbava. Não aguentei mais e gozei. Muito, dei um grito alto, forte. Lembro que afundei o dedão do meu pé naquela xota e ela soltou um gritinho, antes de soltar o corpo no chão e apertar meu pé entre as coxas. Também gozou.

Minha prima é uma pervertida e depois dessa, deliciosamente me perverteu.

No dia seguinte fez a tal prova e passou no vestibular. Faz dois anos mora aqui em casa, ela no quarto dela e eu no meu. Tenho uma namorada que não gosta nem um pouco da presença da prima em minha casa e ela mantém um namoro com um carinha da idade dela lá em Ribeirão Preto mesmo. No entanto, já naquele primeiro dia me confidenciou ter, desde menina, um tesão especial por mim. Isso explicava a má intenção. Até hoje não sei se não deu certo, ou deu certo até demais, sei lá… Pra família, somos como irmãos, eu cuido dela e ela me cuida. Entre nós, bem… Não é exatamente assim. Vide o relato acima, que foi só o começo de tudo. E quem acha que as perversões da moça param no tesão por pés, isso é porque não conhecem minha prima, mas… Felizmente eu a conheço!

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Jelly Jam – Conto Erótico

Fetiche do outro é coisa estranha, já dizia o Henfil. Quem diria que eu, esta mocinha pervertida que sou, encontraria algo novo neste mundo fetichista. É curioso como às vezes um estranho desfia seus segredos como quem desenrola um novelo, como se estivesse diante de um grande amigo.

Aeroporto em fim de ano é um suplício, filas intermináveis, gente aglomerada, malas, malas e mais malas de todo o tipo, das que levam bagagens às que falam sem parar. Quando aquela mocinha parou ao meu lado e começou a puxar conversa, juro que pensei em enfiar a cara em meu livro na tentativa de não dar conversa. Tudo o que eu não precisava era de mais alguém a reclamar da demora dos vôos. No entanto, eu não sei bem se foi o tom de voz amistoso, ou mesmo a maneira como ela conduziu as primeiras frases, em pouco tempo estávamos num papo agradável.

Era uma menina de uns vinte e poucos anos, o cabelo bem preto, com a nuca batidinha e fios irregulares ao estilo Victória Beckhan. Vestia jeans e camiseta branca, nos pés um coturno de salto, segundo ela para amenizar o fato de ser tão baixinha. E eu, que também calçava botas de salto, disse que fazia o mesmo, pelo motivo contrário, apesar de alta, adorava parecer mais alta. Sentia-me extremamente sexy e poderosa, como se pudesse seduzir qualquer um. E foi a partir desse comentário que mudou o rumo da nossa conversa.

“Você acredita realmente que determinadas pessoas podem exercer um poder avassalador sobre outros?” – disse ela com uma seriedade absurda, parecendo se importar realmente com a resposta que viria a seguir. E eu, com a minha naturalidade de sempre, disse apenas “Por que não?!” E como disse antes, a partir dali a mocinha começou a contar com grande riqueza de detalhes uma história que poderia arrepiar os cabelos de alguns, excitar outros, mas certamente chocar quem quer que fosse até mesmo eu. Quem diria que aquela mocinha tão comum tinha uma vida secreta

Trabalhava a dois anos em uma multinacional do ramo alimentício, começou como trainee ainda no final do curso de nutrição e, felizmente, contava com entusiasmo, foi efetivada. Lá conheceu o namorado, um moreno de aparência sem graça segundo ela, dez anos mais velho e responsável pelo setor de engenharia de alimentos. Um jovem líder muito talentoso e poderoso para a sua pouca idade. Segundo ela, desde o primeiro olhar, desde as primeiras palavras trocadas, sabia que aquele homem iria exercer uma grande ascendência em sua vida. A princípio, acreditou ser profissional, mas à medida que se envolviam, viu que não seria apenas ali.

E até então, nada do que a mocinha dizia parecia ser tão extraordinário, afinal, parecia tratar-se de uma apaixonada falando do seu grande amor, nada mais. No entanto, ela foi além, contando como se estivesse em um confessionário, experiências vividas nesta relação, inclusive sexuais. Parecia necessitar de uma ouvinte e eu fui eleita. E o que, até então, vi apenas como uma grande paixonite foi se transformando a cada palavra na relação de Domínio e submissão mais louca que já ouvi.

Era curioso, pois ela em momento algum usava o termo sadomasoquismo, como se talvez desconhecesse que vivia uma relação masoquista com um sádico, para ela, tratava-se de uma relação de prazer para ambos. Ele propunha as loucuras e ela embarcava nas fantasias. Pelo que pude perceber, não havia nada de coleiras, correntes, algemas ou apetrechos pervertidos. Tinha prazer em dar prazer, em saciá-lo das mais diferentes formas, só isso. Os olhos dela brilhavam enquanto contava o que pra mim, pareciam humilhações, mas pra ela eram provas do amor dela por ele.

