novo endereço www.avidasecreta.com

Icon

Um Brinde à Primeira Vez!

“Vinho, mas só em ocasiões especiais.” Quando ela mostrou a garrafa eu sorri, era um momento especial. Um brinde à primeira vez, porque algo em mim dizia que não seria a última. Um beijo para provar aqueles lábios doces e aquela adolescente sensação de não saber o que fazer com as mãos, já que o único desejo era o de tomá-la. E foi o que fiz, foi o que fizemos. Devagarzinho, porque apesar da sede, não havia pressa. Porque só uma mulher sabe o prazer que é ser deliciosa e lentamente seduzida. Porque não era novidade, mas era a primeira vez. Porque o desejo de guardar a melhor lembrança daquele primeiro encontro, era maior que o arrebatamento das nossas vontades. Porque aqueles olhos iluminavam a penumbra do quarto, e o tato era cada vez mais aguçado pela curiosidade e o desejo. E então, cada peça despida era um presente, cada sensação do toque era uma dádiva, mas nada se compara ao prazer de percebê-la encharcada só com estas doces carícias. Foi instinto, imediato, também melei. E provei. Provamos. Nos beijamos, nos bebemos, nos comemos, porque a minha sede era dela e a sede dela de mim. Porque nunca as horas passaram tão rápido, porque os gemidos nunca foram tão intensos, porque a vontade nunca foi tanta e o prazer nunca foi tão explícito e sem vergonha. E quando lembro melo, sorrio, contraio, estremeço e gozo. “À primeira vez!”, foi o brinde. Memorável, inesquecível.

Arquivado como:Mulheres, bissexual, bissexualidade, erotismo, erótico, homossexual, homossexualidade

Hermafrodita Virtual

Já ouvi alguns conhecidos homens contarem histórias de que já entraram em chats lésbicos passando-se por mulher. Ou o contrário, mulheres que entraram em chats como homem e conquistaram simplesmente todas as carentes de plantão. Enquanto ouvia estes causos eu pensava em como conseguiam. Já escrevi contos de ficção em primeira pessoa, sendo a protagonista homem. No entanto, como me passar por homem, como um homem se passa por uma mulher? Me and My Secret Life me fez ter contato com uma das histórias mais bizarras que já vivi. E não porque eu ache impossível ou incomum, acho até que existe muito mais gente do que imagino passando-se por outra, mas… Nunca pensei que eu fosse me envolver em algo assim.

hermafrodita.jpg

O tema, hermafrodita, que nada tem de escabroso, representa o filho de Hermes e Afrodite que, unido à ninfa Salmacis, forma um ser duplo com genital masculino, peito e formas femininas. O escultor encontra, aí, um tema característico do gosto helenístico: nudez lânguida, efeito de surpresa e teatralização, que se unem além dos séculos à arte barroca italiana do século XVII, ilustrada aqui por Le Bernin, que esculpiu o voluptuoso colchão sobre o qual foi colocada a estátua antiga. Na parte de baixo da imagem, vê-se o pênis de Hermafrodita, em contraste com as formas nitidamente femininas do corpo. Na Fig. 0806a, as nádegas da estátua são mostradas com mais detalhes.

Referência: Musée du Louvre / URL: www.louvre.fr

Fonte: http://greciantiga.org/img/esc/i806.asp

Antes de tudo, preciso dizer que muitos meses depois do acontecido não tenho nenhuma mágoa do fato. Apenas tenho como referência e, talvez, lição. Por curiosidade, carência ou mesmo necessidade de uma paixão, conheci e me envolvi com uma mulher aqui na net. Daquelas situações bem impossíveis de realizar, países diferentes, mundos diferentes… Um belo dia nós trocamos uma mensagem, duas, três, e quando vi, trocávamos monólogos, quase três por dia, uma com a outra. Ela, muito mais experiente que eu, me encantava pela sensibilidade das suas palavras. Seus textos, talvez os mais belos e sensuais textos lésbicos que já li, me faziam entrar num transe. Os versos se repetiam incessantemente dentro da minha cabeça. Trocamos fotos, as letras ganharam corpo e rosto. Ela, sempre muito mais explícita que eu, me seduzia de maneira tão natural, suas palavras fluíam tão bem. De fato, só havia uma grande amizade nascendo, cheia de desejo, reconheço, mas sem que eu soubesse, já me via envolvida em uma paixão.

Uma viagem repentina, um desaparecimento inesperado, um fã incondicional dela surgindo do nada… Um homem tão interessante quanto ela, um estilo diferente de literatura, encantador, másculo, mas que pra mim, pouco importava, não era ela. Tudo fluindo enquanto eu me envolvia da presença exatamente durante a sua ausência. Pensava com carinho, com paixão. Uma frase, uma imagem, tudo lembrava ela. Me vi poetando. Logo eu, quem diria… Poeta?! Ressuscitei um blog antigo, um blog lésbico, um blog de um tempo em que a coragem faltava para admitir meu desejo. Lá eu escrevia, escrevia, organizava meus pensamentos soltos. Até que um dia um e-mail dele, perguntando dela, com uma situação completamente insólita. Liguei meu pisca alerta. Com educação, mas talvez um pouco seca, respondi. Eu nada sabia. E nada sabia mesmo, daquele momento em diante, entrei numa paranóia. Porque aquele cara me procurou?

Desde que inventaram a internet, não há mais privacidade. E através de buscas de IPs, informações pelos googles da vida, leituras e mais leituras dos textos dele e dela, constatei: os dois são um. Ela apareceu para encantar (e, com efeito, encantava) e desapareceu para ele brilhar (o blog dele apareceu pouco antes dela desaparecer). Minha descoberta, eu não sei se feliz ou infelizmente, foi o ocaso dos dois. Pra mim, jamais admitiram o hermafroditismo, se assumiram um casal que usavam a mesma máquina, que tinham estilos parecidos por um vício de casal. De mim, ele se despediu com um e-mail seco e ofendido, nunca foi a intenção dele jogar ou brincar com qualquer sentimento, tudo não passava de um estudo comportamental. Pode até ser, sei lá. Enquanto ela, bem que tentou retomar o contato, mas onde não há confiança, não há mais nada. Despediu-se partindo para uma viagem (fake?) com uma amiga, nunca mais voltou.

