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O Prazer de Dar Prazer

Existem alguns prazeres no sexo que são inexplicáveis. Que tesão há em chupar um pau, uma xota? Ou mesmo em dar o cu, sabendo que dói? Quem dirá depilar ou raspar as partes íntimas, sabendo que depilando com cera dói, com lâmina de barbear irrita e crescendo coça? Sinceramente não sei de onde vem este prazer, mas certamente há. E acho que a maior gratificação é o olhar extasiado do(a) amado(a).

Já engoli porra detestando… E amei! Já transei a três mesmo sem ter tesão por ela e gozei na boca do amado enquanto ela o cavalgava. Tive orgasmos só chupando um pau, melei, só chupando xota e me masturbei imediatamente após a depilação, só em imaginar a felicidade dele em vê-la toda raspadinha… Ter prazer em dar prazer é um misto de arte, conquista e doação. Se ainda não sabe o que é, experimente, exercite… Certamente, vale a pena.

Postagem original no A Vida Secreta.

Arquivado como:amor, erotismo, erótico, prazer sexual, sexo, sexualidade

Sawabona

Sawabona, texto bem conhecido do Flávio Gikovate, foi postado lá no Zephyrus Prana. Interessante que o Marcelo Bueno postou o texto bem num momento onde o que eu mais tenho feito é questionar o mito das metades que têm que se completar (teoria que eu, definitivamente, cada dia mais acredito menos). E já que eu hoje resolvi falar de relacionamento, aproveitem e dêem uma passadinha no Não 2 Não 1, o Gustavo Gitti continua com as suas dicas rápidas para qualquer relação.

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de sawabona, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer: “Eu Te respeito, eu te Valorizo, você é importante pra mim”.

Flávio Gikovate

Arquivado como:amor, vida

Quando Ser Feliz É Muito Simples…

Ninguém precisa entender, mas nunca vi tanto erotismo em uma cena tão comum. Meu cansaço aparente, os olhos de urso panda… Aquele banho foi extremamente revigorante. Fui completamente despida, conduzida ao chuveiro previamente colocado na temperatura ideal, tive o corpo ensaboado, cabelos lavados, a xota delicadamente depilada… Fui colocada na cama, tive meus pés devidamente cuidados, solas lixadas e hidratadas, unhas cortadas e limpas. De bruços, senti o óleo frio escorrer nas costas, para depois sentir o movimento das mãos aos poucos aquecendo, deslizando, incorporando o óleo à pele, transformando a massagem relaxante em uma carícia erótica. Nunca ser feliz foi tão simples. Atitudes absurdamente comuns, extremamente sensuais, tanto no momento vivido, quanto na lembrança de agora. Sem palavras!

Arquivado como:Fetiches, BDSM e Eu, amor, erotismo

Plugado

Foram os meus dedos que primeiro brincaram lá. As luvas calçadas e muito gel. A intenção era o prazer e não desconforto. A brincadeira anterior havia deixado-o a postos, e ainda vestido do preservativo, quando meu dedo encontrou a próstata em massagem gostosa e constante, o líquido escorreu um pouco, empapando a ponta dele. No entanto, estávamos só começando. Foi com o plug de borracha que me pus a brincar mais forte na área que ele odeia amar tal carícia. Ali, vendo-o de quatro pra mim, abusei do gel no plug e com rápidos movimentos curtos, fui invadindo-o centímetro a centímetro. Massageando diretamente a região anteriormente tocada por meus dedos. E à medida que oferecia menos resistência, enfiava um pouco mais, e mais, e mais, até ter o plug completamente dentro, enfim.

E uma vez preenchido, acomodei-o com a barriga pra cima, pernas juntas e mãos pra cima. O cenho franzido revelava um misto de dor e prazer. Prazer que o punha em riste. Ali, lentamente sentei, ouvindo o seu gemido enquanto me preenchia. Sentei muito devagar, queria senti-lo entrando, sendo dessa vez eu a preenchida por ele. E a cada gemido mais forte eu parava, descendo um pouquinho mais só quando ele relaxava. E uma vez todo dentro, preenchido e preenchendo, simplesmente parei. Nada de movimentos bruscos, rápidos. Era a contração voluntária dela que o massageava, estrangulando-o dentro de mim. Fechava os olhos e contraía, ele gemia, eu relaxava, mas depois repetia. Não lembro quanto tempo ficamos assim. Como um. Num rebolado suave, numa interna massagem constante.