Contou com um sorriso nos lábios que, eventualmente, era submetida por ele a determinadas provas ou privações. E que aquilo era o máximo. Curiosa, perguntei que tipo de privações ou provas e a doidinha continuava com aqueles olhos brilhantes contando tudo tintim por tintim. As privações iam desde a exigência da castidade – passava dias e dias sem fodê-la ou permitia que se masturbasse, segundo ele, para potencializar ao máximo a hora H – até o que achei mais absurdo, mas ela descrevia como se tivesse sido o seu momento de maior entrega e transcendência. E começou a contar.

No último feriado, viajamos para um hotel-fazenda, passamos três dias juntos num cafundó que eu nem lembro o nome. Sei que o que vou te contar pode parecer loucura, mas você tem que entender que eu o amo, sabe, e que tudo o que vem dele é especial pra mim.Na sexta-feira quando chegamos ao hotel, como sempre o tesão era tanto que depois do banho nós literalmente nos comemos de tanta vontade. Logo depois caímos num soninho gostoso e quando acordamos, no meio da madrugada, a minha barriga roncava de fome. Fomos olhar o menu que tinha sobre uma mesa e nele a notícia que a cozinha fechava às 22h. No frigobar, apenas sucos, água, refrigerantes. Sobre ele, uma pequena cesta com aqueles pacotes individuais de biscoito cream-cracker, torradas e geléia. Ele comentou então, que de fome não morreríamos, mas dei um suspiro desconsolado, disse a ele que infelizmente, coisa doce não me mata a fome.

Foi então que percebi aquele olhar safado nele. Típico de quando vai me fazer uma proposta indecente. Sorri safadinha em retorno, mas confesso que não podia imaginar o que se passava naquela mente. Pediu que o chupasse e eu de bom grado obedeci, mas enquanto o chupava, ele comentava: “Você sabia que a porra de um homem saudável, e eu sou, além de rica em proteínas, açúcares e outros elementos nutritivos, é comparada por alguns à geléia real?” E ainda com o pau na boca, levantei os olhos um pouco surpresa, imaginando onde ele queria chegar. Já tinha engolido muitas vezes a sua porra e não era o melhor sabor que eu já havia provado. No entanto, o prazer dele em me ver engolindo era tanto, que nunca foi um grande problema, pelo contrário. Chupar aquele pau era sempre um grande prazer, e comecei a fazê-lo ainda com mais vontade enquanto ele continuava a falar cada vez mais ofegante e excitado. “Dizem ainda, que uma esporrada contém apenas 35 calorias, ou seja, ainda é light, já pensou?!” E cada vez mais excitada eu continuava naquele vai e vem, chupando, provando, punhetando, até que ele pediu que eu parasse. Sem entender, obedeci. E foi então que o vi pegar um copo sobre o frigobar e esporrar dentro dele. Só em ver aquela carinha de sofrimento e prazer ao vê-lo gozar, senti melar de tesão.

Ele então recostou na cama, ainda ofegando, levantou o copo, olhou a quantidade e comentou que devia estar meio fraquinho, pois a quantidade da porra era mínima. Lembrei-o que já havia gozado em abundancia no começo da noite e ele concordou. E eu enfim perguntei o que àquela altura já imaginava ter a resposta. “Por que você esporrou no copo, amor?” e ele calmamente respondeu “Pra te alimentar! Eu fico farto com qualquer coisa, um suco me alimenta, uma torrada com geléia, mas você… Você disse que só coisa salgada te alimenta. Sei que a porra não é totalmente salgada, mas… É quase comparada a uma geléia real, esqueceu?” E ouvindo isso tive um misto de nojo e vontade.“Você bebeu a porra do cara, sem estar chupando? Eeeeeeeeca, guria…” Exclamei visivelmente enojada, e até me arrependi da espontaneidade, afinal ela podia se constranger e não contar o final da história, mas a menina parecia ter certo prazer em expor suas humilhações e continuou.