De tudo eu guardo poucos lamentos e muitas constatações. Uma delas é que ela será sempre ela, mesmo que seja ele. Jamais saberei. Pouco tive contato com o homem, no entanto, me apaixonei pela mulher. Se ela/ele era realmente um homem, tudo indicava que sim, era o homem de alma mais feminina que conheci. O ser mais delicado e terno, quando mulher. Talvez o tipo de homem que eu me apaixonaria e que me levaria a orgasmos múltiplos, porque saberia ler minha alma, como nem eu sei. Como ela soube. O meu maior lamento foi tê-los levado ao fim. Independente do sexo, a obra dela, e dele, não era uma farsa. Me encantou. Encantava meio mundo. Continua encantando. Dia desses uma nova amiga citou a obra dela como referência, sorri, e por isso até resolvi desencavar a história.

Curiosamente, apesar de todas as dúvidas, sinto que me apaixonei por uma mulher, mesmo que esta mulher estivesse dentro de um homem.

PS – Achei importante dizer que relutei muito antes de postar este texto. Por vergonha de ter caído numa dessa, e também por precaução de não estar cometendo uma injustiça, mas resolvi postar apesar de tudo, porque certa ou errada, esta história me pertence. Aconteceu comigo. Esta é a minha versão.

Arquivado como:Geral, bissexual, bissexualidade, extraordinário

Fantasia à tres – Comentando o Comentário

O papel e a mente aceitam tudo. Mas essa eu definitivamente passo e admiro sua coragem de contar.

Acho que fantasia é fantasia e nem, necessariamente, precisa tornar-se real para ser combustível na nossa vida sexual. Acho que algumas, nem devemos comentá-las, mas nem por isso elas são menos significativas. Acho que fui bem abusada mesmo em criar coragem e postar o texto anterior. Me and My Secret Life é um abuso só!

Uma curiosidade sobre mim, jamais fantasiei em estar em uma dupla penetração (dois homens e eu) ou em ter diversos paus à minha disposição para chupá-los só para o meu bel prazer, por exemplo. Quando penso em swing sempre imagino que possa rolar uma cena homo entre meu parceiro e o outro cara (e não vejo nenhuma estranheza nisso). E antes que perguntem, sim, já me imaginei em um ménage só com mulheres. No entanto, confesso, eventualmente gozo fantasiando trepadas simplérrimas, só com carinhos, beijinhos e pau roçando na bunda, abraçadinho em conchinha.

De perto, ninguém é normal!

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, erotismo, erótico, sexo, sexualidade

Lésbica, eu?!

Este é um dos posts que estão guardados há muito tempo. Aliás, fui atualizando este post ao longo de meses, muitas vezes. É quase tão antigo quanto O Cu – Dor e prazer, o post mais lido deste blog.

De todos os meus desejos sexuais, o que até hoje ainda me traz algum incômodo, e não pela sensação, mas pela carga moral que traz em si, é o meu desejo por mulheres. Poderia até ser o BDSM, mas não é, apesar de manter também alguma reserva quanto a isso. Cresci ouvindo dizer que mulher com mulher dá jacaré. Alguém quer ser jacaré na vida?! É até engraçado, pois tal exercício neurolinguístico é imposto pelos mesmos que nos indicam que meninas só brincam com meninas. Complicado…

Já comentei aqui que, pra mim, a heterosexualidade é uma condição social? Se não comentei, comento agora. Acho que o sexo é natural ao ser humano, seja solo, homo, bi, hetero, para a procriação ou unicamente pelo prazer. O ser humano é um ser sexual. Eu aprendi a me masturbar sozinha, e o fiz por acaso e repeti porque senti prazer, só isso. Nos disseram que ser hetero é ser normal e nós acreditamos, mas… Será que é mesmo?

Por anos a fio, eu devo ter sublimado um desejo sexual por mulheres, porque aceitar este desejo lésbico seria me submeter a julgamento e condenação no tribunal da minha consciência. Aliás, é algo tão interessante esta auto-censura, que mesmo hoje eu percebo que quando penso em sexo, a imagem que me vem à mente é homem/mulher. No entanto, agora a pouco eu li um texto tão lindo no Entremeado, tanto lirismo e beleza num texto homossexual, que me estranha eu ter algum sentimento de estranheza.

Até atentar para o fato que uma mulher poderia ser provada, o corpo feminino me era quase indiferente. Estive na cama muitas vezes a três (eu, uma amiga e um homem), acreditando que tudo era permitido, menos tocá-la ou aceitar a carícia. Tanto, que sequer cogitava a hipótese e era bom como rolava. Contentava-me, era quase natural, mas veja bem… Quase.

Lembro que uma noite eu tive um sonho. Em um passeio com amigos, em determinado momento, cansados da caminhada, tirávamos nossas roupas e mergulhávamos nus em uma cachoeira que formava um lago de água muito gelada. Sol e corpo quente, o mergulho naquela água era algo insano e ao mesmo tempo delicioso. Lembro que os mamilos enrijeceram e minha primeira reação foi cobri-los. Eu não sei se por vergonha, havia homens e mulheres, ou por frio. No entanto, percebi que uma das meninas da excursão me olhava diretamente nos seios, não com curiosidade, mas desejo. Aquela sensação, de objeto de desejo feminino, me esquentou as entranhas, como se contra todo aquele frescor externo lutasse um rio quente dentro de mim. Os grupos de conversa e brincadeiras começaram a formar-se e ela se aproximou de mim. Eu apesar de levemente constrangida, estava sim, muito mais desejosa. E então, naquelas situações em que só os sonhos são capazes, eu, que jamais havia tocado ou sido tocada por uma mulher, senti o corpo daquela estranha se aproximar do meu sob a água. Senti suas mãos me explorar o corpo, sem fazer nenhuma resistência, muito pelo contrário. Sem nenhum pudor me pus a acariciá-la também. E então, pela primeira vez eu senti a maciez de um seio feminino em minhas mãos, a rigidez do mamilo, e quando enfim ofereci a boca… Acordei.