Era visível o seu prazer. Enquanto o meu… Nem se fala. Só eu sabia o que sentia. Sentei na cama e o pus sem preservativo de joelhos diante de mim. Eu queria ver. Vê-lo tocar-se à minha frente, sofregamente, desesperadamente até, enfim, banhar meus pés. Era meu único desejo, a única condição. E ele então trêmulo o fez. Uma expressão de quase dor. Não é o orgasmo, uma pequena morte? O vi morrer diante de mim, morrer para renascer, esvair seu líquido quente aos meus pés. Vi o momento, mas imediatamente após fechei os olhos, só sentindo. Passando um pé no outro melado. Um prazer em líquido e consistência. Meu. Pra mim. Só então o liberei do plug, só então nos beijamos. Só então deixamos a respiração voltar ao normal, com calma, juntos. Definitivamente, o nosso melhor momento até então.

Arquivado como:Brinquedos Eróticos, Fetiches, BDSM e Eu, amor, erotismo, erótico, fetiche, sexo, sexualidade

Todo Amor que Houver Nesta Vida Cazuza

A qualidade do vídeo é péssima, e do áudio também, mas este vídeo tem uma carga dramática que arrepia. A gaita do Milton Guedes e a voz de Cazuza não poderiam ser mais perfeitas.

Todo Amor que Houver Nesta Vida

Cazuza

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida

Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

PS – Esta música me lembra aquele que amo, mesmo sem jamais ter me apaixonado.

Arquivado como:amor, música

For You… To Justify My Love

Justify My Love
Madonna

I wanna kiss you in Paris
I wanna hold your hand in Rome
I wanna run naked in a rainstorm
Make love in a train cross-country
You put this in me
So now what, so now what?

Wanting, needing, waiting
For you to justify my love

Hoping, praying
For you to justify my love

I want to know you
Not like that
I don’t wanna be your mother
I don’t wanna be your sister either
I just wanna be your lover
I wanna be your baby
Kiss me, that’s right, kiss me

Yearning, burning
For you to justify my love

What are you gonna do?
What are you gonna do?
Talk to me — tell me your dreams
Am I in them?
Tell me your fears
Are you scared?
Tell me your stories
I’m not afraid of who you are
We can fly!

Poor is the man
Whose pleasures depend
On the permission of another
Love me, that’s right, love me
I wanna be your baby

I’m open and ready
For you to justify my love
To justify my love
Wanting, to justify
Waiting, to justify my love
Praying, to justify
To justify my love
I’m open, to justify my love

Arquivado como:amor, música

Nunca Te Vi, Sempre Te Amei.

Peço licença para usar neste post o título de um filme (Nunca te vi, sempre te amei) muito lindo que assisti na década de oitenta, no que eu pensava ser o auge da minha história. O tempo me mostrou que nunca sabemos qual é este auge até que aconteça. Por isso só nos resta viver. É um texto grande repleto de verdade, lirismo e, é claro, erotismo. Se não tiver paciência, pode deixar de ler agora. Este não é um post qualquer.

O conheci tinha 10 anos, minha vida familiar estava de pernas para o ar depois da morte do meu pai, minha mãe apresentava sintomas de síndrome do pânico em uma época que ninguém sequer sabia o que era isso. E ela, uma mulher muito comunicativa, via-se numa situação estranha, nova, aos 36 anos tornava-se chefe de família. Família em que antes foi apenas esposa. Tudo era novo para a minha mãe, encantador e assustador. Onde ele entra nisso? Bem, neste período em que minha mãe pouco saía de casa, em tempos sem internet ela se socializava ligando para as rádios AM. Acreditem, por telefone minha mãe conhecia praticamente todos os locutores e locutoras de rádio, de tanto ligar e pedir músicas. Ela, que não saía de casa, sentia-se rodeada por um monte de amigos que não conhecia, graças a uma simples menção, um simples alô pra ela nas ondas do rádio. Qualquer semelhança com alguns que hoje vivem isso com a internet não é mera coincidência. Eventualmente ganhava um LP, um kit qualquer coisa e sofria como louca pra ir buscar, mas… Conseguia, e aos poucos, ia conhecendo gente, ampliando seu mundinho e finalmente saindo daquele estado terrível das suas crises de pânico. Ele era um dos locutores amigos dela.