Não bebi, eu comi como geléia, na torrada… Sentada na cama diante dele, coloquei a cestinha de torradas entre nós e com uma calma que eu não imaginava ter, olhando-o nos olhos, muda, abri o pacotinho. Via nos olhos dele um orgulho, um prazer, uma admiração, que nunca antes havia experimentado. Passei primeiro a geléia em uma torrada e levei à sua boca. Ele comeu lentamente. Havia naquele nosso ato um erotismo absurdo e eu sentia melar cada vez mais. Para satisfazê-lo completamente, passei enfim a porra ainda morna na torrada. E enquanto eu levava à boca ele pegou a torrada da minha mão, pensei que tivesse desistido daquele estranho desejo, mas não…. “Deixa que eu te alimente…” ele me interrompeu. Segurou meu queixo com delicadeza e pediu que eu abrisse a boca. E com a outra mão guiou a torrada, até senti certo nojo, mas vi o prazer estampado naqueles olhos atentos e mastiguei, comi, engoli. Tudo isso pelo prazer dele. Curiosamente, apesar de imaginar odiar, eu amei.

Àquela altura da história eu não sabia mais o que pensar daquela mocinha. Tive tanto nojo ao ouvir tudo aquilo, por outro lado, senti por ela uma ternura absurda. Ela realmente o amava e amava dar prazer ao seu homem. Mesmo o que odiava amar. Realmente, foi uma experiência sexual e tanto… Para mim, absurda, para ela, transcendente.

E enquanto eu tentava digerir (ops, nem tanto) o que acabara de ouvir. A chamada para o meu vôo trouxe a realidade de volta. E, meio sem ter o que dizer, sorri brincando. “É… Já vi que vocês do ramo da nutrição são tão empenhados em suas pesquisas que não descansam nem nos momentos de lazer né?!” E a menina deu uma gargalhada gostosa, quase aliviada. É claro que ela sabia que havia me chocado, mas o meu comentário divertido a fez relaxar. E continuei dizendo que talvez eles pudessem desenvolver um produto novo no mercado a “Jelly Jam – Uma geléia da porra!” E me despedi enfim, encaminhando para o portão de embarque, sentindo-me a mais normal das mulheres. Sem saber sequer o nome da confidente, mas agora cúmplice da sua perversão transcedental.

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“A rapidinha” – conto erótico

Um presente para inspirar o final de semana… Beijos. B.

Quem diria… Eu, que nunca dispenso uma preliminar implorei baixinho ao pé do ouvido dele: “Me come logo, vai?!”.

Tem umas coisas que a gente não sabe explicar. Aquele almoço na casa da irmã dele estava um tédio. Por mais que a família quisesse me enturmar, fazer com que me sentisse à vontade, tudo era muito claro, a estranha era eu naquela primeira vez entre eles. Sentia a todo instante sob as lentes de um Big Brother. Mãe, pai, irmãos, sobrinhos… Todos me analisando. Detesto ser analisada. Ele parecia feliz e à vontade, o fato de morarmos em outra cidade fazia dele o centro das atenções, o filho pródigo. E quando eu achei que nada mais chato podia acontecer, um banho de vinho em meu vestido de seda prata fez acordar dessa ilusão: “Desculpa tia…”, disse um dos sobrinhos, que esbarrou, derrubou toda a taça de vinha que eu tinha em mãos e continuou correndo com as outras crianças. A mãe, uma das cunhadas, correu em meu auxílio, mas com um sorriso amarelo eu disse que criança era assim mesmo e mudamente pensei que exatamente por isso não as tinha. E me encaminhei ao banheiro dos fundos para lavar, antes que manchasse o vestido.

De certa forma, acho que fiquei até feliz em sair daquela sala lotada de gente. Evitei o banheiro principal para poder ter uns minutos de paz ali, de calcinha e sutiã, lavando o meu vestido, doida que aquela festa acabasse para ganhar a estrada e voltar para o meu lar doce lar. E enquanto lavava o vestido o pensamento foi nele. Por que será que quando apaixonamos nunca lembramos que todo mundo é um pacote completo? E ri sozinha, minha família não é diferente, não é à toa que evito festas familiares. E nisso, ouvi uma batidinha na porta seguida da voz dele perguntando se podia entrar.

Abri a porta nitidamente aborrecida, mas antes que eu começasse a reclamar, ele já me conhecia bem demais para ter certeza disso, fui calada com um beijo daqueles… Um beijo que me comeu a boca, com fome, uma vontade, que ao afastar de mim, as pernas bambearam e me recostei na pia. “Tinha certeza que ia te encontrar de calcinha…”, disse ele bem safado. A surpresa me deixou meio tonta, molinha, mas não ao ponto de desperdiçar aquele momento. Olhando então safadamente em seus olhos, puxei-o pela blusa e fui desabotoando-a rapidamente, desatando o cinto, abrindo o zíper e enchendo a mão no que me apetecia.

O pau endurecia rapidamente, tanto quanto a minha xota que melava em seus dedos que não perdiam tempo. Quando implorei que me comesse naquele minúsculo banheiro dos fundos da casa, ouvindo o burburinho da festa lá fora, senti o sangue ferver. Era muito excitante e insólita a situação. Queria dar pra ele ali, com a festa rolando lá fora.