Sei que o relato do sonho acima pode parecer historinha, mas não foi. Eu acordei ofegante e de lábios úmidos, mamilos túrgidos e xota melada. Masturbei-me como louca. Gozei um gozo intenso que parecia não ter fim, pois eu gozava e continuava me tocando, gozava de novo e mais uma vez… Levantei-me da cama e fui escrever o sonho, sempre tive esta mania. E eventualmente, quando eu relia aquele sonho, me masturbava. A princípio com alguma culpa, mas depois só com desejo.

Quando Antonio (o italiano) me fez a proposta, que eu me relacionasse com uma mulher, eu apenas legitimei meu desejo. Podendo enfim desejá-lo, sob a desculpa de estar saciando o desejo do meu homem. Só que não aconteceu assim. Minhas buscas acabaram sendo íntimas e pessoais. Nunca realizei com ele a tal proposta, no entanto, foi a partir dele o start pra tudo. Hoje não nego o desejo, mas percebi que nunca me envolvi com uma mulher ao extremo da paixão apenas eu e ela. Ainda que acredite ser possível, mas até hoje sempre aconteceu de rolar em trios. Às vezes acho que foi a minha maneira de fugir do comprometimento. Pode parecer, pela maneira que falo aqui que sou uma grande expert em mulheres, mas não sou. Salvo uma deliciosa relação real com a T. e o marido, algumas brincadeiras virtuais (com a B. e a P.) e a minha participação em trios (inclusive também, sendo a terceira uma profissional), a minha única grande paixão lésbica que vivi foi por um hermafrodita virtual na internet, que até hoje não tenho a certeza se era ele ou ela (os indícios me levaram a crer que era um homem passando-se por uma mulher). Vejam só…

Tá certo que eu não sei se aguentaria uma outra TPM no mês. E pior, que não seja a minha. Ou o controle, os joguinhos e estratagemas típicos que só o sexo feminino é capaz. No entanto, não há como negar as sensações do feminino em mim. A boca que vem com tanta suavidade em meu corpo, os seios que ao roçar nos meus causam um arrepio indescritível. Os dedos que instintivamente sabem descobrir meu ritmo e intensidade até o orgasmo. E sabor?! Ah, o sabor… O sabor de uma mulher não tem igual. Só depois de provar uma mulher eu entendi a paixão e o fascínio que os homens tem por nós.

Certa vez na terapia, minha psicóloga perguntou por que eu, uma mulher tão desencanada sexualmente, não me permitia viver uma paixão e relação homossexual e a minha resposta foi: “Medo!” E como todo psicólogo ela repetiu em pergunta: “Medo?” E então, pela primeira vez eu assumi que a minha resistência, não era pelo medo de gostar da situação e enfim assumir-me lésbica, mas sim pela possibilidade de não gostar tanto da relação quanto gosto do sexo sem comprometimento. E assim, ter que reconhecer minha completa inabilidade e falta de traquejo em qualquer relação. Seja homem/mulher (sim, tirando a cama, sou um desastre) ou mulher/mulher. Já pensou?! Lembro bem dela rindo e dizendo que qualquer relação é complicada, seja homo ou hetero, de amizade ou fraterna. Acabei sorrindo também.

Isto ou aquilo… Só sei que é complicado pra mim. Aceito o desejo, aceito o prazer, mas só aceito o momento. Felizmente hoje a bissexualidade é mais aceita. Principalmente a bissexualidade feminina. Caiu por terra o estereótipo que mulher que gosta de mulher tem que ser machona. E mesmo que seja, pra cada tipo de expressão tem seu par. Eu prefiro mulheres inteligentes e sexies. Alguém que atice meu desejo antes, me seduzindo a mente, e que me realize durante, me seduzindo o corpo…

Lésbica, eu?! Quem sabe… Eu nunca digo nunca! Por enquanto, e já é coisa pra caramba, só assumo que gosto de meninos e meninas. De maneiras diferentes, mas em igual intensidade. Só o tempo me trará respostas, ou não…

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, homossexual, homossexualidade, sexo, sexualidade, vida

Sobre cu (com e sem acento), porra, xota y otras cositas más.

Ter um blog que fala de erotismo e sexualidade é algo, no mínimo, interessante. E eu que para completar, optei por usar um vocabulário, digamos assim, mais direto, sei que 90% dos pára-quedistas do Google que chegam por aqui, vêm em busca de sacanagem. Esta semana um de meus leitores comentou inclusive que o blog mudou, já que veio aqui atrás de contos eróticos e encontrou uma miscelânea de textos e links que são até sobre erotismo, mas não necessariamente. Assumo que o blog mudou um pouco sim, mas é fase. Me and My Secret Life é um blog de sacanagem, também…

As maiores buscas que chegam aqui são sobre cu (com e sem acento, apesar de oxítonas terminadas em U não serem acentuadas), porra, xota, inversão de papéis (com e sem acento também, mas atribuo isso aos teclados de configuração internacional) e o famoso “fio terra”. Um dicionário e tanto de safadeza que eu aqui abordo de maneira super natural a partir de relatos. Coisas que vi, ouvi ou vivi.