Tinha apenas 19 anos, estudava jornalismo e eventualmente minha mãe me colocava ao telefone para dar um oizinho, pedir uma música… Era assim com todos os locutores, mas com ele aconteceu algo diferente. Dele eu gostava. Com ele eu sempre fazia questão. À medida que ia crescendo, ficava claro que não era mais apenas a minha mãe amiga dele, mas eu também. Admirava-o, sempre muito trabalhador e estudioso. Quando eu estava com uns 15 anos, vendo que aqui no RJ não tinha grandes chances, ele aceitou uma proposta de emprego em outro estado. Antes de ir ele pediu nosso endereço, e um dia, do nada, chegou a carta dele em papel timbrado da nova rádio. Carta que eu respondi, que tive resposta, que respondi novamente… Por anos a fio nos correspondemos, nos telefonávamos. Foi por causa dele que me interessei por internet e e-mail, há uns dez anos atrás. Muito mais rápido e imediato que o correio. Ele ouviu minhas lamúrias sentimentais, minhas dúvidas profissionais, eu escutava sobre seus problemas no trabalho, na vida, da esposa, das gracinhas do filho, quando se separou, casou novamente… Amigos! Éramos amigos. No entanto em minha cabeça adolescente, foi impossível não comparar minha história com a do filme. Nunca te vi, sempre te amei, mesmo que platonicamente.

E numa tarde de verão, entre um casamento e outro dele, quando ele finalmente financiava seu primeiro apartamento, não lembro bem se foi ele ou eu quem ligou. Eu já devia ter quase 20 anos, me tranquei no quarto como sempre fazia e ali me preparei para passar no mínimo uma hora ao telefone, rindo e jogando conversa fora, não fazíamos isso sempre, os papos cabeça eram por carta, mas de vez em quando papeávamos ao telefone. Não sei exatamente se ele estava especialmente carente, ou se eu estava com a libido um pouco mais à flor da pele, naquele dia, finalmente, abrimos a nossa caixa de pandora. E ele, que sempre tentava manter nossa amizade apenas nisso, lançou-se a uma experiência erótica até então desconhecida pra mim. Pela primeira vez me senti melar em saber que do outro lado da linha a muitos km de distância de mim, um conhecido desconhecido estava excitado e me excitando. Pela primeira vez me masturbei imaginando-o imaginar-me e pude do outro lado ouvir seus gemidos de gozo e na minha mente visualizar a cena e extasiar-me com ela.

Dali em diante nada foi igual. Seguíamos nossas vidas, sempre amigos e cúmplices, mas eventuais amantes em potencial. Entrei pra faculdade, saí dela, comecei outra e nós sempre amigos. Eu tive uma paixão, duas, três, ele casou outra vez, teve mais filhos, e nós ainda desconhecidos. Até que um dia, durante um evento aberto que eu participava, em plena Estação do Metrô, num dia tão quente que até o elástico da calcinha me incomodava, no meio da multidão eu vi aquele rosto tão conhecido e ao mesmo tempo desconhecido. Ao longo dos 19 anos, havíamos trocado muitas fotos, mas juro que pensei que meus olhos estivessem me pregando uma peça. Ele havia comentado que possivelmente viria ao RJ, mas tantas outras vezes ele havia prometido a mesma coisa, eu não levei fé. Curiosa, com uma multidão entre nós, fui pedindo licença, enquanto percebia-o a olhar em volta, como se procurasse alguém, não podia perdê-lo de vista. E quando enfim cheguei, parei diante dele e sorri chorando de alegria, era ele, que também sorria. Não dissemos nada, apenas nos abraçamos, forte, um novo, mas tão conhecido abraço. Por um instante, não havia ninguém à nossa volta. Me senti como num filme, que ele param a imagem, desaparecem com as pessoas, e ficamos apenas eu e ele. Ainda sem dizer nada ele pegou meu rosto, acariciou-o e me beijou, terno e longamente.

Ok, não foi tão obra do destino aquele encontro, ele havia ligado para a minha casa e a tagarela da minha mãe disse que eu estaria no evento. Evento que depois daquele beijo, não fazia mais a menor questão de assistir. Ainda meio tontos, acho que juntos dissemos que deveríamos sair dali. E saímos. Ele estava de carro, entramos nele e começamos a conversar sem parar, meio sem rumo pelas ruas do RJ. Pegando engarrafamento, tendo ao fundo a belíssima paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas. Olhei para aquele rosto tão querido, a silueta dele recortada na bela paisagem de fim de tarde. Não fiz uma foto, mas guardo até hoje aquela imagem. Com a mão no volante e outra em minha coxa ele dirigia e conversava, eventualmente lançava um olhar safado para o meu decote até que finalmente disse:

- B., você não sabe quantas vezes ao longo de todos estes anos eu te imaginei assim, diante de mim. Cada foto que você me enviou, ficou gasta, de tanto que te olhei, e agora te vejo aqui, linda, tão pertinho de mim… De perto seis seios são ainda mais lindos sabia?!