E ele, já tão excitado quanto eu, me colocou de costas. “Põe as mãos na parede e empina a bunda!”, falava isso baixinho em meu ouvido, entre sussurros. Com uma mão tomava meus seios, apertava os mamilos, me ouvindo gemer. Ao meu ouvido apenas dizia: “Shhhhhhhh… Quietinha, vou te comer forte, e você vai dar quietinha, quietinha…” A situação me excitava ao extremo. Empinando a bunda ao máximo que podia, senti o pau me penetrar quente, devagar, preenchendo minha xota, metendo devagar, um vai e vem lento e torturante, enquanto aquela barba roçava em minha nuca e a respiração ofegava em meu ouvido.

Senti-o segurar então meus quadris e aumentar o ritmo da foda. Eu continuava de sutiã e a calcinha tinha sido apenas afastada. Podia ouvir o eventual barulho do cinto batendo em alguma coisa, da calça que estava no meio das pernas. Ele ofegava, eu senti-o muito próximo do orgasmo e aquilo me enlouquecia. Foi então que num movimento ele tirou o pau da minha xota, e enfiou os dedos nela, não entendi, estava quase gozando, sentia ela tão melada que quase escorria.

Ele então me segurou forte o corpo com a mão esquerda, enquanto com a direita brincava com os dedos nela, sentia-me tomada, entregue, quando ele tirou os dedos da xota e foi lentamente enfiando em meu cu. A princípio contraí, mas os dedos estavam melados de mim, lubrificavam o local, ele massageava devagar e me falava ao ouvido. “Deixa, vai? Quero comer teu cuzinho aqui…” e eu argumentava meio tonta de tesão, nem conseguia raciocinar, “mas lá fora… a festa… tua família…” e ele com os dedinhos lá, sem parar de massagear dizia “Foda-se! Você estava louca pra dizer isso mesmo, a cada um deles… Esquece eles, esquece lá fora, quero comer teu cu, deixa?”

Apenas consenti, não havia muito a dizer, só sentir. Ele nunca comeu meu cu a força, era como se pra ele, o ato de me convencer fosse tão erótico como a foda em si. Ele sabia o quanto eu amava, mas nem por isso o fazia sempre. Comer meu cu era como um prêmio, uma conquista, algo como colocar uma bandeira no topo do Everest. Recostei meu corpo bem próximo à parede, empinei o mais que podia a bunda, senti-o arreganhá-la e lentamente enfiar o pau, só a cabeça a princípio. Ele sabia comer… Doía, eu gemia, e ele metia um pouquinho mais. Parava. Eu contraía. Quando me sentia relaxar, metia mais um pouco. E quanto enfim meteu o pau completo. Começou um vai e vem curtinho. E quase gritei de tesão e dor. Ele aproximou o rosto do meu e disse novamente “Shhhh, quietinha… Prometeu dar pra mim quietinha…” E eu dei.

Ele realmente me comeu forte, meteu fundo, de todas as formas. Me comeu com os dedos e o pau, a xota e o cu. Comeu gostoso, até me fazer gozar, quietinha, como eu prometi. E quando enfim gozou, foi a minha vez de dizer “Shhhh, quietinho… Quer que alguém ouça?” senti o corpo dele estremecer e a porra jorrar dentro de mim. E quando ele tirou o pau, passei a mão em meu cu aberto, escorrendo o leite. Ele sentou no vaso sanitário, as calças arriadas, a camisa aberta e me puxou pro colo dele. Aninhei-me com o rosto recostado em seu pescoço, sem nada dizer, até a respiração voltar ao normal.

Não sei quanto tempo demorou até que ouvimos uma batida na porta, era a irmã dele. “Conseguiram tirar a mancha de vinho?” E eu, que nem lembrava mais que o vinho havia derramado em mim, sorri e disse que mais ou menos. Ele então perguntou se ela podia emprestar alguma roupa, que a mancha parecia não ter jeito. E ela disse que sim, que voltaria logo. Foi o tempo de nos recompormos, passar uma água no rosto e aproveitar a deixa para eu me vestir e irmos embora. Algo me dizia que aquela rapidinha era só o começo.

O texto acima é uma obra de ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.

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Me and My Secret Life acabou, mas meus textos continuam no A Vida Secreta , uma revista diária de informação e entretenimento sobre erotismo, sexo e sexualidade.

Os comentários do Me and My Secret Life serão fechados, portanto, quem quiser papear de agora em diante é no A Vida Secreta.

Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

Um beijo carinhoso.

B.

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