Textos, contos e relatos eróticos como O cu e O cu – Dor e prazer, Gosto de porra ou gosto de xota e Inversão de papéis, todos são fenômenos de visitas e também de comentários. Porque mexem com o imaginário das pessoas além de ter títulos que eu até chamaria de apelativos, não tratasse eles exatamente do que se propõem.

O mais curioso neste pega-pega de textos na rede é que alguns dos meus melhores textos, que até tem um grande apelo sexual, por não usar palavras específicas se perdem no meio do blog e das buscas. Um exemplo clássico é Curiosidade – Onde tudo começa, que trata de lesbianismo, bissexualidade e ménage. E talvez pelo fato de no texto eu não ter usado explicitamente nenhuma destas palavras o texto acabe não sendo um referencial. Existem outros que acabam se perdendo entre tantos. Recentemente até coloquei um botão de busca no blog, até mesmo para me ajudar quando faço citações a textos antigos como este.

Apesar de viver sim de olho nas visitas (não sou hipócrita de dizer que não), semana passada tive um pico e ainda não descobri porque, me preocupo mais com a veracidade dos meus textos. Sou uma que ainda não sabe exatamente se quer ganhar dinheiro com o blog, pois se pra isso eu tiver que usar de meios descarados tipo falar da Cicareli e Cia. Ltda. Me recuso!

Já mudei título de post por perceber nos comentários que estava atraindo um público que sequer entendi a sobre o que eu estava falando. Um exemplo específico foi quando falei do meu momento Fani na vida. Fiquei passada em perceber que adolescentes fãs da moça chegavam ao meu blog (e sequer liam, essa é a verdade, já que não se tocavam não ser dela), pedindo atenção, deixando recadinhos que apaguei todos, mas não sem antes me sentir uma aproveitadora da fama alheia. Tirei uma expressão específica no enunciado que remetia à mocinha e passei a dormir feliz e sossegada.

Creio que este post enorme é só pra dizer que a dona do Me and My Secret Life, euzinha, fica feliz e agradecida com as visitas, retornos e links que trazem cada vez mais leitores. Obrigada! Pede desculpas aos que chegam e não encontram exatamente o que gostariam, mas procuro sempre ser fiel aos enunciados. Valeu!

Arquivado como:Geral, bissexual, bissexualidade, erotismo, extraordinário, homossexualidade, sexo, sexualidade

Fantasia Sexual

Não lembro bem quando comecei a fantasiar sexualmente alguma coisa, mas certamente, quando eu ainda não beijava nenhuma boca e ficava imaginando como seria, já estava engatinhando para o que hoje eu chamo de combustível para o desejo. Quando eu fechava os olhos e imaginava que sabor teria um beijo, que temperatura, o que aconteceria com os dentes – temíveis dentes – ou sei lá mais o que, visualizava e, de certa forma, experimentava em pensamento o que um dia viria a realizar e realizar muito, diga-se de passagem. Expectativa, ansiedade, realização, satisfação ou decepção. Cada beijo é um beijo, porque cada boca é uma boca, cada pessoa é uma pessoa… Ok, vocês vão achar que fantasia de beijo não tem graça, né?! No entanto, só quem já fantasiou, teve expectativas e se decepcionou, sabe que qualquer fantasia, seja ela da mais bobinha até a mais complexa tem seus riscos.

Esquece beijo, vamos partir para algo mais picante. Eu já perdi as contas de quantas safadezas fantasiei ao longo da vida e… Realizei! Sim, sou muito destemida quanto à realização das fantasias. O que pode ser um bem ou um mal. Depende do que vem depois. O ménage a trois foi um exemplo clássico que durante anos fiquei matutando em minha mente. Pensava no antes, no durante, no depois. Pensava em como seria estar com um casal, provar uma mulher, o sabor de uma xota, ser tocada por ela, penetrada por ele, alternar chupar uma xota e um pau, conseguiria satisfazê-los sexualmente? Eu pensava em tanta coisa, tanto, que chegava a quase sentir gostos, aromas… Que o dia em que aconteceu não foi bom foi ótimo. Porque foi melhor. A sensação real foi absurdamente melhor que as sensações imaginadas. Não foi à toa que repeti algumas vezes depois. Não sei se o fato de ter vivenciado mentalmente tantas vezes ajudou, mas foi bom demais. Hoje, o ménage em minha vida não é regra, mas também não é exceção.

O único senão à experiência foi que apesar de ter amado o durante, encanei um pouquinho no depois. Não mais hoje, mas no depois imediato. Sabe aquela coisa de se sentir meio puta? Ser uma lésbica enrustida? Senti que uma vez aberta a caixa de pandora, não haveria mais volta. E não teve. Ninguém retorna à virgindade de um dia. A gente passa a ver o mundo de maneira diferente. Por isso é tão importante pensar se quer realizar realmente ou não. Não há espaços para arrependimento.

Também foi assim com o sexo anal, mesmo tendo evitado por muito tempo, depois eu acabei incorporando a um menu de opções permitidas em nome do amor e do prazer. E curiosamente ambas as experiências, o sexo anal e o ménage, eu tinha como algo inconcebível, uma porque acreditava impossível unir dor e prazer, e outra porque ia contra os valores morais, que são embutidos uma vida em nós. No caso dessas duas fantasias em especial, posso assegurar que a lembrança do prazer da sensação do ato, deixou para trás qualquer má sensação que veio depois. Tanto que repeti e ainda repetirei muitas vezes mais.