- Mas você nem viu nada…

E dizendo isso eu fui abrindo a blusa, sorrindo sapeca e olhando-o nos olhos. Nem preciso dizer que quase provoquei um acidente, né?! Quando abri a blusa inteira e coloquei meus seios completamente à mostra naquele trânsito caótico. Ele então sorriu nervoso.

- Meniiiina… Para com isso, senão tenho que te fazer uma proposta indecente. – Fechei a blusa e me endireitei no banco, feito menina sapeca.

Pouco depois estávamos em um quarto de motel. E o que pode parecer até meio animal, puro instinto, foi muito mais que isso. Em quase vinte anos eu fui de menina a mulher, de filha da amiga a mulher desejada. E ele foi de mito a homem. Nos despimos lentamente, corpos desconhecidos, mas curiosamente íntimos. Tomamos banho juntos, o sabonete, as mãos a espuma, tudo era uma carícia para os nossos corpos, cada vez mais colados e desejosos. Nos secamos, um ao outro, nos tocávamos com cuidado e carinho, ainda que eu quase explodisse de vontade, melasse a cada toque, e observasse nele as reações explícitas. Adiávamos o ato como uma doce tortura. Por tanto tempo sonhamos, fantasiamos, imaginamos… Estávamos prestes a ter nossa primeira, que poderia ser nossa última vez. Nossa realidade não podia ser esquecida.

Ele me deitou na cama com carinho, terminando de me secar com a toalha, para imediatamente me dar um novo banho, dessa vez com sua boca e língua, com ela ele me cobriu, invadiu e explorou cada canto. Fiquei quase em um transe, era uma sensação estranha, como se eu estivesse, mas não estivesse ali, sentia tudo, mas era como se também observasse de fora a cena. Foi então a minha vez de desvendá-lo, beijá-lo da cabeça aos pés, prová-lo. Sentir o gosto que tantas vezes imaginei, me deliciar, sorver, sentir com as mãos aquele corpo amado e desejado. Tudo era muito lento e calmo. Com a boca coloquei a camisinha, ele riu da destreza. Sentei nele, devagar, era curioso, mas eu estava tensa, extremamente apertada, como se a minha virgindade se tivesse refeito. Fechei os olhos e fui descendo devagar, apenas ouvindo nossas respirações ofegantes, sentindo as mãos dele em me corpo, até enfim senti-lo completo em mim e relaxada enfim, entrega-me aos seus lábios, que procuravam meus seios, pescoço e lábios. De leve eu rebolava sobre ele, até eu enfim me sentir mais leve, mais dele e me entregar totalmente. De todas as maneiras nos tocamos, nos comemos, nos demos um para o outro. E quando enfim nós gozamos uma única e intensa vez, percebemos que demoramos horas naquela maratona. Estávamos exaustos.

Por um tempo ficamos quietinhos, sem falar nada, nos braços um do outro. E aos poucos nos desvencilhamos dos nossos corpos, curiosamente, e na cama nos afastamos. Deitamos na imensa cama, afastados, unidos apenas pelas nossas mãos. Corpos distantes, mãos amigas. Adormecemos.

Ele voltou para sua casa no dia seguinte e para a sua vida também. Às vezes penso que foi sonho, mas eventualmente lembramos que não foi. Não trocamos mais cartas, agora são mensagens de e-mail. Ainda somos amigos, ainda somos cúmplices e nos amamos. Nunca nos esquecemos. Portanto, apesar de ter emprestado para este post o título do filme, quase trinta anos depois de, ainda menina, tê-lo conhecido eu afirmo: “Uma vez te vi, sempre te amei”. Não sei se aquele nosso encontro foi o primeiro e último, mas certamente foi inesquecível.

Arquivado como:amor, erotismo, erótico, sexo

Saudade

- B. eu estou com uma saudade…
- Saudade de que, meu lindo?!
- De te farejar…
- Farejar?
- É! Te farejar feito cachorrinho, e dar lambidelas pelo teu corpo todo.
- (risos)
- Não ri, é verdade, estou morrendo de saudade disso.
- Então… Seja feita a tua vontade ué?!

