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Festa Leather – BDSM só pra rapazes

Nesta quinta-feira, 6 de dezembro, acontece o Encontro Leather_Men Brasil. À partir das 21h no Bar Station. Rua dos Pinheiros, 352, São Paulo, SP.

Postagem original no A Vida Secreta.

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AIDS – Portadores do HIV – Teatro – Informação

“Não sabia que eu era uma atriz. No começo eu fui com muita vergonha e depois comecei a ver que saiu de dentro de mim. Aprendi muito”, resume Sandra Cristina Tetente, 39 anos, portadora do HIV há 11 anos e uma das agentes de prevenção do Programa Municipal DST/Aids da cidade de São Paulo convidada para o musical “Good Morning, São Paulo – Dhiversidade.”

O espetáculo, organizado com 20 dos cerca de 140 agentes de prevenção do município, terá uma única apresentação, exclusiva para convidados, nesta quinta-feira (29), às 20h, no Teatro Dias Gomes. O show faz parte das ações que a prefeitura organizou para chamar a atenção para o Dia Mundial de Combate à Aids. Assim como Sandra, alguns dos agentes que participam do elenco são portadores do HIV.

Fonte: G1

Aproveitei a notícia só pra falar um pouquinho do tema. Não sou nenhuma ativista na luta contra a AIDS, já até trepei sem camisinha (pouquíssimas vezes e me arrependo disso), mas fechar os olhos para o fato não é só ignorância, é burrice.

Meu primeiro emprego na vida foi como recepcionista em feiras e eventos, para uma empresa de sonorização e vídeo. Sabe aqueles congressos médicos, cheios de palestras e cursos? Então… O ano era 1989, o Cazuza estava morrendo e ninguém sabia exatamente do que. A AIDS ainda era tratada como o câncer gay, havia um tremendo estigma em cima de quem adoecia e, naquele momento, o melhor que me aconteceu na vida foi ter trabalhado na sala de um médico, Dr. Mauro Schechter, que falava de prevenção em uma época que ninguém nem ousava falar do assunto.

Lembro como se fosse hoje, de uma pergunta que rolou na platéia, quando alguém levantou o dedo e disse: “Como devo tratar o paciente aidético em meu consultório?”. Era um congresso de odontologia. E então o palestrante respondeu: “Como trata qualquer outro paciente, afinal, nenhum portador de HIV traz um letreiro na testa” (percebam a sutileza com que ele mudou a maneira de tratar o paciente do pejorativo para o adequado). E então começou a falar de procedimentos para a prevenção, e não segregação, que hoje são normas de saúde mundiais.

Não sei bem explicar, mas aquela frase mudou minha vida, pois pela primeira vez eu vi que a AIDS era uma doença traiçoeira, que não havia grupo de risco, mas sim comportamento de risco. E desde então, salvo raros momentos que já cometi meus deslizes (e só me acalmei muito tempo depois, após exames que faço periodicamente), eu faço uso de preservativos em todas as minhas relações sexuais. Já acostumei, acho até estranho quando não uso. Sem contar que pra quem é criativo (como já mostrou o meu amigo do Pequenos Delitos) o preservativo deixa de ser um acessório estraga prazer, para ser exatamente o contrário.

Arquivado como:Geral, agenda, homossexual, homossexualidade, saúde, sexo, sexualidade, teatro

Exposição: Mulheres de Negro e Batom vermelho

A dica foi do Designe-se/dG. A exposição de Pamela Castro, também conhecida como Anarkia, Mulheres de Negro e Batom Vermelho, está começando no dia 29/11, no Hotel Paris, Praça Tiradentes RJ.

Com caráter feminista, a exposição consiste em uma instalação que tem como objetivo principal o estímulo à reflexão sobre a sexualidade da mulher e os tabus ainda existentes. A artista encontrou na Galeria Paris o ambiente perfeito para seus questionamentos, uma vez que se localiza dentro de um hotel de alta-rotatividade em funcionamento, em zona de prostituição no Centro do Rio de Janeiro.

Sua reflexão artística em “Mulheres de Negro e Batom Vermelho” é sobre o bloqueio feminino relacionado ao próprio sexo. As regras que as mulheres recebem da sociedade para uma conduta ideal, cheia de preconceitos, que em pleno século XXI ainda as restringem de agirem com a liberdade desejada. São muitas as barreiras por serem vencidas. Daí o contraponto em expor seu trabalho no Hotel Paris.

Na exposição, a arte de Anarkia desnuda reações como o pavor e a descriminação das mulheres comuns, que no fundo desejam superar bloqueios e despir-se da capa de freira deixando aflorar toda a sua sexualidade – o “Batom Vermelho” -, e por em prática seu direito à liberdade. Colocando-as no Hotel Paris, ao lado das mulheres que freqüentam o local, é como jogar no lixo todo o nosso preconceito e toda a parafernália de palavras que acompanham os pensamentos, assumindo todas simplesmente como Mulheres.

Abertura 29 de novembro,
5º feira – às 19hrs.
Avenida Passos – nº7c
2º andar – Praça Tiradentes
Centro – RJ

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Atenção, importante!

Me and My Secret Life acabou, mas meus textos continuam no A Vida Secreta , uma revista diária de informação e entretenimento sobre erotismo, sexo e sexualidade.

Os comentários do Me and My Secret Life serão fechados, portanto, quem quiser papear de agora em diante é no A Vida Secreta.

Foi bom enquanto durou! Muito obrigada pelas visitas diárias. Espero que continuem me acompanhando no novo endereço.

Um beijo carinhoso.

B.

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