Já realizei outras tantas fantasias, sem grandes medos ou complexidades. Guardo algumas, nem tão loucas, outras muito loucas, mas que espero para realizar com a pessoa certa. Aliás, importante dizer que existe isso, a pessoa certa. E a pessoa certa é aquela que compartilha da sua fantasia também. Aquela em que, às vezes, nem imaginava tal coisa, mas que ao tomar conhecimento se empolga, o olho brilha e acaba se tornando cúmplice de uma fantasia que antes era só sua. Como encontrar esta pessoa? Ah, sei lá… Tentando. Eu sou uma sortuda, sempre encontrei parceiros para minhas doidices. Confesso que algumas ficam mais guardadinhas que outras, talvez porque não seja o momento de realizá-las, talvez porque não vá realizá-las nunca. Talvez porque a única função delas, as fantasias, sejam a de liberar minha libido. Um Red Bull psico-sexual, fazer minha mente e a do parceiro ganhar asas.

Já percebi que algumas fantasias jamais serão mais que isso, fantasias, mas mesmo assim cumprem o seu papel Red Bull em minha vida e na do outro. Às vezes brinco que na fantasia, já levei um time de futebol inteiro pra cama. Surubão da melhor qualidade. Sei lá se é loucura, mas sei que algumas vezes já envolvi meus parceiros em minhas fantasias e o resultado foi delicioso. Assim como o contrário. Adoro uma proposta indecente. Quase sempre vou na onda, mas quando não vou… Não tenho o menor problema de dizer não quero ou aceitar um não como resposta. A consensualidade é algo essencial na realização de fantasias. Barato de um, nem sempre é o barato do outro, se não for para dar prazer a ambos, não tem graça. Pra que bater em uma tecla só, se existe um mundo de possibilidades?

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, sexo, sexualidade

To bi or not to bi – comment PD

O Pequenos Delitos fez um ótimo texto/questionamento sobre a bissexualidade (feminina, deixo claro aqui). To bi or not to bi. Neste texto, através de uma hipotética cena deliciosamente erótica ele mostra para uma mulher que o prazer não tem sexo. Vale ler o texto, principalmente pelos comentários. Opiniões extremamente diversificadas. Segue abaixo o meu comentário.

Acho que virou moda a bissexualidade feminina, principalmente a estética da coisa. Fotos, vídeos, textos… Há uns vinte anos, eu mesma até ficava a três, mas não ousava sequer esbarrar na outra menina com medo do que ela pudesse pensar. Hoje sou mais ativa e sem nenhuma vergonha.

Outros tempos agora, mas ainda acho que o mundo não mudou, a divulgação das fantasias é que mudou, tornou mais acessível. Quem tem peito e vontade, corre atrás do seu desejo e realiza, quem não tem, fica como está. Às vezes acha bonito, às vezes acha feio, às vezes acha estranho, mas só acha, não realiza pq não tem nada a ver. Quem experimenta, mesmo que por curiosidade é porque tinha vontade, quem continua é porque gosta. Ponto. Ninguém faz nada por ninguém.

Quanto à bissexualidade masculina é mais séria. E não fácil de explicar assim como no texto. Ponto Z foi perfeito. Só quem curte ser enrabado pra aguentar um pau no cu. Já namorei dois bissexuais e, curiosamente, nunca fizemos sexo a três. Porque quando estavam comigo, desejavam estar com uma mulher e não com um homem. Quando queriam um homem, não estavam com uma mulher. Óbvio.

Na fantasia, toda putaria é válida e simples. Na realidade quando rola sentimento as coisas ficam um tiquinho mais complicadas. Quem é homo, dificilmente é bi, admiro demais os homossexuais por terem uma posição tão clara da sexualidade. Quem é hetero pode até eventualmente ser bi, principalmente as mulheres. Não necessariamente aquela que tem uma experiência bissexual torna-se uma, mas certamente toda que repete o faz porque gosta.

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, sexo, sexualidade

Ela

Faz uns meses me envolvi afetivamente por uma amiga aqui na net. Começou por admiração, foi para a amizade e quando eu vi… Estava caidinha por ela. Não vem ao caso dizer os porques de não ter rolado. Uma decepção e caiu por terra tudo o que se construiu, mas… Uma coisa não posso negar. Ter me interessado por ela, independente de qualquer verdade ou reciprocidade da outra parte, me mostrou uma verdade. Nela projetei muitas carências e expectativas que eu até então desconhecia. Sequer sou capaz de culpar o outro pelas minhas neuroses. Ter me envolvido mostrou que em tese eu posso me apaixonar sim por uma mulher e de forma muito mais intensa do que qualquer coisa que eu vivi. Porque me é desconhecido e justo por isso mesmo não pode ser controlado. Não sei perceber os sinais de alerta. Às vezes sinto que quando eu menos esperar estarei envolvida, apaixonada, amando uma mulher… Ou não. Apenas não me nego. Há em mim um mundo que eu desconheço, mas que eu não tenho medo de conhecer.

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, homossexual, homossexualidade, sexualidade

São Paulo é Gay!

Calma! Antes que todos os paulistas pensem que eu pirei, deixa explicar… “São Paulo é gay!” foi a exclamação mais que perfeita de uma menina que conheci no metrô completamente lotado, enquanto nos encaminhávamos para a Parada Gay, GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgeneros) é o termo politicamente correto, na Av. Paulista neste domingo 10-06. Sempre estou em Sampa, mas confesso, nunca vi o metrô tão cheio e nem a Av. Paulista daquele jeito. Dizem que foram três milhões de participantes dessa vez (ano passado foram dois milhões). Nunca participei de um evento tão grande e tão da paz. Salvo uma ou outra manifestação mais efusiva (gritos e assobios no metrô), não vi nada (sabe o que é nada mesmo?) que pudesse atrapalhar a alegria da festa. Durante quatro horas, tempo que fiquei acompanhando a Parada, eu dancei, ri, conversei, fiz amigos, me diverti e tudo na mais completa paz. Adorei!

PS
– Este post foi escrito em terras paulistas ainda, só volto na terça para o RJ. Até…

Arquivado como:Geral, bissexual, homossexual, sexualidade

Entre Eles e Elas, os Dois

    Mamila-me como se eu fosse tua última,
    Vagina-me e lambuza-me inteira
    Do mel que escorre de nossas colméias,
    Nesse roçar de almas sedentas e nuas…
    E alucine-me, até que eu padeça,
    E renasça do orgasmo de nós duas.