Arquivado como:amor, erotismo, erótico, sexo, sexualidade

Un’altra Te – Eros Ramazzotti

Hoje pela manhã, toda descabelada e com roupa de dormir, me vi abrindo a webcam para conversar com um grande amigo alemão, que conversa comigo em espanhol e, tanto quanto eu, ama o idioma italiano. Tanto que casou con una ragazza molto bella, italianíssima. Minha relação com ele é de amizade, uma amizade linda, incomensurável. Que mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, ele é um dos homens que eu ouso assumir que amo.

Conheci-o meio por acaso em uma noite insone. E, é claro, um dia acreditei amá-lo mais que a um amigo (coisas de internet). No entanto, o tempo foi passando e vi que somos muito mais que erotismo e paixão, ainda que também tenhamos sido. Este homem já velou meu sono em noites de medo e solidão. Já me acalmou em crises de pânico, me enviou bomboms da sua cidade e cartões postais de cada viagem que fez com a família. E até me repreendeu em momentos que eu, realmente, estava perdendo o rumo. Isso é coisa de quem ama!

Faz uns anos ele me enviou umas fitas K7 (ainda não era moda os CDs de MP3) com uma linda seleção de músicas que tinham a ver conosco. Algumas do Eros Ramazzotti, Laura Pausini, Juanes, Maná (ele também ama música latina)… No entanto, de todas as músicas, a que mais me lembra ele é Un’altra Te. Trata de um homem apaixonado por uma mulher aparentemente indisponível, e por isso ele deseja e sonha que exista uma outra dela com cada um dos seus vícios e virtudes para que possam enfim vivenciar a paixão, mas… É impossível uma outra como ela. “Ma un’altra te… non credo…” E apenas suspiro saudosa aqui.

Un’altra Te
Eros Ramazzotti

Un’ altra te
dove la trovo io
un’altra che
sorprenda me
Un’ altra te
un guaio simile..
chissà se c’è
un’altra te
con gli stessi tuoi discorsi
quelle tue espressioni
che in un altro viso cogliere non so
con quegli sguardi sempre attenti
ai miei spostamenti
quando dal tuo spazio me ne uscivo un pò
con la stessa fantasia
la capacità
di tenere i ritmi indiavolati
degli umori miei
un’altra come te
ma nemmeno se la invento c’è
mi sembra chiaro che
sono ancora impantanato con te
ed è sempre più
evidente…
E mi manca ogni sera la tua
gelosia anche se poi era forse più la mia
E mi mancano i miei occhi che sono
rimasti li dove io li avevo appoggiati
quindi su di te
mi sembra chiaro
che un’altra come te
ma nemmeno se la invento c’è
mi sembra chiaro che
sono ancora impantanato con te
ed è sempre più preoccupante
Ma un’altra te
non credo..

Arquivado como:Geral, amor, música, vida

Simples e Espetacular

No sexo, muito mais importante do que o que se diz é o que se sente. Como expressamos em reações nossos desejos. Quando uma respiração mais ofegante indica, é aí. E em um simples movimento oferecemos aquela parte que deseja tanto a atenção. O sexo tem uma linguagem própria que, curiosamente, não se desgasta com o tempo e a intimidade, só aprimora.

Quando me recostei nos enormes travesseiros e olhei naqueles olhos que conheço tão bem, sorri. Não precisava dizer mais nada. Como um cãozinho ele me farejou, dos pés à xota, até se perder nela com sede, mas nenhuma pressa. No sexo, quase sempre não se precisa ter pressa. Bom é saborear, ser saboreada. Tocar o outro, retribuir a carícia como for possível, mesmo que apenas com os pés, acarinhando-lhe as costas enquanto a boca sedenta me satisfazia. Até um gozo intenso, latejante, generoso, um rio… Onde me dei, porque ele estava ali comigo, por mim, para o meu prazer.

Com a respiração ofegante e o coração descompassado ele veio me beijar a boca. E enquanto me beijava podia senti-lo duro entre as minhas pernas. O olhar pedia, enquanto minhas pernas se abriam a espera. E ele, duro, sobre mim, me invadiu lentamente. Senti-o me preencher aos poucos, na posição mais simples, mais antiga, mais comum. E uma vez lá dentro, todo, pude senti-lo quente e meu. Observando seu semblante compenetrado, uma expressão de força, concentração, quase dor. Como se o vai e vem que se iniciava fosse um ato de prazer, mas… Eu nunca soube explicar a sensação maravilhosa que é observar aquele que me come. Naquele momento, realmente se é um só.

E naquela fusão de corpos e sensações as palavras, até então não ditas, explodem naturalmente. Porque é impossível não ver aquela carinha compenetrada sem chamá-lo de meu homem. Sentir o vai e vem, sem pedir que enfie cada vez mais fundo e mais forte. Sem implorar que não pare, porque o próximo gozo está por um triz. Sem cruzar as pernas na cintura dele e dizer que dali só saí quando eu deixar…

E então, aquele sexo mais simples, com aquele homem que já conheço tanto, não tem mais nada de comum. É espetacular! Porque gostoso é estar com quem se gosta.

Arquivado como:amor, erotismo, erótico, sexo

Coração Mágico / Muneo

Quando a gente não tem o que fazer inventa. O Muneo inventou, passa lá!

Arquivado como:amor, extraordinário

Amor Maior – Jota Quest

Eu quero ficar só
Mas comigo só
Eu não consigo
Eu quero ficar junto
Mas sozinho só
Não é possível
É preciso amar direito
Um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora
Ser amor de corpo inteiro
Amor de dentro pra fora
Amor que eu desconheço
Quero um amor maior…
Um amor maior que eu
Quero um amor maior…
Um amor maior que eu
Então seguirei meu coração até o fim
Pra saber se é amor
Magoarei mesmo assim, mesmo sem querer,
Pra saber se é amor
Eu estarei mais feliz, mesmo morrendo de dor
Pra saber se é amor

PS – Não é momento down, viu gente?! É momento reflexivo. Pra pensar e olhar pra dentro de mim. Afinal, minha vida secreta só existe se estou bem comigo e com o mundo…

Arquivado como:Geral, amor, melancolia

The Great Gig In The Sky

Enquanto caminhava lembrei de uma história que vivi aos vinte e poucos anos. Já até parei para escrever sobre O. aqui, mas sempre vinha algo mais interessante e excitante, nunca terminei. Não que o que vivemos não tenha sido excitante, mas é que o que vivemos foi extremamente terno também. Estou especialmente melancólica estes dias… Veio a história completa. Começo, meio e fim dessa deliciosa paixão. De um tempo em que apesar de complicado, como sempre foi pra mim, mesmo assim eu me permitia coisas mais simples, menos elaboradas e era feliz, muito feliz com isso.

Eu e O. éramos da mesma idade, morávamos no mesmo bairro, os mesmos amigos, a única grande diferença entre nós era a vida, como levávamos. Eu trabalhava de dia e estava na faculdade à noite, na esperança de algo melhor pra mim, enquanto ele tinha que ralar em dois empregos para pagar a pensão da filha, não tinha ambições maiores que manter-se. Tinha um chevete velho que vivia dando problemas, a mãe da filha dele enchia a paciência de vez em quando, a gente não tinha dinheiro pra quase nada e ainda assim era super feliz. Não foram mais que oito meses, mas foram deliciosos meses.

Lembro de muitas histórias nossas, mas uma em especial me excita até hoje recordar. Fomos dormir na casa de um casal de amigos, era uma das poucas oportunidades de passar uma noite inteira juntos. Era inverno, ficávamos até altas horas entre queijos, vinhos e altas conversas. Esse casal amigo era cúmplice, entendia bem o que era não ter onde namorar. De vez em quando eu penso que é por isso que casais muito jovens de classes mais baixas casam-se. Costumo brincar que é para que o homem torne-se finalmente CHEFE, de família, enquanto a mulher torna-se DONA, de casa. No entanto, brincadiras à parte, creio que a sexualidade está embutida nisso sim. Qualquer kitinete vira um palácio de contos de fadas e vivem felizes para sempre até as primeiras dívidas, mas o que tem O. e eu com isso? Nada, nunca casamos… Não porque ele não quisesse, mas eu… Bem, casar era um pouco demais. Sempre foi.