Reli pela enésima vez Entre Quatro Paredes da Marisa W do blog L[atitudes], desde que li este poema, este trecho em especial virou um mantra. E vou confessar abertamente, já me masturbei muitas vezes entoando este mantra antes de dormir. Nem vou ficar aqui comentando muito da Marisa W e dos seus poemas, vale a pena ir lá agora e conferir, mas este poema me faz pensar em homens e mulheres, no sexo com cada um deles e na delícia que há na diferença.

Recentemente o Pequenos Delitos no post Meninos Entram ou Não Entram? lançou a dúvida no ar se duas mulheres que transam entre si desejam ou não um homem entre elas. Vou ser muito sincera aqui, e espero não ofender os rapazes, precisar, não precisa, se uma das duas convidar, sinta-se honrado. Mulheres entre elas se bastam sim e criatividade é o que não falta.

No entanto, este post é mais para tecer um comentário que me martela a mente desde que li este post do L[atitudes]. Não há como comparar o sexo entre mulheres com o sexo homem/mulher. O trecho acima citado, ilustra uma cena impossível de acontecer entre homem mulher, e só uma mulher que transa outra entende o que estou dizendo. Vou repetir à exaustão, só quando senti os seios de outra mulher percorrendo o meu corpo, entendi o desejo e fascínio que os homens sentem pelos meus.

E sinto-me extremamente à vontade em dizer, que entre eles e elas, escolho os dois. São experiências diferentes, momentos diferentes, mesmo quando acontecem juntos, acreditem. Um, definitivamente, não se compara com o outro. Mamar um pau ou uma xota não são sensações iguais apesar de ambos receberem e proporcionarem prazeres iguais. Nada se compara à penetração, a vagina nasceu para o pênis, tanto, que são estes dois os responsáveis pela existencia de cada um de nós. No entanto, como me negar à delícia de aromas e sabores tão deliciosos quanto os meus?! Já provei, sei o quanto é bom…

Ouso dizer que a diferença do sexo eles/elas e elas/elas, está no fato de no sexo hetero, homem e mulher se completam, buscam no outro o que lhes falta. Enquanto no sexo entre elas, mulher e mulher se fundem, incorporam-se.

E viva as diferenças!

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, erotismo, homossexual, homossexualidade, poesia, sexo, sexualidade

Enquanto Ela Não Vem…

    patt-e-bett.gif

Enquanto eu arrumava a casa ansiosa por recebê-la, detinha-me em pequenos detalhes. Fazia dois dias que eu só pensava nela, na sua chegada. Desde a ida ao mercado para comprar queijos e vinhos, até coisas bobas de arrumação, tudo era motivo para afastar um pouco a idéia fixa de tê-la ao meu lado. Se o banheiro estava impecavelmente limpo, a cama devidamente arrumada… Bobagens do dia a dia, mas que me ocupavam a mente enquanto ela não vinha.

Tomei um banho quente, demorado, morava em uma cidade fria, mas linda demais. Passei hidratante em meu corpo, a pele exigia tais cuidados, mas naquela tarde havia uma conotação erótica no ato tão corriqueiro. Eu esperava por ela. Vesti o roupão, pus uma toalha na cabeça, olhei para o relógio e vi que ainda faltava uma hora até chegar. Viria de passagem, na volta de um passeio a uma cidade próxima à minha, desviaria o itinerário e passaria a tarde comigo antes de voltar pra casa.

Sentei diante do computador e comecei a reler nossos e-mails, rever as fotos trocadas, os vídeos safadinhos, poesias… P. era um pouco mais nova que eu, mas já havia sido casada e tinha uma filha de seis anos. Não tinha namorado no momento, ainda falava muito do ex, mas o que nos aproximou não foi uma vida parecida, tampouco uma vida diferente. P. e eu nos tornamos amigas após uma conversa boba num chat do site de relacionamentos que éramos associadas. Onde, inicialmente, apenas reclamamos da dificuldade de conhecer homens realmente interessantes. Ambas buscávamos um namorado, companheiro, um amigo, alguém para compartilhar nossos momentos livres da vida corrida que levávamos. Acabamos conhecendo uma a outra e apesar de nenhuma de nós duas ter vivido ainda uma relação homossexual, descobrimos haver uma curiosidade enorme, apesar de toda a nossa história pregressa ser heterossexual.

Lembrei de uma noite em que eu teclava com ela no MSN e em meio a um assunto corriqueiro P. me perguntou de uma maneira tão direta que eu fiquei até meio sem graça na hora. “Você já teve um caso com alguma menina, B?” e eu que realmente nunca tinha vivido nada assim, respondi sinceramente que não, mas não sem antes deixar de lançar um “por quê?”. E daí o assunto passou a focar a curiosidade, os desejos escondidos, comentamos de experiências furtivas. Ela comentou da amiga que beijou certa vez em um carnaval, muito doida de cerveja. Eu comentei que já havia estado na cama a três, mas que não havia tido coragem para sequer tocar a outra menina, e por ali foi… Aquela foi a primeira de muitas conversas. Mais tarde P. admitiu que quando me chamou para o bate papo, o fez por que o meu perfil, apesar de heterossexual, tinha uma liberalidade diferente implícita em minhas palavras, sem contar que ela achou minha boca linda.