Nesta noite fria em especial, depois que nossos amigos foram dormir, abrimos um monte de edredons sobre o tapete da sala. Tomamos mais um copo de vinho e ficamos ouvindo Pink Floyd bem baixinho, The Dark Side of The Moon, entre muitos beijos e abraços. Embaixo de um cobertor que aquecia tanto, mas tanto, que em determinado momento foi desnecessário, tamanho o calor dos nossos corpos. O. tinha mãos ásperas, mão de trabalhador, estudou pouco, mas era um homem extremamente sensível, me escrevia poesias, até hoje tenho nossas cartas guardadas. Quando eu sentia aquelas mãos em meu corpo eu incendiava. Tinha gostos sexuais simples, é ele o namorado que nunca quis me comer o cu, apesar de eu muitas vezes pedir. Só que tudo era tão delicioso e simples em nossa sexualidade que era pleno. Me levava ao gozo de todas as maneiras, boca, dedos, penetração… Ops! Penetração? Não nessa noite fria, esquecemos o preservativo, e eu sempre fui neurótica com isso. Era início da década de noventa, meus heróis não tinham morrido de overdose, mas de AIDS. Sem contar uma possível gravidez. E eu pensei que nossa noite tinha terminado.

O. então me beijou a boca longamente, sem dizer nada, apenas rindo da minha neurose por causa da falta do preservativo. Estávamos completamente nus, recostados nos almofadões da sala. Foi quando na vitrola (sim, ainda não era CD) começou a tocar The Great Gig In The Sky, e envolvidos pela música começamos a nos masturbar simultaneamente entre beijos e carícias. Os dedos dele eram ágeis e suaves, parecia eu mesma a me tocar, mas era ele. Enquanto eu o masturbava com a mão leve, movimento rápido e constante, ele gostava assim. E à medida que a música crescia o nosso tesão também. Não era necessariamente a nossa intenção, mas chegamos ao orgasmo quase juntos, nas mãos um do outro. Não éramos dois, mas um, só um. E enquanto a música acalmava nossos corpos e respiração também voltavam ao normal. Colamos então nossos corpos em um abraço, e nos fundimos novamente em um só, adormecendo, entregues. Foi, talvez, uma das melhores noites da minha vida.

Recentemente reencontrei O. aqui na minha rua, ele namora a filha de uma vizinha, menina linda, vinte e poucos anos. Ele continua bem, não engordou, não tem mais aquele chevete horrível, mas um carro bom que eu não sei a marca, nunca sei, sou desligada demais pra isso. Soube que se associou ao irmão em uma oficina de lanternagem de automóveis. Vive bem. As mãos ainda devem ser ásperas, não sei se ainda escreve poesias, mas nessa noite fria e só… É impossível não lembrar de The Great Gig in The Sky.

The Great Gig On The Sky

Pink Floyd

“And I am not frightened of dying,
any time will do, I don’t mind.
Why should I be frightened of dying?
There’s no reason for it,
you’ve gotta go sometime.”
“I never said I was frightened of dying.”

“If you can hear this whispering you are dying…”

Arquivado como:amor, melancolia, sexo

Antonio

Esta semana uma situação insólita me fez lembrar Antonio. É claro que ele tinha nome e sobrenome, um nome lindo, sonoro, que por motivos óbvios não vou falar aqui, nem costumo citar nomes no M&MSL, mas este Antonio foi tão importante em minha vida que é impossível não falar dele.

Passei uma vida repleta de paixonites, colecionava começos, meios e finais, mas paixão verdadeira? Daquela que te enlouquece e faz perder o rumo, nenhuma até Antonio. Estava em um momento impar da minha vida. Uma bela e harmoniosa vida familiar, o melhor momento profissional que tive até hoje, mas no amor? Pffffffffffff, nada! Continuava colecionando paixões e nem sempre dando a elas este crédito, muitas eram passa tempo mesmo.

Conheci-o em uma tarde entediada que de tão cansada, decidi não viajar para ver a família, fiquei em meu apartamento minúsculo com uma enorme xícara de chocolate quente, um cobertor nas costas e bate-papo na internet. Na época namorava, ou saía apenas, não sei dizer, com um quarentão delicioso de outra cidade, que naquele final de semana era da filha. A cada quinze dias era sempre a mesma coisa. Papo vai, papo vem, em uma sala antiga do MSN que eu nem lembro mais o nome, conversava com outra pessoa quando ele chegou e me chamou em reservado, um português arranhado. Como sou meio incompetente em administrar mais de uma conversa em chats, eu apenas agradeci educadamente, mas disse que conversava com outra pessoa, infelizmente. Ele ficou encantado com o meu carinho e deixou o MSN dele, que eu anotei, mas não adicionei de imediato. Só no dia seguinte fiz isso e conversamos finalmente.

Lembro que naquele primeiro dia fiquei quatro horas conversando com aquele italiano de Napoli vinte anos mais velho que eu. E por uma daquelas coisas que jamais saberemos explicar, senti uma empatia tão grande por ele que dei não apenas o número do meu telefone celular, como também o de casa. Viciei nele, em sua voz, em sua corte a mim. Era agosto e nascia ali a minha grande e maior paixão que vivi. Repleta de intensas emoções, projeções da minha carência, eu reconheço hoje, mas na época… Amei e necessitei de Antonio como se fosse o ar que eu respirava. E sabem o mais louco? Antonio nunca, nunca tocou meu corpo, só a minha alma.

Antonio a 12000 km de mim, me controlou, fez uso, teve prazer, me deu prazer, me fez sentir amada, me fez amar, fazer coisas que jamais me imaginei permitir e… Quase me enlouqueceu! Como só as grandes e intensas paixões são capazes. Os telefonemas diários, as horas no MSN, as promessas entendidas, talvez jamais propostas, os orgasmos conduzidos em italiano ao meu ouvido… Gozava três vezes em vinte minutos de conversa diária ao ouvido. Por Antonio ousei ser B., uma B. que sempre existiu, que estava ali, só me permiti… Por ele. Ousei conhecer B., P., T. e G., um alfabeto, porque o prazer dele era o meu prazer.

Não lembro exatamente quando Antonio foi deixando de ser paixão para tornar-se constatada ilusão, talvez entre uma ou outra fluoxetina, felicidade encapsulada. No entanto, certamente isso se tornou fato no dia que eu, com passagem comprada, malas prontas para a Sardegna e quinze dias disponíveis para nós ouvi o fatídico: “Não é um bom momento”. Nunca saberei se este bom momento existiria… Ali morreu o momento. Aos poucos fui me distanciando, mais fluoxetina, mais vazio… Buraco que preenchi com outros tentando esquecer Antonio, mas… É impossível.

Antonio deixou de ser um amor, uma paixão e transformou-se em uma chaga para sempre aberta. O que nem é um mal, afinal, graças a ele eu entro em alerta, percebo e não me permito errar de novo, não igual. Quero erros novos. Deliciosos novos erros. E não outro Antonio, outras promessas não prometidas, ser Dominada, controlada em nome do amor, da paixão, escravos um do outro. Antonio conheceu uma menina de 30 anos, não reconheceria hoje a mulher de 36, às vezes nem eu reconheço… Tanto medo, tanta amargura…

Perdoem as palavras vomitadas… Esta B. também sou eu.

Arquivado como:amor

A Apertadinha

- B. eu estou com uma saudade… Como você some assim menina?

- Poxa A., eu também morro de saudades, você sabe o quanto eu te amo. Fico feliz em saber que não está sozinho…

- Ah… mas não é a mesma coisa.

- Como assim não é a mesma coisa? Mulher é tudo igual. Esposa você já tem mesmo. Amante é tudo igual…

- Não é não, pelo menos nenhuma é como você.

- Ué?! Por que?

- Morro de saudades daquela apertadinha que você dá quando senta em meu pau estrangulando ele dentro de você… Só de imaginar ele já ficou duro aqui.

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UP Date:

Meninas… vão por mim, é treino. Experimentem ao longo do dia, fazer exercícios contraindo a musculatura vaginal, a mesma que a gente usa para parar o xixi. Garanto que ninguém nota. Faça a compressão da musculatura e segure por uns cinco segundos e solte, relaxando e repita mais algumas vezes. Isso nem é pompoarismo não. Sei que pompoar é mais que isso, mas… Já faz uma diferença enorme, principalmente quando a gente senta nele e fica paradinha, só mordendo ele com a nossa boca de baixo (como diz a Fugu F.). Delícia para os dois.

Ah, e a mesma dica vale, para tirar o complexo daqueles nossos deliciosos meninos que pensam que pau pequeno não dá prazer pra nós. É só pedir que ele coloque o dedinho mindinho lá dentro e sinta as contrações dela. Se a nossa xota é capaz de acomodar e fazer pressão num dedo mindinho, o que ela não faz com um pau… Seja ele mini, midi ou maxi.

Arquivado como:amor, sexo, sexualidade

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Me and My Secret Life acabou, mas meus textos continuam no A Vida Secreta , uma revista diária de informação e entretenimento sobre erotismo, sexo e sexualidade.

Os comentários do Me and My Secret Life serão fechados, portanto, quem quiser papear de agora em diante é no A Vida Secreta.

Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

Um beijo carinhoso.

B.

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