Depois daquela conversa, nossos assuntos mudaram um pouco, e apesar de ainda continuar a falar de nossos encontros, desencontros e problemas no trabalho, eventualmente conversávamos sobre a curiosidade e a possibilidade de ficarmos um dia juntas. Eu me sentia muito estranha em ansiar chegar a noite para teclar com ela. Ansiar pelas fotos do seu corpo, que ela revelava em doses calculadas, mostrando hora um seio, noutra um pedaço da bunda, noutra os pelos da xota… Eram fotos que o marido havia feito e quando P. comprou uma web cam, passou a se mostrar pra mim on line. Atitude que foi depois retribuída quando eu comprei a minha. Éramos como duas crianças descobrindo o sexo, mas principalmente as sensações.

Naquela tarde eu a esperava ansiosa, como criança esperando a abertura dos presentes em noite de natal. De certa forma eu já havia sonhado tanto com o momento, repassado tantas vezes mentalmente que já chegava a rir nervosamente sozinha, quando o assunto voltava à mente. Deitei na cama então, e para relaxar entreabri minhas pernas e comecei a tocar-me, imaginando que eram os dedos, as mãos de P. a acariciar-me. Gozei algumas vezes ali, sozinha, mas com a imagem dela, o som da sua voz em meu pensamento até que… Adormeci!

Quando acordei já era noite, a tarde havia passado e ela não veio. Procurei meu celular havia duas chamadas perdidas, eram dela. Liguei em retorno e perguntei por que ela não veio se havia acontecido alguma coisa séria e ela disse que não, que à noite entraria no MSN e me explicaria melhor. Naquela noite ela não entrou, e nem em muitas mais. Enviei um e-mail para ela e recebi uma resposta envergonhada que veio cheia de desculpas, mas no fundo, ela só não dizia a verdade: “Eu não tive coragem…”

Depois disso ainda tiveram mais dois desencontros, nesse meio tempo conheci a B. e depois a T., a minha real primeira vez com menina. Eu e P. fomos nos distanciando, até não ter mais contato. Recentemente nos achamos novamente no Orkut, mas… A aura de magia se foi. Acho que eu também tive medo e recebi com certo alívio a recusa, principalmente porque tinha medo de me apaixonar por uma mulher e finalmente entender-me como bissexual. Que bobinha… Como se já não estivesse apaixonada e bissexual não fosse!

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, homossexual, homossexualidade, sexo, sexualidade

Paquerinha Virtual

    sexyblonde.jpg

B. era uma doidinha e eu amava isso nela. Morávamos na mesma cidadezinha e, no entanto, a gente nunca se viu. Às vezes eu penso que foi justamente por isso, morávamos perto demais. No fundo eu e ela estávamos ainda descobrindo a coisa toda e nossa paquerinha virtual foi um delicioso exercício de sacanagem. Nosso relacionamento foi únicamente virtual e telefone. Foram poucas, muito menos do que eu gostaria, mas deliciosas vezes que nos excitamos mutuamente.

Contatei a B. quando A. a 12000 km de distância de mim, disse que adoraria me ver trepar com uma menina diante da web cam, já até comentei sobre isso aqui. E o mais legal é que ela achou a história o máximo, se empolgou, a gente vivia comentando como faríamos. Eu vivia uma fase de fidelidade cega, mas não achava traição paquerar ou sair com a B., ele sabia, chegou até a conversar com ela algumas vezes. Só que apesar de morarmos na mesma cidade, tínhamos um grande problema, o namorado dela era ciumento e um quadradão. Sua história com meninas corria em paralelo com o seu namoro, de maneira bem distinta. Eles eram mineiros, namorados desde a adolescência, foram pra cidade estudar e dividiam apartamento com outros colegas. Ele bem machista e ela bem safadinha, amava se autodenominar assim.

Eu, ela e a web cam, vivíamos um caso de amor. Perdi a conta de quantas vezes nos masturbamos uma diante da outra. Adorávamos ver os dedos melados, a safadinha às vezes colocava o microfone bem perto da xota, só pra eu ouvir o barulinho dos dedos dela entrando e saindo. Em uma dessas vezes, ela quase que foi pega pelo namorado. Depois rimos muito, pois ela disse que ficou tão assustada que desligou o computador na hora e foi pra cama e quando ele chegou e a viu nua se masturbando perguntou com os olhos arregalados o que era aquilo e ela respondeu:

- Uma buceta, ué?! E é tua, vem comer que eu estou doidinha aqui… – e quadradinho ou não, o namoradinho não negou fogo.

Em outra vez, em uma viagem dela a trabalho, ela encontrou uma lan house, me achou on line e foi direta:

- B. que bom que eu te encontrei. Eu estou com a xota ardida de tanto que tenho me masturbado pensando em você. Estou em uma Lan House, numa cabine bem no cantinho, se masturba pra mim?! Vai… Quero ver sua xota cabeludinha e melada, coloca a cam bem pertinho.

E eu sorri, B. era uma menina safada, falava sacanagem com uma facilidade que me deixava doida de tesão. Só em ler o pedido eu já ficava melada, e a doida lá do outro lado me deixava doida com o que fazia também. De tailler preto e blusa branca, meias finas e salto alto, enfiava a mão dentro da blusa, beliscava o mamilo bem forte, chegou a tirar a calcinha e guardar na bolsa, fazendo malabarismos para se masturbar na cabinezinha da Lan House. A gente tinha tanto tesão uma na outra que gozamos em minutos, só lendo e vendo as nossas exibições. Nesse dia, ela de repente olhou para o relógio e como uma desvairada levantou, arrumou a saia e disse que tinha que ir correndo, tinha reunião em meia hora. Cliente novo. Lambeu os dedos, me estalou um beijo pela web cam e antes de desconectar, mandou essa:

- Caramba, B… Estou com o maior cheiro de xota na mão. Se o cara for viado, estou ferrada – e caiu na gargalhada saindo em seguida.

Depois que saí da cidade tentei retomar contato, mas ela também voltou pra cidade dela. Ficou ainda mais complicado. Ela e o namoradinho inclusive estavam para casar, mas… Segundo ela, ele tinha que destravar um pouco, senão nada feito. B. como sempre uma pimenta, disse que estava saindo com a nova colega de apartamento, mas que qualquer hora dessas arrastaria ele para uma farra bem gostosa a três, aliás, a quatro, o namorado da colega amava vê-las juntinhas e participar também. Às vezes fico imaginando aqui se ela conseguiu…

Arquivado como:Mulheres, bissexual, bissexualidade, erótico, sexo, sexualidade

O Auto-Preconceito à Bissexualidade

018.jpg

Há alguns anos anos namorei e fui completamente apaixonada por um bissexual. Saber que ele também se interessava por homens nunca foi problema pra mim, era até muito gostoso ter um papo aberto, com ele liberei muitas das minhas fantasias. Nunca estivemos a três ou a quatro, mas sabíamos dessa faceta um do outro. O problema maior aconteceu quando eu descobri que a bissexualidade dele, apesar de aparentemente bem resolvida, dava margem a uma compulsão Donjuanesca e além de mim ele tinha mais três mulheres. Uma não sabia da outra e dessas todas, apenas eu tinha conhecimento do seu comportamento bissexual, para cada uma de nós quatro ele era perfeito, dentro do padrão de perfeição de cada uma. Para todas as outras ele era um Dominador, para mim, era apenas P. Infelizmente tinha complexo de príncipe encantado e hoje quando penso na situação, acho impossível não relacionar essa necessidade de viver rodeado de mulheres, com uma busca de auto-afirmação. Ele não é bem resolvido com a bissexualidade como acredito que nenhum de nós, bissexuais, seja completamente.

Como P., eu não me vejo somente homo tanto quanto não me vejo unicamente hetero. Lembro inclusive de uma expressão que ele usou certa vez: “Só sei que gosto de homens e mulheres”, e gostava mesmo, não é à toa que ele foi especial em minha vida. Odeio o termo bissexualidade tanto quanto não gosto do termo switcher no S&M, porque para a grande maioria, sê-los indica uma grande falta de personalidade. A impressão que tenho é que ser bissexual entre homossexuais ou heterossexuais é viver em cima do muro e estar a qualquer momento, a ponto de pender para um dos lados. Só que eu penso, será que necessitamos mesmo pender para um dos lados? Acredito que com P. não era diferente, o complexo de príncipe encantado era a auto-afirmação que ele precisava para aceitar-se. Escrever meus textos e me expor, mesmo que sob anonimato, seja talvez a minha busca de auto-aceitação.

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, sexo, sexualidade

Gosto de Porra ou Gosto de Xota?!

collage1.jpg

Não adianta, por mais que eu queira, por mais que eu tente gostar, gosto é igual cu, cada um tem o seu. Entre sabor de porra ou gozo de xota, nem pestanejo. É xota mesmo! Mesmo o sabor da minha, amo lamber dedo a dedo melado de mim. Delicio-me de verdade. Espero que os rapazes me entendam e não me levem a mal, também amo sabor de pau. Amo! Pau é pau, é delicioso, faz falta na boca, na xota e onde mais a imaginação permitir. Amo ficar horas a mamar um pau bem melado de tesão, punhetando e mamando, lambendo, mordendo, mas… Como comparar ao sabor de uma xota melada e excitada?! Fala sério…

Gozo de xota é uma conquista, explorada à língua, desperdiçar o gozo é desperdiçar o sabor da vitória. De orgasmos múltiplos então? Hummmmm… Beber o caldinho liberado a conta gotas até tê-la completamente inundada e saboreá-la… É uma conquista. A boca enche d’água aqui.

Gostou do texto? Quer saber o fim da história? Clique aqui!

Arquivado como:Homens, Mulheres, bissexual, sexualidade

Sessão de Fotos

collage-1.jpg

C. é o típico putanheiro, como diria minha amiga. Ao longo de uma vida ela o conheceu, trabalharam juntos alguns anos e depois ficou a amizade. Conhecia família, esposa, filhos e netos. Sim! Netos. Com mais de setenta anos C. se orgulhava em ter vivido bem e bem vivido. Produto de uma outra sociedade, ainda era do tempo que havia matriz e filial, sempre soube administrar muito bem a putaria e administra até hoje. Se há um homem que eu sexualmente admiro é ele, pois apesar da impotência e incompatibilidade ao viagra, ele há muito descobriu que sexo é mais que pau dentro e aprendeu que gozar dando prazer é o máximo.

Publicitário, fotógrafo e dono de uma inteligência e personalidade deliciosa. Conheci C. em uma tarde na casa da minha amiga, a muito já sabíamos um do outro por intermédio dela e me encantei pelo bom papo e safadeza explícita. Aliás, safadeza tem que ser explícita e nem por isso grosseira. Sexo é sexo, não há muitos rodeios não. Quanto mais a gente rebusca, mais se afasta da essência, do instinto. Naquela tarde, ele fez a proposta e nós aceitamos. Fazer uma sessão de fotos o mais explícita que pudesse, seríamos como aquelas modelos de revista pornô bem vagabunda, a ralé da ralé. Daquelas mulheres que se arreganham e expõem até o útero e aquilo nos excitava profundamente.

Gostou do texto? Quer saber o fim da história? Clique aqui!

Arquivado como:bissexual, bissexualidade, erótico, exibicionismo, sexo

avidasecreta

Atenção, importante!

Me and My Secret Life acabou, mas meus textos continuam no A Vida Secreta , uma revista diária de informação e entretenimento sobre erotismo, sexo e sexualidade.

Os comentários do Me and My Secret Life serão fechados, portanto, quem quiser papear de agora em diante é no A Vida Secreta.

Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

Um beijo carinhoso.

B.

www.meadiciona.com/avidasecreta

Arquivo Geral:

Quantos passaram?

  • 684,049 Curiosos

Dê…

bannersap1.jpg

Como, quando, onde?!

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Jan    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30